terça-feira, junho 24, 2008

Red Album

Assumo minha veia nerd e geek toda vez que ouço uma das minhas bandas favoritas – Weezer. Apesar de terem cerca de 38 anos, ou seja, estarem bem longe de serem considerados jovens nerds, suas músicas continuam frescas e as letras, típicas de um jovem de 18 anos.

Perfeito.
A primeira faixa, “Troublemaker”, tem uma pegada bem high school, passando pelas letras e batida. Já a segunda faixa, “The greatest man that ever lived”, é daquelas que passam por várias gradações: começa lenta, vai ficando mais agitada, até chegar a um coral de igreja. Uma de minhas favoritas é “Everybody Get Dangerous”, porém, como todo álbum que eu fico viciada, a ordem das favoritas vai mudando conforme o ouço.
"Red Album" inteiro é feito de músicas divertidas, e até as mais tristes são ótimas. E o clipe novo, Pork and Beans? Simplesmente pegou as celebridades do YouTube e as colocou no novo vídeo.
E, pela primeira vez, o Rivers Cuomo está uma graça...

Ainda estou ouvindo:
- Coldplay: Viva la Vida – médio
- Junior Senior – Hey My Oh Oh - ótimo, ótimo!
- Gnarls Barkley – The Odd Couple - ótimo
- Matanza - MTV Ao Vivo - ótimo

Fora os Podcasts. Virei uma PodFã.

sexta-feira, junho 20, 2008

O Trapo

Ultimamente tenho me sentido literalmente um trapo.
Porque...
1) não tenho tempo de fazer as unhas
2) tenho prova final de japonês
3) não tenho dormido direito
4) estou sem tomar café
5) faz mais de três semanas que não ando de bicicleta
6) não tenho tempo de ler o jornal como eu tinha antes
7) resumindo: a síndrome do “estou sem tempo” me atingiu de uma maneira que parece que fico correndo atrás do tempo.

Ok, parei de reclamar. Na verdade, não ter tempo nem para o meu blog me dá uma tristeza...

sexta-feira, junho 13, 2008

Google Nóia


Estou tendo uma overdose com o site mais poderoso do mundo – o Google. Além de eu trabalhar em um site cujo foco é tecnologia e, sobretudo, as andanças do Google, estou lendo um livro sobre a história dos fundadores – Sergey Brin e Larry Page –, bem como conheci o império da Web em São Paulo.

Bem, já me questionei isso em um outro post, quando se deu aquisição do Blogger pelo Google. Só que, hoje, a companhia detém quase todos os dados dos usuários indexados em seus computadores no Vale do Silício.

Eu não sabia disso, mas, lendo o livro Google, de David A. Vise e Mark Malseed, descobri que a empresa armazena todos os nossos dados privativos em seus servidores. Ou seja, eu, por exemplo, que tenho conta no Orkut, Gmail, Blogger, YouTube e iGoogle – tenho todo meu histórico armazenado nos computadores do Google.

Tem coisa mais invasiva do que ter “links patrocinados” dentro do meu Gmail, colocando anúncios “de acordo” com o que eu escrevi no corpo do meu email? É um absurdo, ainda mais porque o Google preconiza que nunca apaguemos nossos emails. Eu tenho duas contas no Gmail, o que me deixa ainda mais vulnerável. O que fazer? Deixar nossa privacidade em risco só para usufruir das benesses de googlear?

Está difícil não ficar paranóico sabendo que, se um dia algum norte-americano quiser saber onde moro, vivo, trabalho, o que gosto, etc, é só consultar os servidores do Google e se deleitar.

terça-feira, junho 10, 2008

O que abre mais portas?

Situação 1: Com o cabelo seboso, uma roupa sem graça e um sapato de gosto duvidoso, vou a uma palestra. Uma mulher ao meu lado, de cabelo escovado, maquiagem em excesso e com a roupa da moda, conversa empolgadamente com um diretor de marketing de uma empresa conhecida no mercado. Estou sentada ao lado deles e sou completamente ignorada pelo “executivo”, que não disfarça suas intenções escusas ao dar atenção à patricinha arrumada.

Situação 2:
Arrumada para um coquetel, resolvo pegar o ônibus, lotado, como sempre. Pergunto:

- Posso descer pela frente, porque não consigo passar na catraca?
Eis que o cobrador me fala:
- Pode, nem precisa pagar se não quiser. (A fala foi acompanhada de olhares secativos e elogios um tanto baratos)

Claro que paguei a passagem, mas fiquei pensando: isso é bom? Ruim?

Obviamente, a longo prazo, a situação 2 é extremamente ruim, pois corrobora para o machismo e a valorização do físico feminino – em detrimento da inteligência.

Não vou colocar uma teoria fechada com bases apenas em dois exemplos empíricos e bem recentes, porém tenho outras vivências, dos quais não me recordo, de todas as vezes em que fui (des) valorizada por atributos como a beleza. A situação 1 eu vivenciei ontem (para os homens verem como é).
Infelizmente, uma mulher bonita consegue mais benefícios instantaneamente. Já a inteligente precisa provar, mediante argumentos, de que deve ser valorizada socialmente. Com o homem é um pouco diferente, porém um rapaz com dotes físicos padrões provavelmente consegue outras vantagens. Embora em menor escala e em outras situações. (se algum rapaz quiser dar um exemplo, à vontade)

Acontece que, visualmente, é mais fácil fazer uma avaliação rápida. Ao contrário da inteligência que, embora amparada por determinados valores culturais e burgueses, ainda é mais subjetiva.

A beleza exterior tem parâmetros extremamente definidos – seja pela mídia, por celebridades, modelos, etc. Somos colocados diante desses valores o tempo todo, o que nos leva a ter, mesmo que inconscientemente, padrões de beleza menos flexíveis.

A beleza, a curto prazo, abre mais portas. Só que a inteligência se acumula ao longo do tempo, e nunca é retirada. Já com a beleza ocorre justamente o contrário: ela não se acumula e, após algumas décadas, praticamente não existe – ou não é desejada pelos padrões de culto à juventude...

Para pensar nossa sociedade.

sexta-feira, junho 06, 2008

O que você mais odeia em um namoro?


Essa frase eu tive que responder em um debate para a Revista Capricho. Confesso que fiquei um tanto desconfortável de ter de participar da discussão porque, aos 17 anos, eu realmente nunca tinha namorado sério e muito menos tinha gostado de alguém. Ou seja, não sabia direito como lidar em um relacionamento. No debate, eu disse que nunca tive vontade de namorar, e que por isso nunca pensei no tal Dia dos Namorados.

Seis anos se passaram: apaixonei-me, sofri, levei bota, enfim, tive quase todo tipo de experiência em relacionamentos. E inclusive estou em um relacionamento sério agora – dia 12 de junho faz um ano e dez meses de namoro. Nem por isso gosto do Dia dos Namorados. Na verdade, eu realmente considero uma data tosca em que o comércio quer mesmo é faturar. Vamos boicotar a obrigação de dar presentes em Dia dos Namorados, das Mães, dos Pais, das Crianças, Natal, aniversários. Presente se dá quando se tem vontade genuína, não em meras datas impostas pelo setor comercial e marketeiro.

Já repararam que as datas em que temos de gastar não batem? Pois é, é para você ter dinheiro ao longo do ano para ficar gastando por obrigação. Abaixo o Dia dos Namorados e todas as datas “comemorativas”. E viva as comemorações genuínas.

Ps: durante o debate de 2003, eu disse que odiava apelidos fofos. Ainda detesto. Por favor, não revelem seus apelidos íntimos ao ouvido alheio. É péssimo.

terça-feira, maio 27, 2008

Vilões (ou visões) da infância

Ter saudades da infância é algo que vira até clichê. Embora as pessoas amem falar de sua infância e de como éramos felizes em nossos primeiros anos de vida, a verdade é que as crianças são bem cruéis. E, partindo do pressuposto de que as crianças são cruéis, vou listar os Top 5 personagens vilões da nossa infância – que provavelmente fizeram ou farão nossa geração ficar ainda mais egocêntrica e má.

Escrevo a lista em Word, sem qualquer pesquisa prévia no Google – apenas consultando minha memória de elefante. Se eu errar nomes, já foi – ou Freud tentou apagar esses personagens negativos do meu subconsciente.

Eis a lista:

1 - Maria Joaquina – Carrossel



Quem não se lembra da loirinha malvada que era extremamente racista com o pobre (literalmente) Cirilo
? E ainda dava em cima de um tal de Jorginho, cujo principal atributo eram os óculos escuros e o carrinho elétrico? Eu me lembro bem do carrinho elétrico do Jorginho: branco, conversível, uma graça. Maria Joaquina já representava os sentimentos mais proeminentes de uma mulher fútil: interesseira, egocêntrica, racista, chata e...bonitinha.


2- Afrodite – Cavaleiros do Zodíaco


O vilão da última casa da temporada das Doze Casas Zodiacais era o mais esperado por mim. Por quê? Simplesmente porque eu sou de Peixes, oras. Aquelas rosas que matam, o suspense por ser a última casa, as visitas à banca para comprar a Revista Herói, entre outras maracutaias que eu fiz e senti por ser fã de Cavaleiros. Esse seriado deixou uma influência sólida em mim, pois foi o principal produto cultural que me fez gostar de duas coisas: astrologia e homens um tanto “andrógenos” (calma, Alberto, você não é andrógeno. Mas o próximo da lista o é)


3- Rei dos Duendes (David Bowie) – Labirinto – A Magia do Tempo


Eu não disse que desenvolvi uma paixão por seres andrógenos? David Bowie, como o vilão do filme Labirinto, me deixou fascinada por sua beleza e seus olhos de cores diferentes. Isso aos...seis, sete anos. Até hoje esses traumas de infância me deixam marcas: ainda acho Bowie um dos caras mais fenomenais (em todos os sentidos) do showbizz.


4- Roger Klotz – Doug



Esse é demais! Toda vez que o Doug fazia alguma coisa meio mico, o Roger ia atazaná-lo. Contudo, o Roger é um personagem extremamente bem-feito: desde a sua voz esganiçada, passando pelo visual meio roqueiro/motoqueiro mais velho. Tinha também a gata dele, que usava uma coleira masoquista e brigava com o Costelinha. Além disso, o Roger causava também com o Skeeter – tadinho dele...


5- Doutor Abobrinha – Castelo Rá-Tim-Bum

Nem curto o Dr. Abobrinha, porém a realidade é que vi tanto, mas tanto Castelo Rá-Tim-Bum, que tive de citá-lo. No entanto, há a razão de ser: o episódio mais engraçado do Castelo Rá-Tim-Bum é quando Dr. Abobrinha se faz de diretor de cinema e tenta persuadir o Nino a assinar um contrato (na verdade, de venda do Castelo), fingindo que assinar fazia parte do enredo do “filme”. Hilário!

Saudades!

sexta-feira, maio 23, 2008

Pequenas impressões

Voltei a Bauru depois de mais de dois meses.
A cidade é calma e quente.

Olho para os lados e as pessoas andam devagar; não há muitas filas nos mercados, e a iluminação da cidade é precária à noite.

A manicure é mais barata, a comida e a bebida são mais baratas.

Ainda sinto saudade.

domingo, maio 18, 2008

Pró-cotista

Saiu na Folha de quarta-feira os manifestos a favor e contra as cotas para negros nas universidades públicas. Ao ler ambos os manifestos, obviamente concordei com o mais coerente: o pró-cotas.

Recordo da discussão em sala na UNESP, com o professor de Jornalismo Regional a respeito do mesmo assunto. Ele perguntou, em sala, quem era a favor das cotas para negros. Dos 36 alunos de Jornalismo presentes, ninguém levantou a mão. Cada um argumentou à sua maneira. Ao final, eu disse uma frase que posso dizer, sem levantar méritos à minha pessoa, que foi uma das minhas mais contundentes afirmações:

“Professor, não levantei a mão quando o senhor perguntou quem aqui na sala era a favor das cotas para negros. Mas devo admitir o seguinte: por mais que façamos parte do movimento estudantil, por uma universidade mais justa e outras reivindicações, quando alguém pisa no nosso calo mostramos a nossa verdadeira face burguesa e mesquinha. Ou seja, quando vimos que uma medida pode tirar nossos privilégios diretos – no caso, quando alguém “menos qualificado” pode realmente entrar no nosso lugar na universidade ou em concursos públicos, ficamos alertas e ativamos nossos pensamentos mais burguesinhos.”

Os contrários às cotas para negros dizem que isso vai aumentar o racismo. Balela: ele já existe, e de um jeito horrível, porque é velado. Na UNESP víamos filhos de fazendeiros, empresários, enfim, gente que vive no mundo da Alice no país das Maravilhas, e acha que “se esforçou” para estar na universidade pública. Ora, sinto muito: se você se esforçou para “chegar lá”, garanto que os negros se esforçaram muito mais. Assim como as mulheres se esforçam mais para chegar a altos cargos em uma empresa – bem mais do que um homem branco – os negros se esforçam ainda mais para chegar no ensino superior. Pela discriminação cotidiana, merecem uma chance, sim.

Vou falar um exemplo. Sou descendente de japoneses. E, embora eu tenha nascido no Brasil, sou chamada de japa, japonesa, etc. O mesmo acontece com os negros. Por mais que sejam “iguais” perante a Constituição, visualmente não o são. Eu sinto isso na pele, e eles também devem sentir.

A nossa sociedade foi construída por homens “brancos” (na verdade, sob um padrão europeu), machistas, racistas, sexistas. E nossa Constituição também foi feita por estas mesmas pessoas. Enquanto não mudarmos essas estruturas ditas como imutáveis por estes mesmos indivíduos, nada vai mudar. Vamos continuar a ver em dados estatísticos que a camada com menor renda é aquela composta por mulheres negras.

Assino embaixo que sou a favor das cotas para negros.

E, pelo menos uma vez na vida, os brancos devem sofrer uma derrota que seja.





segunda-feira, maio 12, 2008

A melhor dieta de todos os tempos.

Não vou ensinar necessariamente a melhor dieta de todos os tempos. Contudo, para quem viu o post anterior, percebeu que estou com intoxicação alimentar.

Alguns fatos curiosos me aconteceram nesses cinco dias de sofrimento:

  1. eu desmaiei no meu quarto, falando ao telefone. Apaguei e, quando acordei, o telefone estava tocando, meus joelhos estavam doendo e minha testa, sangrando. Estou com uma cicatriz parecida com a do Harry Potter (sim, já fui chamada de Tati Potter).
  2. Por conta de minha enfermidade, tenho medo de comer qualquer coisa. Além do fato óbvio de que estou doente porque comi algo estragado, se eu comer algo gorduroso, fibroso, oleoso e molhado (pense bem, essas características correspondem a 99% das comidas gostosas), minha constipação intestinal (ou diarréia mesmo) piora.
  3. Já tive meu recorde de idas ao trono: 20 vezes no mesmo dia. Na madrugada de sábado para domingo, depois de comer com os amigos alguns quilos de batata frita, sem contar os quatro pasteizinhos de guioza, acordei seis vezes de madrugada para ir ao banheiro. Sorte que eu não bebi nada alcoólico.
  4. Não cobri o show do RBD. Imagina ter de parar uma entrevista no meio para correr ao sanitário público e ainda ver garotinhas ensandecidas chorando, vomitando...ia ser um desastre


Deu pra perceber que a minha vida não está fácil. Mas aí vem a parte boa: eu simplesmente não estou absorvendo nada do que como. Resultado: emagreço. Na verdade não é tanto pelo fato de eu estar eliminando a comida, e sim porque eu tenho medo de comer qualquer coisa que tenha óleo, molhos, aparência de ser gostosa demais para o meu estômago. Dieta do medo é a que funciona.

quinta-feira, maio 08, 2008

Intoxicação


Estou com salmonella pela segunda vez em minha vida. Na primeira vez que tive, vá la, porque eu comi em um restaurante de qualidade duvidosa.
Ontem, no entanto, comi em um restaurante cujo quilo custa cerca de 30 reais - o The Green, do Parque Ibirapuera. Estou passando mal neste momento: diarréia, cansaço, dor de cabeça, calafrios, febre.
A única vantagem é que eu posso ficar de pijama o dia todo sem ser incomodada.

terça-feira, maio 06, 2008

Estou elaborando um guia com os principais passatempos (adolescente, claro) para se fazer nas férias.

Eu nem precisava dizer que é adolescente: quem, com mais de 22 anos, tira férias um mês inteiro em julho?

De qualquer forma, fiquei pesquisando por aí algumas coisas divertidas para se fazer nas férias.
Foi aí que assisti a um dos vídeos mais engraçados da temporada:



Chaves e o trailer de A Invasão. O trailer é mais ou menos assim: a Vila do Chaves é invadida por ETs - tudo muito bem sincronizado com falas, músicas, e a clássica frase Está chegando o disco voador!, do nosso amigo Chaves. Imagina um vídeo bem ao estilo Independence Day, só que com os integrantes do seriado mexicano, claro. É incrível como é engraçado e muito bem-feito. Eu ria como louca aqui em frente ao computador.

E tenho que encontrar mais dicas interessantes para ficar de bobeira, como:

  • filmes

  • discos

  • livros

  • sites
    Etc.

Se alguém tiver uma dica legal, me avisa, ok?
Não vou publicar minha lista parcial por sigilo autoral (ahhh é...)
.........

Sabe o que é pior do que o caso Isabella? É a bomba do Ronaldo.

Sinceramente: não tenho a menor dó dele. O cara tem contrato vitalício com a Nike, fica com garotas (fisicamente, e só) lindas e tem tudo que qualquer consumista quer: fama, mulheres e dinheiro. E se mete em um motelzinho qualquer em busca de novas aventuras? Me poupe...sem moralismos, porque cada um faz o que quiser com sua vida pessoal. Mas ter dó dele, eu não tenho.

domingo, abril 27, 2008

Virei a Virada Sozinha

Assisti à Virada Cultural só. Na verdade, fotografei a Virada Cultural sozinha, porque minha solidão se deu pela empolgação de tirar fotos dos músicos que subiram ao palco.

No começo, as fotos ficaram amadoras demais, como pode-se notar pelas fotos da Mallu Magalhães. Já no útimo show que fotografei, da Orquestra Imperial, dei uma melhorada. Eis minha trajetória emn ordem cronológica – as fotos estão sem flash nem Photoshop (estou sem o software em meu computador):


12:00 A new-celebrity Mallu Magalhães, de 15 anos. Como disseram alguns espectadores: tá se achando mais do que a Madonna no novo clipe.

13: 00 Não sou muito fã de Cachorro Grande, mas esse show deles foi bem interessante, até porque grande parte eu assisti atrás do palco. Dava pra ver até o vocal, Beto Bruno, limpando o suor e reclamando com o staff sobre alguma coisa.



13:30 No palco em que se fazia um cover do Clash, Thunderbird, bem barbudo, tocou e cantou em participação especial.


14:00 Arnaldo Antunes fez a dancinha estranha de sempre, e empolgou - sobretudo os fotógrafos, por conta das poses mirabolantes do ex-Titã.


15:30 Amarante animadíssimo na apresentação da Orquestra Imperial, apesar dos problemas técnicos.


A sessão de fotos completa está no Flickr.


sábado, abril 26, 2008

Nihongaku

É ótimo trabalhar com crianças. Elas são mágicas, inteligentes e captam exatamente tudo o que você fala. Educar uma criança parece incrível - elas transmitem uma energia benéfica ao organismo.
Acho que é por isso que todos querem ter filhos: dá um trabalho, mas é tão gratificante que compensa qualquer sacrifício.
Escrevo isso porque sou parte do educativo do Bunkyo, e aprendo muito a cada dia lidando com as gerações mais novas. Por conta disso, todos os dias conheço crianças e adolescentes. E em cada turma que conhecemos, sempre tem um aluno especial, daqueles que não esquecemos. Nem sempre é o mais falante ou bonitinho - é simplesmente a mais inesquecível.
Aí, fiquei lembrando dos meus dias de colégio: será que já fui especial para algum professor meu durante minha trajetória escolar?

Não sei e nunca saberei. Assim como essas crianças especiais também nunca saberão.

Alunos no Pavilhão Japonês


.......

E hoje tive minha primeira prova de japonês. Não sei se fui bem, mas pelo menos tentei, mesmo com milhões de compromissos na fila. Medo...

Estou uvindo o novo álbum da Madonna, Hard Candy. E ouvindo também o novo do Raconteurs, REM, Moby, etc.

quarta-feira, abril 23, 2008

Raposas no país


Fazia um tempão que eu não postava aqui – até vírus comentou no meu último post.


Enfim, mas depois de ler a entrevista do antropólogo Eduardo Viveiro de Castro no caderno Aliás, do Estado, fiquei impressionada com a dinâmica do funcionamento das relações de nosso país.

Explico: o antropólogo fala sobre a briga dos indígenas pela reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Algo que aparentemente é muito distante de nossa realidade, mas que representa o sistema democrático brasileiro.


Meia dúzia de latifundiários reivindicam as terras indígenas, sendo que tais terras são, pela Constituição, um direito dos índios. Na verdade, como Castro mesmo diz, um direito de vencido. Porque, sim, nossos primeiros habitantes perderam a guerra contra o homem branco. Não somos brancos, somos uma mistura.


(Contudo, como o próprio antropólogo afirma,
o brasileiro vive um complexo de a nostalgia de não ser europeu puro)


É vergonhoso admitir tal afirmação, porém é a mais pura verdade.

Vou dizer uma coisa: não somos exemplos civilizados para ninguém. Não temos qualquer piedade com a natureza, só pensamos em nossas futilidades cotidianas e egocêntricas, cuja prioridade é o se dar bem, a qualquer custo. Sem senso nenhum de coletividade.

Para finalizar minha indignação com os acontecimentos atuais – mídia falando da invasão do MST, Berlusconi vencendo eleições na Itália pela terceira vez, Glória Maria providenciando de Paris várias pulseirinhas que inibem a aproximação do mosquito da dengue, revival Escola Base no caso Isabela, e, opa!, crescimento recorde no Brasil, finalizo com um trecho da entrevista de Viveiros de Castro:


Considerando a história da espécie humana neste planeta, penso que não estamos em condição de dar lição a ninguém (...) Articulamos a desigualdade e deixamos para alguém a conta a pagar (...) Eu me pergunto: o que diabos temos a ensinar aos índios se não conseguimos resolver a dengue no Rio? O que temos a lhes mostrar se não damos jeito no trânsito da cidade de São Paulo?


domingo, abril 13, 2008

Finalmente!

Graças a tutoriais, consegui:
- formatar meu pc
- configurar a rede wireless
- fazer um backup decente
- escolher os melhores programas a serem instalados.

Tudo ao preço de...ZERO reais.

Uma coisa eu concordo: depois dos maravilhosos tutoriais, ninguém mais precisa chamar técnicos de informática. Que eles não leiam isto

sábado, abril 05, 2008

Emo?

Ao me mudar para São Paulo novamente, tive momentos em que me senti deprimida, como se estivesse sendo devorada pela cidade – imitando a expressão de minha amiga Gabi: “Se você não se cuidar, São Paulo te engole bonito!”. E engole mesmo.

Eu havia esquecido meus pequenos prazeres cultivados durante toda minha vida, como...ouvir música! Fiquei quase um mês sem ouvir música relaxando, em casa, sem aquela sensação claustrofóbica de quando ouvimos música apenas dentro de metrôs, andando nas ruas ou de bicicleta.
Outro hábito que também por pouco perdi foi o de baixar músicas, álbuns, faixas, etc. Quando se trabalha em frente ao computador, o mundo se resume a alguns sites, programas, senhas. E esqueço que a Internet é aquela maravilha do mundo pós-moderno.

Para retomar minhas atividades, baixei uns quatro álbuns de uma só vez:
- The Jam – All the Mod Cons
- REM – Accelerate
- Jimmy Eat World – Bleed American
- Panic! At the Disco – Pretty Odd

(faltou baixar música brasileira. Isso irá mudar em breve)

Imediatamente viciei no CD do Jimmy Eat World. Para quem não conhece, é uma mistura de Weezer com ska e emocore.
Em uma semana, aprendi a cantar todas as músicas. Meu MP3 aponta que, em cinco dias, eu ouvi o CD mais de 15 vezes!


Só fiquei um pouco envergonhada porque, de acordo com o All Music,

Once a trailblazing name in the mid-'90s emocore scene, Jimmy Eat World steadily rose to national prominence by embracing a blend of alternative rock and power pop that targeted the heart as well as the head.

Se isso for emo…devo admitir que adorei.

Eis a música mais famosa deles:


terça-feira, abril 01, 2008

New Look

Depois de mais de um ano sem qualquer mudança, cortei o cabelo. E tingi. E ficou bem diferente.
Tudo isso na Hair Brasil, a maior feira de cabelos e estética da América Latina. É incrível como as mulheres são fascinadas por cabelos (sobretudo lisos, longos e loiros), já que praticamente todas as mulheres que estavam na feira encaixavam-se em pelo menos um desses padrões. Não vi nenhuma mulher de cabelos pretos, curtos e enrolados.

Tem tanto tratamento para os seus cabelos ficarem lisos, longos e loiros que fiquei até tonta. Para piorar, nós também temos que ter a pele perfeita, a maquiagem perfeita e as unhas perfeitas. Tudo isso na base de muita cera quente, pinça, aparelhos estéticos, cremes, maquiagens e zilhões de cremes. Uma indústria que movimenta bilhões.
...

Para agradar a quem? Na minha modesta opinião, aos homens. Não acho que seja só para fazer inveja às mulheres. Porque os homens vivem dizendo que gostam de garotas naturais, mas quero só ver se eles ficariam com uma garota que não se depila. Ou que não usa maquiagem, não tenha o cabelo liso e sedoso, não tire a sobrancelha e tenha cutículas.
E nós temos que nos submeter a essa indústria machista e consumista.

sexta-feira, março 28, 2008

Meus joelhos!

Eu fui ao médico marcar consulta. Até aí, tudo bem, fui de bicicleta e tal...
Qual não foi minha surpresa que eu caí no MEIO da Ricardo Jaffet (para se ter uma idéia, essa avenida é a que vai para o litoral sul), ao tentar subir uma guia da calçada. Doeu, mas nem tanto. Eis o resultado:




Para piorar, ainda usei uma sandália que estragou os meus calcanhares, mesmo com o uso de curativos. Não vou mostrar meus calcanhares, porque as fotos que tirei ficaram bem ruins...
Estou me sentindo uma criança de dez anos que não sabe brincar.

Depois dessa semana deliciosa, que venha o final de semana. Se bem que amanhã eu acordo antes das seis da manhã porque tenho aula de japonês.

terça-feira, março 25, 2008

Pascoalando...

- trabalhei no domingo de Páscoa
- Estou morrendo de sono, e minha pálpebra está ininterruptamente com aqueles movimentos involuntários.
- Nasceram espinhas na minha cara, de tanto chocolate que estou comendo. Quer dizer, não estou comendo muito chocolate, mas eu nunca como nenhum chocolate. Por conta disso, estou com dor de cabeça toda hora pelo excesso do marronzinho.
- Tenho um monte de coisas a fazer...E estou postando no blog.
- Preciso cortar meu cabelo. Curto.

E um saldo que virá no final do ano...


Quero ir embora de São Paulo. Estou cansada de morar aqui. Na verdade, eu odeio São Paulo. Quem mora aqui por prazer tem que rever as prioridades.

Preciso estudar. Mestrado...
Esse ano passa rápido, mas sem nenhuma intensidade relevante. Vida de trabalhador.
A verdade é que nossa felicidade (quase) nunca se encontra no trabalho, na rotina. Embora eu até goste de rotina.

Que post mais confuso, assim como minha cabeça neste momento.

segunda-feira, março 17, 2008

Sem internet


Quando entro em uma lan house e vejo a pirralhada no MSN e no Orkut, sinto uma pena danada da nova geração, que vive plugada desde que se conhece por gente. Eu, que até os doze anos usava o computador somente para jogar games no DOS, provavelmente adquiri meu hábito pela leitura justamente porque a Internet não existia. Porque, se existisse, acho que hoje eu não teria feito Unesp e não teria prestado Jornalismo.

Ou seja, quem sabe eu não seria mais uma daquelas que vive no Orkut e no MSN e não sabe o que significa, por exemplo, inclusão digital. Sinceramente: entrar só no Orkut, MSN e UOL não significa necessariamente que se sabe usar a Internet.

Por outro lado, não consigo mais viver sem estar online. A primeira coisa que faço ao acordar é ver meus emails. Talvez eu seja um pouco viciada em Internet, mas acho que ficaria bem somente com meus livros, televisão paga e as pessoas que gosto. Ontem fiquei conversando com meus amigos em Bauru, e percebi que é muito mais valioso discutir idéias no tete a tete do que fuçar fotos no Orkut.

segunda-feira, março 10, 2008

O dia em que eu levei uma cotovelada nervosa

Estava eu no trem, lendo Freud e delirando na viagem psicanalítica dele. Chego na estação final, meio distraída e apressada para sair do trem quando, no empurra-empurra do vão do trem, eu levo uma cotovelada muito forte no meu ombro! Doeu, e me deu tanta raiva que estou com vontade de mandar esses políticos lobistas para a Portaquetepartiu, para eles construírem mais meios de transporte coletivo em detrimento dos malditos automóveis.
Sempre me lembro de uma cena muito dramática do filme Cronicamente Inviável, na qual o narrador assemelha um meio de transporte coletivo brasileiro a um carro de bois. Sim, nossos queridos políticos – que só andam de avião, limusine ou helicóptero – não estão nem aí pelo fato de que tem gente que leva cotoveladas no braço, na cara, que seja.

Todo dia eu penso em como São Paulo é o caos em forma de cidade.

.....

Estou com uma azia danada.

Depois de ler Freud, quero muito ir a um psicólogo. Deve ser insano saber qual o significado de meus sonhos...

quinta-feira, março 06, 2008

Upload da sua vida

Estamos no tempo em que ser famoso é o mais importante, mas a Internet proporcionou uma oportunidade única para os caçadores dos 15 minutos de fama: hoje você, que está aí, sem fazer nada, pode se tornar a grande Marimoon amanhã! Ou a grande Paris Hilton, cujo vídeo pornô a levou para a fama mundial.
Não precisa mais de grandes talentos ou uma dedicação a algo importante. Basta ser irreverente, exibicionista, fetichista e narcisista para conquistar uma vasta audiência de indivíduos que estão aí, conectados, somente para satisfazerem seus prazeres mais mundanos.

* Infelizmente, cerca de 80 a 90% do conteúdo da Internet corresponde à pornografia. É um triste sinal duplo: cada vez mais pessoas estão dispostas a se exibirem como produtos sexuais. E existe um mercado milionário por trás disso.

(Vide o artigo do Aliás deste domingo no Estadão, excelente ensaio sobre a fama na Internet)

Percebeu que hoje lemos uma notícia não pelo conteúdo, e sim porque está “Entre as mais lidas” ?
O valor da fama hoje é praticamente vital para a sobrevivência na net, principalmente entre os jovens, que têm mais necessidade de se sentirem inseridos. Triste sinal da perda da individualidade.

Mas que beleza, hein Brit:

segunda-feira, março 03, 2008

Agoracabou


Que triste que são os finais. Eu detesto despedida, e essa formatura foi uma espécie de vulcão, que passou muito rápido e deixou marcas profundas em mim.

Na volta para São Paulo fiquei pensando no dia-a-dia da faculdade. E, pela primeira vez, tive certeza: minha vida nunca mais será tão legal como foi nesses quatro anos. De fato, corroboro a afirmação de que a universidade corresponde aos melhores anos de nossas vidas. Porque, depois, nossas preocupações crescem cada vez mais, e deixamos de lado várias coisas que construímos durante a faculdade: amigos, conselhos, ideais, festas e encontros.

Durante a colação fiquei bastante emocionada, e foi difícil conter as lágrimas. Já durante a festa eu estava extremamente feliz para chorar.

Vou colocar, sucintamente, os dez melhores (ou mais marcantes) momentos de Bauru:

- o dia em que viajamos eu, Bruno, Cacá, Jaime e Thybor para Piracicaba: o carro quebrou, dormimos na rua, e a aventura foi tão marcante que sempre me lembro dela...

- o churrasco dos bixos: dia em que conheci diversas pessoas que se tornaram grandes amigos ao longo da faculdade

- a RPinga de 2005: melhor festa de república que fui. A festa foi, basicamente, eu e o Rafa cantando e dançando por mais de cinco horas sem parar!

- a nossa segunda festa da Burguer King. Organizada, lucrativa, unida, e de muito sucesso!

- a greve das universidades em 2007 e a ida à ocupação da USP: um intensivão de política em cerca de dois meses...

- Universitário: no primeiro ano, só me lembro do melhor prédio que morei. Mari, Rafa, Bruno, Goiaba, Mineiro, André, Taty, Caco, Plínio, Marquinho, Filipe, Tera, Teruo, e mais um monte de gente que coloriu minha primeira fase de Unesp.

- o dia em que comecei a namorar o Alberto: logo em seguida, todo mundo já estava sabendo...

- última visita a Penápolis: Thybor me dá um tapão no braço, muita canseira e sentimento de fim entre eu, Lara, Vera e Thybão.

- viagem ao FSM 2005: o dia mais quente da minha vida, a viagem inesquecível com pessoas inesquecíveis.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Rapidinhas

No meu aniversário, saio de casa às oito horas e chego em casa depois das nove. Não gosto de aniversários. Se puder evitá-los, agradeço. Ainda bem que o dia passou voando.

E amanhã é minha colação de grau. Passou tão rápido que ainda não pensei a respeito.
Medo de despedidas e emoções descontroladas.

Tenho um monte de coisas a fazer – digam-se matérias, organizações, arrumações, etc. Mas estou travada.

Preciso andar de bicicleta, e o fato de saber que não irei fazê-lo esta semana me dá arrepios. Aliás, hoje foi meu dia de sedentária: praticamente não tirei o traseiro da cadeira, sofá, etc.

E sábado é a festa da minha formatura. Vou usar vestido, maquiagem, cabelo, e todos os apetrechos relativamente cafonas que compõem uma festa formal. Galera, quando iremos evoluir e não existirão mais festas bufantes e sim eventos mais condizentes?

Estou lendo Freud, e o livro é bem legal. O único problema é que tem quase 400 páginas. E tenho mais 23 volumes do livro A interpretação dos sonhos para ler. Desanimei da vida de psicóloga. Acho que meu próximo livro será...um auto ajuda.

Opa, instalei Vírtua em casa. E não sei fazer rede wireless. Como toda pai de família, não vou chamar ninguém que entenda, pois quero aprender sozinha, por tutoriais. Mas, admito, acho que irei penar e precisarei de ajuda.

Voltei a ter televisão paga. Adoro zapear canais, e não sei como agüentei tanto tempo sem essa felicidade inútil. Para minha vida ficar comunicacionalmente falando perfeita, meu sonho é que todos os dias o jornaleiro passasse em casa com um jornal diferente. Maravilha!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Tem uma mariposa na minha sala!

14:25 A coisa que eu mais tenho medo no mundo é de mariposa. Ela está na minha sala há dois dias, e por isso eu não tenho coragem de sair do quarto. Estou praticamente confinada em frente ao computador. Já chamei o zelador, rezei para que ela saia, e nada!

15:00 Preciso de ajuda com esse meu trauma que me sacrifica! Estou procurando ajuda na Internet, meu Google Doctor!

16:25 O Zé da portaria veio aqui em casa.
- Tatiana, cadê o bicho?
- Ta aqui, Zé! Tira ele daí enquanto eu me tranco aqui no quarto!
- Mas é isso? É apenas uma borboleta!
- Tiraaaaaaaaaaaaaaaaaa Zéee! Mata elaaaa!

Eis que Zé, cuidadosamente, apanha a mariposa com a mão e diz:
- Posso levar? Vai ficar no jardim do prédio...
- Levaaa logooo

Ufa.
Acabou.


Essa foto foi a mais nojenta que ja procurei. Credo! Eu nao tirei a foto da original, porque fiquei com medo...

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

My Chemical Romance - emos, nao leiam isso!


Na fila, milhares de garotas de preto, maquiadas ao extremo e histéricas. Enquanto vou atravessando a imensa fila que começava a andar, incontáveis cambistas perguntavam “Ingresso? Camarote? Eu tenho!”, no primeiro dia de show da banda emo My Chemical Romance, cujos ingressos supostamente estavam esgotados.
Entro no recinto, e a gritaria era assustadora. Não tinha área para imprensa e, portanto, eu tive de ficar no meio das teens que facilmente poderiam ser confundidas com as fãs de Backstreet Boys, se não fosse pela maquiagem carregada e pela franja característica.

Decido abordar o primeiro grupinho de garotas. Para chamar minha atenção, um grupo de garotos emos bissexuais ficava andando pela pista se abraçando e tentando se aparecer: “olha, somos emos, bissexuais e livres!”. Tento não me distrair com a cena, e pergunto para Mayara dos Anjos, de 12 anos, o que ela espera do show. “Sou muito fã, muito mesmo! E gosto também de The Used e Drive”. Como você conheceu a banda? “Vi o clipe na MTV”. Ah, está explicado. Sua amiga ao lado também tinha 12 anos, porém apresentava um adicional: cabelos rosas e maquiagem absurdamente carregada. Beatriz Lorenço diz que ama My Chemical Romance – chamado de MCR pelos fãs. Ou, para bom entendedor de inglês, “EME-CI-ARE”.
“Não sou emo, hein? Mas gosto de bandas emo. Quanto ao visual, me inspiro na Amy Lee, que não é emo”, esclarece a amiga do cabelo rosa. Sua mãe acompanhava a entrevista (e o show, claro). Parecia ter um tremendo orgulho do fato de sua filha ser “rebelde” – não confunda com Rebelde, aquela novela do SBT que virou banda. As roqueiras teens detestam essa “modinha” de RBD e High School Musical.

Sigo à procura de mais garotas, de preferência mais velhas. Afinal, garotas de 12 anos ainda apresentam uma ausência de atitude mais rock’n’roll, tadinhas. Abordo duas garotas que estavam cochichando algo. Elas tomam um susto, e eu também: embora estejam extremamente emperiquitadas, também só tinham 12 anos. As amigas, envergonhadas ao extremo, não autorizaram seus nomes na entrevista. Eu também não iria citá-las, pela ausência de conteúdo de ambas.

Circulo mais um pouco, já perturbada pelos gritos histéricos das ansiosas eminhas. Eis que entrevisto um garoto, que não quis se identificar. Vinte anos, visivelmente efeminado, ele se dizia heterossexual. Mas também disse que “beijaria” os integrantes do MCR. “O mundo é bi”, garante, enquanto dá um selinho em uma de suas amigas.

Vamos ao show!
Para o bem geral, às 21:30 em ponto, o show começa. Os gritos beiram o insuportável, bem como a quantidade absurda de flashes em direção ao palco. Gerald, o vocalista, entra. Ele até que é mais bonito ao vivo, embora muito aquém de outros vocalistas emo, como o ator/cantor Jared Leto, do 30 Seconds to Mars.
Vestindo uma jaqueta jeans azul e de cabelo preto, Gerald causa tanto furor que muitas, mas muitas meninas desmaiam e são carregadas pelos bombeiros em cadeiras de rodas. Eu vi umas dez garotas, no mínimo. Por conta disso, o vocal pára a terceira música no meio e pede, desesperado, que elas dêem um passo para trás. Afinal, tamanho desespero poderia resultar no mesmo acidente de um show do RBD, ocorrido em 2006 em um estacionamento de um supermercado: três pessoas morreram.
Não sei se a tentativa funcionou, e talvez por isso o vocalista começou a falar vários palavrões – e o público (nem eu) entendia nada, por conta dos gritos histéricos e do som, que estava ruim. Contudo, era só Gerald falar “São Paulo!!”, que as meninas deliravam. Se ele falou “Fuck São Paulo!!”, as meninas iam amar do mesmo jeito. Para se ter uma idéia, a voz dele parecia com a do vocalista do Placebo, Brian Molko, de tão metálica que estava.
Ainda assim, na segunda música eu já estava a fim de ir embora. Não conseguia ouvir a voz dele direito, as meninas gritavam demais. Até dava para notar o esforço de Gerald em animar a galera – nem precisava, mas ok, isso é sempre legal.
Meia hora depois, decidi ir embora. Estou no saguão, quando avisto praticamente toda a imprensa fora do show, batendo papo entre eles. E mais uma galera da imprensa indo embora também. Talvez seja fácil resenhar um show previsível. É errado, mas é verdade.
Na saída, vejo uma garota chorando desesperada em frente ao Via Funchal. Ela tinha vindo de São Luís, no Maranhão, para ver a banda. E não comprou o ingresso, por isso estava ouvindo a banda do lado de fora. Ainda bem, pelo menos ela não vai sair de lá surda, suada ou desmaiada.


Foto: Charline Messa/G1

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Finalmente, te conheco...

Sim, é a minha unha sendo perfurada...

Não sou muito fã de amizade virtual, relacionamento, e etc. Mas confesso que alguns amigos, feitos no “face-to-face”, só são meus amigos ainda porque mantemos a amizade virtualmente. Ou seja, uma aparente contradição, mas extremamente necessária em nossos dias “corridos”. (quer dizer, nem tão corridos. O que ocorre na realidade é que temos tempo para várias coisas, menos para os amigos)

Mas vou contar sucintamente sobre a única pessoa que conheci primeiramente pela internet e depois “ao vivo”. Não vou contar muitos detalhes (vai que a pessoa lê este blog...). Vamos lá:
Marcamos um encontro no shopping.
Chego na hora marcada. Cumprimentamo-nos. Conversamos um pouco sobre um projeto nosso, combinado virtualmente. Fiquei tão sem-graça e sem assunto durante a conversa que o tal projeto, depois do nosso encontro, acabou do mesmo jeito que começou – só no virtual.

Tá, eu tenho que acreditar no virtual, na interface proposta por Steven Johnson. Mas que dá vergonha de transpor essa amizade para a realidade, isso dá. Até porque, eu ainda sou aquela tradicional: nada como uma velha e boa amizade e uma boa conversa de bar, em casa de amigos...uma das melhores coisas do mundo!


sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Adeus ao Campus Party


Confesso que já estou com saudades do Campus Party de 2008. Ao contrário da mídia irresponsável e do anti-jornalismo - a qual afirmou que o evento só tinha homens e nerds enfurnados em seus respectivos computadores -, achei o Campus muito legal, um dos eventos mais marcantes que cobri.

Explico por quê: a idéia de enfurnar 3000 pessoas em um acampamento com Internet full time é incrível! Uma novidade para os fãs de tecnologia, como eu. Bem que eu queria ser uma jornalista de tecnologia...
Contudo, como acho que não voltarei mais ao Campus (quem quiser ir até o fim de semana, fale comigo!) este ano, vou dar o meu saldo final:

- a palestra do Steven Johnson foi surpreendente. Ele é melhor do que eu pensava - além de muito bonito, acreditem!
- o idealizador do Campus Party é um rapaz engajado no software livre e bem descontraído, ao contrário daquela imagem de que quem curte informática seja bitolado - imagem corroborada pela mídia.
- as oficinas, palestras: dava vontade de participar de tudo.
- é legal poder andar com um laptop embaixo do braço sem ter medo de ser assaltada...
- um aspecto pouco abordado na cobertura do Campus Party é o fato de que os presentes possuem, em sua absoluta maioria, uma renda bem acima da média nacional. Nunca vi tantos laptops de última geração, IPhones, Ipods, Palms, etc., em um único lugar.
- realmente, só tinham homens no evento (as mulheres que estavam lá ou eram jornalistas ou modeletes ou seguranças). Acho isso bom, porque muitas mulheres no mesmo ambiente é algo de que já cansei.
- a infra-estrutura estava ok, mas não havia isolamento acústico entre os blocos temáticos. Por exemplo, enquanto Steven Johnson falava, ao lado havia um bando de garotos que gritavam absurdamente por conta de um campeonato de Street Fighter.
- Valeu a pena. Se você é daqueles que, para relaxar, entra na Internet, o Campus Party é seu lugar ideal.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Campus Party


Estou em um evento de nerds, mas estou amando ficar umas oito, nove horas por dia conectada na Internet.
Talvez eu seja uma nerd viciada em Internet.
O que eu mais gosto de fazer na Net:
- ler emails
- baixar músicas
- blogs
- ler jornais do mundo todo
- procurar cds de bandas
- Google
- tutoriais

Aqui no Campus Party eu fico baixando músicas sem parar. Só que, hoje, no terceiro dia do evento, estou quase caindo de sono. Na verdade eu queria mesmo, neste momento, é estar dormindo.
Só tem homens aqui: apenas 22% dos inscritos são mulheres.
E o bom de tudo foi o seguinte: hoje meu PC deu um pau louco, porque estava com malware. Quase não dormi de nervoso. Aí pedi para um técnico do evento me ajudar. Resolvemos em cerca de duas horas o problema.

Fora que eu o explorei loucamente, fazendo diversas perguntas. Tadinho do técnico.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Maconha, maconheiro, emaconhado


Aquela comunidade do Orkut diz tudo: Todo mundo fuma maconha! (cerca de 83 mil membros). Sim, um monte de gente fuma maconha. E tem países que já desencanaram da hipocrisia e liberaram a erva para uso medicinal, pelo menos.
Ora, para quem não se lembra, a cocaína também era usada com fins medicinais. Já o ópio e a ayahuasca (do Santo Daime) são usados em cultos religiosos.
Até alguma autoridade decretar que a substância é o mal em pessoa.

Ao mesmo tempo, é fácil colocar o argumento barato de que a maconha é uma erva natural. Acontece que a cocaína vem da coca, o ópio da papoula, o haxixe também vem da cannabis e o álcool, para quem não se lembra, vem da cana-de-açúcar. Produtos da natureza, muito mais naturais do que adoçantes, corantes e conservantes – que consumimos diariamente.

Não sei se a maconha deve ser liberada ou não, mas acho que o que deve acabar é a hipocrisia. Sempre questionei um fato: se a maconha, a coca, o crack, e o ecstasy são proibidos, porque o álcool e o cigarro não são também? Se legalizar é a melhor solução, como explicamos os altíssimos níveis de alcoolismo, acidentes de carros por excesso de álcool, sem contar os gastos com saúde pública decorrentes do cigarro?

Por outro lado, o argumento de que a droga X não vicia não cola. Pesquisas indicam que quem fuma maconha tem 20 vezes mais chances de ter câncer do que quem fuma apenas cigarro. Mas eu acredito ou não na idoneidade da pesquisa?

O cigarro e a bebida possuem lobbys fortíssimos. A maconha, ainda não, contudo a indústria farmacêutica já está de olho: vai patentear e encarecer o produto, sendo produzida apenas pelas multinacionais. Adeus produção artesanal e distribuidora de renda.

Considero que, se a legalizarmos, deveríamos legalizar tudo também. Ainda que a maconha seja dos males, o menor, ela tem o status de droga. Assim como o álcool e o cigarro.

O que limita a legalização das drogas, em um cenário de crescente crime organizado por conta do tráfico de entorpecentes? O Estado não quer sentir-se responsável pelo consumo de drogas. Ou seja, não quer gastar dinheiro da saúde pública no tratamento de viciados, em internações, etc. É igual ao aborto: se é ilegal, estamos fora. Outra coisa: membros que estão no poder são de instituições como a Igreja, Opus Dei...E do conservadorismo.

Se a maconha for legalizada, ainda que para fins medicinais, vai aumentar o consumo, provavelmente pela ampliação do acesso a erva. O saldo positivo é que você, ao ser flagrado usando maconha, pode afirmar: é para uso medicinal. Também pode ser interessante a legalização, uma vez que a maconha não será tão misturada como o é hoje em dia – em um cigarro de maconha se encontra orégano, acetona, e por aí vai.
Para finalizar, a fama de ser maconheiro pode mudar – você vai ser um cara saudável a partir da legalização.


….
E o que são essas eleições nos EUA? Pela primeira vez em minha vida, entendi como funcionam. Até que tem lógica. Para quem não sabe, é mais ou menos assim: você, como cidadão, se declara republicano ou democrata (se você não sabe nem o que é isso, melhor nem ler este tópico). Nas prévias das eleições, ambos os partidos devem apresentar seu candidato oficial. Só que, como vimos, existem mais do que dois candidatos concorrendo – e é aí que pega, porque o eleitorado deve decidir, primeiramente, quem será seu candidato. E, só depois dessa eleição prévia é que as famigeradas eleições nos EUA de fato acontecem.

Digo famigerada porque infelizmente o Brasil depende dos norte-americanos mais do que dos brasileiros.

Por isso é Hillary contra Obama entre os democratas. Sinceramente, não sei em quem votaria, mas acho que fico com Hillary, mais experiente e menos oratória. Fora que Obama tem um discurso, assim, apartidário. E isso é ridículo, simplesmente não existe.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Tudo de Blog


A Vila Isabel foi mal no carnaval (eu torci, mas não adiantou), a Ministra da igualdade racial foi praticamente expulsa do seu cargo por gastos ilícitos em cartões de crédito públicos, e eu fui à praia pela primeira vez com meu namorado e só choveu e fez frio. Mas, força Tati, que você consegue levantar esse tédio carnavalesco!

- hoje andei mais de duas horas de bicicleta. A coitada teve de carregar em sua cestinha uma melancia inteira que eu comprei no Wall Mart por R$ 2,78. Sem contar os dois quilos de batatas e mais dois quilos de cebolas – uma sacola de cada lado do guidão.

- Vi vários filmes: “Velvet Goldmine”, “Manhattan”, “Cheiro do Ralo”, “Cronicamente Inviável”. Todos são ótimos, mas fica o favorito: “Cronicamente Inviável”, um soco no estômago.

- Estou comendo muitas balas ultimamente, especialmente aquelas de caramelo, que eu adoro. Espero que meu dentista não leia a frase anterior.

- Li “O Grande Gastby”, do maravilhoso Scott Fitzgerald. Nunca tinha pensado, mas Fitzgerald é o meu Woody Allen da literatura: nem todas as suas obras são boas, as histórias são (quase) sempre em NY, o ambiente é cosmopolita, com muito jazz e álcool.

- tenho que escrever para o Tudo de Blog sobre um caso: se o meu namorado me trocasse por um outro garoto, o que eu faria.
Vou falar rapidamente. Acho que eu me sentiria uma...cobaia.
E sim, acho que é pior meu namorado me trocar por um garoto do que por uma garota, mas opinar sobre isso é algo extremamente genérico. Porque, na realidade, considero que algumas circunstâncias sejam muito piores do que a “troca de gêneros” em si: se o meu namorado me trocasse pela minha pior inimiga ou alguém que eu nunca imaginasse, aí sim, seria o fim. Mas na realidade é o nosso orgulho ferido que dói mais, muitas vezes nem é o amor que sentimos. É o sentimento de posse que acaba – descobrimos que nosso namorado não é nosso! Ele é livre também.
Algumas frases ditas por pessoas que conheço são marcantes para mim:
- Uma vez o Junior (do Sandy e Junior) disse à Marília Gabriela o porquê de ele não trair a namorada, ainda que tenha milhares de pessoas (interessantes) que dão em cima dele: o respeito. Se você respeita seu parceiro, você não trai. A gente raciocina diante de uma “tentação”, entende? Pensa antes de fazer: pensa na pessoa que ama, no que já passaram juntos...é igual você desrespeitar seus pais. Até dá vontade, mas sabe que ser honesto é bem melhor.

- a Mariana Dolche (que era da minha sala) disse que preferia namorar a curtir a vida. Eu perguntei por quê: “Porque, quando namoramos, cultivamos um relacionamento, conhecemos a pessoa em profundidade”. Se só ficamos, é um beijo e “bau bau”. Não conhecemos a pessoa, apenas a testamos. Tipo um test-drive em vez de comprar o carro logo (uma comparação bizarra, mas válida).

- Preciso comprar meu vestido de formatura! Que cor eu uso?

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Entre sonhos e castigos



Quase caí na tentação de ler algo na Internet sobre os dois últimos produtos culturais valiosos que consumi (uma frase extremamente capitalista, mas enfim): o livro “Crime e Castigo”, de Dostoiéviski, e o filme “Sonhos”, de Akira Kurosawa. Resisti. No entanto, estou morrendo de medo de escrever besteiras a respeito desses dois “cults”. Vamos lá.
Levei mais de um mês para ler “Crime e Castigo”, e admito que fiquei um pouco decepcionada. O livro é imenso – 560 páginas –, e por ora algumas páginas são desnecessárias. Outro fator negativo é o de que a história dá desdobramentos relativamente inexplicáveis. Por exemplo, o protagonista, Raskólnikov, praticamente desaparece lá pela página 300 (e fica sumido até a página 400, pelo que me lembro). Entram em cena a irmã (Avdótia Románovna) e a mãe (Pulkéria Alieksándrovna). Entendo que o livro é consagrado pela complexidade psicológica das personagens porque, ao que me parece, Fiódor Dostoiévski implantou, em cada personagem, um pensamento filosófico diferente. Como não sou uma conhecedora de filosofia, fica difícil identificar a qual filósofo cada personagem corresponde – só sei que tinha um marxista e um kantiano, mas os outros não pude identificar.

Porém, definitivamente o maior problema do livro são os nomes das personagens. Tenho receio de parecer tonta, só que eu muitas vezes não sabia quem era a personagem da fala. Explico: o protagonista Raskónikov, por exemplo, também é chamado de Ródion Romanovich e Ródion. Já a irmã dele é, além de Avdótia, Dúnia e Dúnetchka. Agora, como vou saber? Cada personagem (e são mais de 30) tem, digamos, uns três nomes cada um! E em russo! É por isso que eu li uma vez que “Crime e Castigo” é um dos livros com maior número de desistência por parte dos leitores...
Claro que valeu a pena ter lido, e tenho certeza de que terei de ler o livro novamente, por sua complexidade – não gramatical, e sim de conteúdo. Só que fica a dica: anotem os nomes das personagens, ou confie na intuição.

.........

Quanto ao filme “Sonhos”, fiquei surpresa: foi melhor do que eu imaginava. O filme é onírico, com uma fotografia surpreendente. Outro aspecto é que “Sonhos” influenciou muitos filmes, como “Amor além da vida” e “Guerra nas Estrelas”.
Esse longa possui uma característica muito peculiar, presente em alguns dos filmes japoneses que assisti: misturam, de forma quase homogênea, gêneros como humor e terror.
“Sonhos” é como um sonho – você leva um susto, depois dá risada, pensa, quer fugir, se angustia. Mas, diferente de David Linch, Kurosawa faz suas obras com uma lógica até que linear – superior aos devaneios de Linch.

Agora, dou uma opinião bem pessoal. “Sonhos” é, claramente, uma crítica à Segunda Guerra Mundial, sobretudo à necessidade humana de sentir-se poderosa em detrimento da natureza que a cerca. Várias passagens remetem ao homem sentindo-se superior, à necessidade de vitória e de pouco lirismo em suas ações.
E, claro, do medo humano de perceber que nossa passagem na Terra nada mais é do que um sonho.

.....

Ah, para finalizar este post: Sonhos e Crime e Castigo me lembram muito uma pessoa: Luiz Augusto, o Goiaba. Ele sempre falava de Crime e Castigo, dizendo que era a melhor obra de todos os tempos. Quanto ao filme Sonhos, eu e o Goiaba alugamos duas vezes para assisti-lo, quando eu ainda era uma estudante de Jornalismo. Goiaba, vi essas obras pensando nos bons tempos que passamos juntos! Saudade!

Sábado animado?

Censura - sim

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Fame

"Fame, its not your brain, its just the flame

That burns your change to keep you insane (sane)"

David Bowie

Nesta semana corrida em São Paulo que só chove, me deparei com várias vertentes de um tema: fama.
Na segunda feira, fui ao SPFW. Sempre tive curiosidade em ir, mas para ganhar os brindes mesmo – disseram que eles distribuíam vários. Ledo engano.

Só ganha brinde quem é VIP do VIP. Porque, para quem não sabe, para entrar no SPFW tem que ter uma credencial. Mas, para entrar nos lounges de determinadas empresas (as que darão os brindes) tem que ter outras credenciais específicas. Ok, então vamos ver o desfile.
Chegando lá, uma fila imensa, dividida em blocos: galera VIP, galera mais ou menos, imprensa e ralé. Meu convite era para a ralé.
Espero mais de uma hora para conseguir entrar no desfile. Quando entro, mais espera, e os jornalistas (sobretudo os fotógrafos) começam a gritar: “Ronaldãaaaao, cafoooona!” – o desfile era do Ronaldo Fraga.
Finalmente começa o desfile. Duraram dez minutos! Depois desse programa de índio (ou seria indie, ou fashionista, ou poser?), volto para casa, de ônibus. E não é que aquela organizadora arrogante que estava no SPFW também estava no ponto, na chuva, esperando o seu ônibus chegar?
A mina estava usando um sapato de 1000 reais, um corte de 300 reais e uma roupa que, no total, deveria ser uns 3000 reais. E pega ônibus? E mora com os pais, e não consegue se sustentar. Mas vai para a balada, organiza eventos fashions, trends (são as tendências, bem!).

....

No dia seguinte, mais um evento: coletiva da Hilary Duff e show dela. Na coletiva, parecia que as respostas são programadas: tudo no maior estilo “não vou dizer nada de mais, ok?”. A única coisa que posso constatar, após assistir ao show, é o seguinte: as freqüentadoras do show dela são as possíveis consumidoras das músicas indies (tipo Snow Patrol, Arctic Monkeys, The Killers) e da PJ Harvey ou Norah Jones, saca?
É um círculo vicioso, que o mercado entende bem. Aí, por força maior, fui ouvir umas novidades no mundo teen: Jonas Brothers e Paramore.
São bandas indies para pessoas mais novas. Paramore: igual Julliete and the Licks.
Jonas Brothers: pior que não e igual ao Hanson (cujo som é mais pop). Parece mais...Putz, tudo que tem de mais pop no indie e no emo.

Estou no meu inferno astral, segundo a astrologia. Mas eles sempre acertam: começo de ano é sempre um porre para mim!







Para quem nao conhece a Hilary, tirei umas fotos dela - a do show e da minha irma.

sábado, janeiro 19, 2008

Eis a mudanca fatal!

Mudei tudo, hoje, num sábado de ócio. Mandei bem no Photoshop?

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Viver em São Paulo é vida loka

O prefeito Kassab resolveu limitar o trânsito dos motociclistas nas marginais. Para quem anda de carro, um alívio. Para os motoristas de ônibus e caminhão, também. Mas para os milhares de motoboys, tal medida vai ser um caos.

Depois que assisti o documentário Motoboys – vida loca (2003, de Caíto Ortiz), minha visão dos motoqueiros mudou drasticamente: eu também tinha aquela visão paulistana e deturpada de que os motoboys só atrapalhavam o trânsito, além do medo que eles provocam (sobretudo quando nós, pedestres, tentamos atravessar a rua fora da faixa).

Vale a pena ver esse documentário. Hoje, me policio totalmente quando vem aquele pensamento “que saco esses motoqueiros!”. Afinal, eles fazem parte daquela parcela da população com pouquíssimas perspectivas de um emprego decente e bem remunerado. Além do mais, como muitos falam no próprio filme, sem os motoboys, a cidade não anda. E não anda mesmo (já demorei 45 minutos para chegar a um trajeto que demoraria, no máximo, 10 minutos – a pé, demoraria uma meia hora).

Agora, vamos à minha experiência sob duas rodas: quando ando pela cidade, vejo raríssimas mulheres andando de bicicleta pela cidade. Mas eu, como amante de uma bike, não deixei de dar meus rolês pela cidade. E confesso que é tão, mas tão perigoso, que sempre conto as vezes em que quase morro atropelada. O mínimo foi duas vezes, e o máximo, oito vezes.

Para minha felicidade (e sobrevivência), meu namorado Alberto me deu um capacete para eu andar de bicicleta. Ainda não o estreei, porque normalmente ando de bicicleta somente nos finais de semana. Será o santo capacete que me salvará dos caminhões e ônibus loucos (esses sim, quase sempre são os responsáveis pelos aperreios que passo)!

E que saudades de Bauru, pois foi em cima da minha bike que eu conheci tudo que conheço na cidade mais quente que já morei.





Ps: todas as fotos sao tiradas por mim.






Eis meu capacete novissimo!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Enjoada...


Imagine a cena:

Você está cansado, voltando da casa de seu namorado (a) de trem.


Em São Paulo, andar de trem não é nada interessante: vagões lotados, pessoas desesperadas para sentar, etc. É o caos urbano de São Paulo que me entristece a cada dia.
Para passar o tempo (afinal, são mais de uma hora de viagem), você resolve ler um livro – mas tem que ter sangue de barata, porque o trem sacoleja muito.

Enquanto eu lia, uma garotinha ao meu lado comia pães de queijo. Considerando que eu adoro pão de queijo, pensei, com meus botões – nossa, que vontade de comer um (ela tinha um saquinho cheio deles).

Cinco minutos após essa constatação, vem a delícia: a menina VOMITA no meu pé! Fiquei com tanto nojo, que quase vomitei junto. Para piorar, o trem estava relativamente lotado, ou seja, depois da cena incrível, eu ainda tive que ficar lá, sentindo aquele cheiro delicioso de vomito por mais de 40 minutos.
Nem preciso falar como eu cheguei em casa, não é? Quase vomitei pelos cantos. Mas resisti, tanto que comi pão de queijo hoje de manha. É a falta de opção de se morar sozinha...
Ps: a foto é de um pao de queijo, feito pela minha tia. Comi ele hoje, e estava uma delícia!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Radio




Por que quando eu gosto de uma banda, fico obcecada por ela?









Estou completamente obcecada por Radiohead. É bom e ruim ao mesmo tempo porque eu fico alucinada: penso nas músicas o tempo todo, fico querendo vasculhar tudo sobre Radiohed na Internet, me emociono com todas as músicas, fico entrando nas comunidades do Orkut...

E o CD que mais ouço é o In Rainbows. As músicas são doces, suaves, depressivas e catárticas. A minha favorita é Weird Fishes/Arpeggi: ela fala sobre amor e, ao mesmo tempo, sobre suicídio, com uma doçura incrível. Outra é Bodysnatchers, que é mais rock, parecendo um pouco alguma faixa do OK Computer (para os saudosistas).
Sem contar a Reckoner, cuja melodia lembra, de fato, um arco-íris.

Feliz 2008.

Estou deprimida, não sei por quê. Acho que nunca senti tanto medo de um ano que se inicia, em toda a minha vida. Eu não sei pra onde vou, quando, nem como. Talvez o Radiohead esteja me deprimindo ainda mais, mas acho que, neste momento, nada me deixa mais satisfeita do que ouvir In Rainbows.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Celular, musica e merchand


Fazia muito tempo que eu não assistia a canais de clipes musicais (já descartei a MTV, diga-se de passagem. Essa emissora lixo parou de passar clipes há um bom tempo).
Ontem, dia 25, chovendo e sem ter vontade de fazer nada, resolvi ligar a TV.
Ate ai, era clipe da Fergie para cá, Avril Lavigne, Kayne West, Chris Brown, NX-0, Vanessa Hudgens, e mais um monte de lixo que vende e toca nas paradas. É patético, vergonha alheia, ver esses clipes. Além de serem extremamente parecidos esteticamente, esses vídeos terríveis estão utilizando a seguinte prática: merchandising de celulares. Apareceu Nokia, Motorola (principalmente), LG, Sony-Ericsson, e mais um monte de marcas – além de perfumes, tênis, carros...
Sabe aqueles merchans de novela, bem toscos, forçados, sem sentido? Bem nesse estilo, reparem. Por exemplo, a bizarra da Fergie, do nada, pega o celular e recebe uma mensagem, e aí aparece o logo, bem explicitamente, da Motorola. Dá uma vergonha alheia, pois fica bem claro que, sim, o videoclipe, como produto da indústria cultural, não é apenas promoção de pseudo-cantores: é promoção de marcas e produtos para “jovens” (na real, teens, porque, diga-se de passagem, quem curte Avril Lavigne só pode ter menos de 14 anos).

Isso me decepciona. Sei lá, como que a ganância chega a esse ponto? Esses indivíduos ganham milhões por mês e não estão satisfeitos? Nem quando divulgam seu trabalho conseguem deixar de divulgar uma marca? É como se Dostoiesvski escrevesse, em seu “Crime e Castigo”, a seguinte frase, sem nenhum contexto: “então, matei a velha, peguei meu Nokia e liguei para minha mãe...”. É uma mistura de vazio ideológico, com mercantilizaçao da arte e prostituição.

E é por isso que estou tentando abolir as roupas outdoor. Não quero me sentir um outdoor ambulante.



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Em que mundo estamos?
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Feliz Natal atrasado. Sempre esqueço do Natal. Eu excluo a data da minha mente e abstraio – a mesma coisa que faço no meu aniversário.

domingo, dezembro 23, 2007

Fim das pilulas de vitaminicas de 2007



São duas da madrugada, acabei de voltar de um churrasco. E, sim, tenho que cumprir algo que todos fazem: escrever sobre o ano que passou!
Ora, vai dizer que você ainda não pensou na listinha dos melhores e piores de 2007?
Vou fazer a minha, rapidamente, pois estou pedindo absurdamente por uma cama aconchegante e limpa.
O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações

Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:

- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz

Por favor: que venha 2008!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Japas loucos

Muito bom esse programa. Pior que todos são assim no Japão!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

MuDeI o TeMpLaTe

Ficou horrivel...nao sei o que fazer!

domingo, dezembro 16, 2007

O Estado da elite

É interessante notar como algumas coisas não mudam. A cidade de São Paulo, que se depara com um grave problema habitacional, abriga cada vez mais pessoas que, não tendo condições de pagar o aluguel e muito menos de pagar a casa própria, são obrigadas a morar nos barracos – ou favelas.

Até aí, é um problema de política pública que deve ser resolvido com urgência pelo Estado, uma vez que está na Constituição brasileira a garantia de moradia a todos.

Mas vamos aos fatos. Na última quarta (dia 13 de dezembro), moradores da Favela Real Parque foram desalojadas sem qualquer aviso prévio da Justiça, a qual alega que os moradores estão vivendo em terreno que pertencia à empresa ligada ao Estado. Assim, em pouco tempo, a Polícia Militar retirou, de forma violenta, os cidadãos que não têm condições financeiras de morar em um terreno próprio – em contraste ao crescente mercado imobiliário na maior cidade do país. Vide os anúncios ininterruptos de condomínios nas páginas dos grandes jornais impressos (mas isso é um outro assunto).

Obviamente, isso não ocorreu sem reação, e os moradores da Favela Real Parque protestaram, fechando vias públicas movimentadas de São Paulo.
Mas a cobertura da grande mídia a respeito do caso foi extremamente medíocre. O enfoque da Folha e do Jornal Nacional, só para falar dos maiores, foi estritamente o “caos” que os “favelados” geraram no trânsito, e esses veículos sequer mencionaram a violência da PM na reintegração de posse, a vulnerabilidade desses moradores e o que acontecerá a eles depois. Sim, só cobriram como recorte o “caos” no trânsito paulistano – que já é um caos, diga-se de passagem.

Para piorar a repercussão, o Estadão de domingo teve a proeza de publicar um editorial no dia 16 de dezembro, intitulado “A questão urbana”. Não só considerou o ato dos moradores da Favela Real Parque meramente como uma lesão à ordem estabelecida, como também enfocou o termo “invasores profissionais”. Isso mesmo que estão lendo, invasores profissionais, como o próprio Estado de São Paulo afirma: são indivíduos que “ocupam determinadas áreas para fazer loteamentos clandestinos, conseguir o “cheque-despejo” de R$ 5 mil da Prefeitura ou obter indenização dos proprietários para sair do local, e estimulam pessoas ingênuas e desinformadas a resistir à execução das ações de reintegração de posse, enfrentando a Polícia Militar e bloqueando vias públicas, com o objetivo de constranger politicamente as autoridades” (grifo nosso).
Para o jornal de ultra direita, a solução é, “obviamente”, “políticas de crédito para a população de baixa renda e construção de conjuntos habitacionais”. Mas o redator enfoca também a necessidade de “maior rigor das autoridades para coibir invasões e evitar que o cumprimento de mandatos de reintegração de posse em áreas ocupadas por invasores profissionais gere graves transtornos para a cidade” (mais um grifo nosso, só para enfatizar).

O mais frustrante vem agora. Após estudar por dois anos um jornal do interior de São Paulo – um impresso de Penápolis da década de 30 (O Penapolese) – notei neste uma vasta gama de editoriais reclamando a atuação dos “falsos mendigos”, ou seja, pessoas que têm como escolha de ocupação o ofício de mendigo, para explorar os “sujeitos de bem”.

Século XXI. Na revista Piauí, uma longa reportagem a respeito da trajetória do grupo Estado, comandado pela família Mesquita. Conquanto haja algumas críticas ao oligopólio comunicacional, na realidade o que a revista faz é tecer elogios de como o Estado se renovou, como a linguagem foi modificada, entre outros aspectos da derrocada do provinciano Estadão à modernidade. Mas será que mudou alguma coisa mesmo? Ou a mídia ainda é voz exclusiva da elite letrada, a mesma do fim do século XIX?