sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Adeus ao Campus Party


Confesso que já estou com saudades do Campus Party de 2008. Ao contrário da mídia irresponsável e do anti-jornalismo - a qual afirmou que o evento só tinha homens e nerds enfurnados em seus respectivos computadores -, achei o Campus muito legal, um dos eventos mais marcantes que cobri.

Explico por quê: a idéia de enfurnar 3000 pessoas em um acampamento com Internet full time é incrível! Uma novidade para os fãs de tecnologia, como eu. Bem que eu queria ser uma jornalista de tecnologia...
Contudo, como acho que não voltarei mais ao Campus (quem quiser ir até o fim de semana, fale comigo!) este ano, vou dar o meu saldo final:

- a palestra do Steven Johnson foi surpreendente. Ele é melhor do que eu pensava - além de muito bonito, acreditem!
- o idealizador do Campus Party é um rapaz engajado no software livre e bem descontraído, ao contrário daquela imagem de que quem curte informática seja bitolado - imagem corroborada pela mídia.
- as oficinas, palestras: dava vontade de participar de tudo.
- é legal poder andar com um laptop embaixo do braço sem ter medo de ser assaltada...
- um aspecto pouco abordado na cobertura do Campus Party é o fato de que os presentes possuem, em sua absoluta maioria, uma renda bem acima da média nacional. Nunca vi tantos laptops de última geração, IPhones, Ipods, Palms, etc., em um único lugar.
- realmente, só tinham homens no evento (as mulheres que estavam lá ou eram jornalistas ou modeletes ou seguranças). Acho isso bom, porque muitas mulheres no mesmo ambiente é algo de que já cansei.
- a infra-estrutura estava ok, mas não havia isolamento acústico entre os blocos temáticos. Por exemplo, enquanto Steven Johnson falava, ao lado havia um bando de garotos que gritavam absurdamente por conta de um campeonato de Street Fighter.
- Valeu a pena. Se você é daqueles que, para relaxar, entra na Internet, o Campus Party é seu lugar ideal.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Campus Party


Estou em um evento de nerds, mas estou amando ficar umas oito, nove horas por dia conectada na Internet.
Talvez eu seja uma nerd viciada em Internet.
O que eu mais gosto de fazer na Net:
- ler emails
- baixar músicas
- blogs
- ler jornais do mundo todo
- procurar cds de bandas
- Google
- tutoriais

Aqui no Campus Party eu fico baixando músicas sem parar. Só que, hoje, no terceiro dia do evento, estou quase caindo de sono. Na verdade eu queria mesmo, neste momento, é estar dormindo.
Só tem homens aqui: apenas 22% dos inscritos são mulheres.
E o bom de tudo foi o seguinte: hoje meu PC deu um pau louco, porque estava com malware. Quase não dormi de nervoso. Aí pedi para um técnico do evento me ajudar. Resolvemos em cerca de duas horas o problema.

Fora que eu o explorei loucamente, fazendo diversas perguntas. Tadinho do técnico.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Maconha, maconheiro, emaconhado


Aquela comunidade do Orkut diz tudo: Todo mundo fuma maconha! (cerca de 83 mil membros). Sim, um monte de gente fuma maconha. E tem países que já desencanaram da hipocrisia e liberaram a erva para uso medicinal, pelo menos.
Ora, para quem não se lembra, a cocaína também era usada com fins medicinais. Já o ópio e a ayahuasca (do Santo Daime) são usados em cultos religiosos.
Até alguma autoridade decretar que a substância é o mal em pessoa.

Ao mesmo tempo, é fácil colocar o argumento barato de que a maconha é uma erva natural. Acontece que a cocaína vem da coca, o ópio da papoula, o haxixe também vem da cannabis e o álcool, para quem não se lembra, vem da cana-de-açúcar. Produtos da natureza, muito mais naturais do que adoçantes, corantes e conservantes – que consumimos diariamente.

Não sei se a maconha deve ser liberada ou não, mas acho que o que deve acabar é a hipocrisia. Sempre questionei um fato: se a maconha, a coca, o crack, e o ecstasy são proibidos, porque o álcool e o cigarro não são também? Se legalizar é a melhor solução, como explicamos os altíssimos níveis de alcoolismo, acidentes de carros por excesso de álcool, sem contar os gastos com saúde pública decorrentes do cigarro?

Por outro lado, o argumento de que a droga X não vicia não cola. Pesquisas indicam que quem fuma maconha tem 20 vezes mais chances de ter câncer do que quem fuma apenas cigarro. Mas eu acredito ou não na idoneidade da pesquisa?

O cigarro e a bebida possuem lobbys fortíssimos. A maconha, ainda não, contudo a indústria farmacêutica já está de olho: vai patentear e encarecer o produto, sendo produzida apenas pelas multinacionais. Adeus produção artesanal e distribuidora de renda.

Considero que, se a legalizarmos, deveríamos legalizar tudo também. Ainda que a maconha seja dos males, o menor, ela tem o status de droga. Assim como o álcool e o cigarro.

O que limita a legalização das drogas, em um cenário de crescente crime organizado por conta do tráfico de entorpecentes? O Estado não quer sentir-se responsável pelo consumo de drogas. Ou seja, não quer gastar dinheiro da saúde pública no tratamento de viciados, em internações, etc. É igual ao aborto: se é ilegal, estamos fora. Outra coisa: membros que estão no poder são de instituições como a Igreja, Opus Dei...E do conservadorismo.

Se a maconha for legalizada, ainda que para fins medicinais, vai aumentar o consumo, provavelmente pela ampliação do acesso a erva. O saldo positivo é que você, ao ser flagrado usando maconha, pode afirmar: é para uso medicinal. Também pode ser interessante a legalização, uma vez que a maconha não será tão misturada como o é hoje em dia – em um cigarro de maconha se encontra orégano, acetona, e por aí vai.
Para finalizar, a fama de ser maconheiro pode mudar – você vai ser um cara saudável a partir da legalização.


….
E o que são essas eleições nos EUA? Pela primeira vez em minha vida, entendi como funcionam. Até que tem lógica. Para quem não sabe, é mais ou menos assim: você, como cidadão, se declara republicano ou democrata (se você não sabe nem o que é isso, melhor nem ler este tópico). Nas prévias das eleições, ambos os partidos devem apresentar seu candidato oficial. Só que, como vimos, existem mais do que dois candidatos concorrendo – e é aí que pega, porque o eleitorado deve decidir, primeiramente, quem será seu candidato. E, só depois dessa eleição prévia é que as famigeradas eleições nos EUA de fato acontecem.

Digo famigerada porque infelizmente o Brasil depende dos norte-americanos mais do que dos brasileiros.

Por isso é Hillary contra Obama entre os democratas. Sinceramente, não sei em quem votaria, mas acho que fico com Hillary, mais experiente e menos oratória. Fora que Obama tem um discurso, assim, apartidário. E isso é ridículo, simplesmente não existe.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Tudo de Blog


A Vila Isabel foi mal no carnaval (eu torci, mas não adiantou), a Ministra da igualdade racial foi praticamente expulsa do seu cargo por gastos ilícitos em cartões de crédito públicos, e eu fui à praia pela primeira vez com meu namorado e só choveu e fez frio. Mas, força Tati, que você consegue levantar esse tédio carnavalesco!

- hoje andei mais de duas horas de bicicleta. A coitada teve de carregar em sua cestinha uma melancia inteira que eu comprei no Wall Mart por R$ 2,78. Sem contar os dois quilos de batatas e mais dois quilos de cebolas – uma sacola de cada lado do guidão.

- Vi vários filmes: “Velvet Goldmine”, “Manhattan”, “Cheiro do Ralo”, “Cronicamente Inviável”. Todos são ótimos, mas fica o favorito: “Cronicamente Inviável”, um soco no estômago.

- Estou comendo muitas balas ultimamente, especialmente aquelas de caramelo, que eu adoro. Espero que meu dentista não leia a frase anterior.

- Li “O Grande Gastby”, do maravilhoso Scott Fitzgerald. Nunca tinha pensado, mas Fitzgerald é o meu Woody Allen da literatura: nem todas as suas obras são boas, as histórias são (quase) sempre em NY, o ambiente é cosmopolita, com muito jazz e álcool.

- tenho que escrever para o Tudo de Blog sobre um caso: se o meu namorado me trocasse por um outro garoto, o que eu faria.
Vou falar rapidamente. Acho que eu me sentiria uma...cobaia.
E sim, acho que é pior meu namorado me trocar por um garoto do que por uma garota, mas opinar sobre isso é algo extremamente genérico. Porque, na realidade, considero que algumas circunstâncias sejam muito piores do que a “troca de gêneros” em si: se o meu namorado me trocasse pela minha pior inimiga ou alguém que eu nunca imaginasse, aí sim, seria o fim. Mas na realidade é o nosso orgulho ferido que dói mais, muitas vezes nem é o amor que sentimos. É o sentimento de posse que acaba – descobrimos que nosso namorado não é nosso! Ele é livre também.
Algumas frases ditas por pessoas que conheço são marcantes para mim:
- Uma vez o Junior (do Sandy e Junior) disse à Marília Gabriela o porquê de ele não trair a namorada, ainda que tenha milhares de pessoas (interessantes) que dão em cima dele: o respeito. Se você respeita seu parceiro, você não trai. A gente raciocina diante de uma “tentação”, entende? Pensa antes de fazer: pensa na pessoa que ama, no que já passaram juntos...é igual você desrespeitar seus pais. Até dá vontade, mas sabe que ser honesto é bem melhor.

- a Mariana Dolche (que era da minha sala) disse que preferia namorar a curtir a vida. Eu perguntei por quê: “Porque, quando namoramos, cultivamos um relacionamento, conhecemos a pessoa em profundidade”. Se só ficamos, é um beijo e “bau bau”. Não conhecemos a pessoa, apenas a testamos. Tipo um test-drive em vez de comprar o carro logo (uma comparação bizarra, mas válida).

- Preciso comprar meu vestido de formatura! Que cor eu uso?

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Entre sonhos e castigos



Quase caí na tentação de ler algo na Internet sobre os dois últimos produtos culturais valiosos que consumi (uma frase extremamente capitalista, mas enfim): o livro “Crime e Castigo”, de Dostoiéviski, e o filme “Sonhos”, de Akira Kurosawa. Resisti. No entanto, estou morrendo de medo de escrever besteiras a respeito desses dois “cults”. Vamos lá.
Levei mais de um mês para ler “Crime e Castigo”, e admito que fiquei um pouco decepcionada. O livro é imenso – 560 páginas –, e por ora algumas páginas são desnecessárias. Outro fator negativo é o de que a história dá desdobramentos relativamente inexplicáveis. Por exemplo, o protagonista, Raskólnikov, praticamente desaparece lá pela página 300 (e fica sumido até a página 400, pelo que me lembro). Entram em cena a irmã (Avdótia Románovna) e a mãe (Pulkéria Alieksándrovna). Entendo que o livro é consagrado pela complexidade psicológica das personagens porque, ao que me parece, Fiódor Dostoiévski implantou, em cada personagem, um pensamento filosófico diferente. Como não sou uma conhecedora de filosofia, fica difícil identificar a qual filósofo cada personagem corresponde – só sei que tinha um marxista e um kantiano, mas os outros não pude identificar.

Porém, definitivamente o maior problema do livro são os nomes das personagens. Tenho receio de parecer tonta, só que eu muitas vezes não sabia quem era a personagem da fala. Explico: o protagonista Raskónikov, por exemplo, também é chamado de Ródion Romanovich e Ródion. Já a irmã dele é, além de Avdótia, Dúnia e Dúnetchka. Agora, como vou saber? Cada personagem (e são mais de 30) tem, digamos, uns três nomes cada um! E em russo! É por isso que eu li uma vez que “Crime e Castigo” é um dos livros com maior número de desistência por parte dos leitores...
Claro que valeu a pena ter lido, e tenho certeza de que terei de ler o livro novamente, por sua complexidade – não gramatical, e sim de conteúdo. Só que fica a dica: anotem os nomes das personagens, ou confie na intuição.

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Quanto ao filme “Sonhos”, fiquei surpresa: foi melhor do que eu imaginava. O filme é onírico, com uma fotografia surpreendente. Outro aspecto é que “Sonhos” influenciou muitos filmes, como “Amor além da vida” e “Guerra nas Estrelas”.
Esse longa possui uma característica muito peculiar, presente em alguns dos filmes japoneses que assisti: misturam, de forma quase homogênea, gêneros como humor e terror.
“Sonhos” é como um sonho – você leva um susto, depois dá risada, pensa, quer fugir, se angustia. Mas, diferente de David Linch, Kurosawa faz suas obras com uma lógica até que linear – superior aos devaneios de Linch.

Agora, dou uma opinião bem pessoal. “Sonhos” é, claramente, uma crítica à Segunda Guerra Mundial, sobretudo à necessidade humana de sentir-se poderosa em detrimento da natureza que a cerca. Várias passagens remetem ao homem sentindo-se superior, à necessidade de vitória e de pouco lirismo em suas ações.
E, claro, do medo humano de perceber que nossa passagem na Terra nada mais é do que um sonho.

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Ah, para finalizar este post: Sonhos e Crime e Castigo me lembram muito uma pessoa: Luiz Augusto, o Goiaba. Ele sempre falava de Crime e Castigo, dizendo que era a melhor obra de todos os tempos. Quanto ao filme Sonhos, eu e o Goiaba alugamos duas vezes para assisti-lo, quando eu ainda era uma estudante de Jornalismo. Goiaba, vi essas obras pensando nos bons tempos que passamos juntos! Saudade!

Sábado animado?

Censura - sim

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Fame

"Fame, its not your brain, its just the flame

That burns your change to keep you insane (sane)"

David Bowie

Nesta semana corrida em São Paulo que só chove, me deparei com várias vertentes de um tema: fama.
Na segunda feira, fui ao SPFW. Sempre tive curiosidade em ir, mas para ganhar os brindes mesmo – disseram que eles distribuíam vários. Ledo engano.

Só ganha brinde quem é VIP do VIP. Porque, para quem não sabe, para entrar no SPFW tem que ter uma credencial. Mas, para entrar nos lounges de determinadas empresas (as que darão os brindes) tem que ter outras credenciais específicas. Ok, então vamos ver o desfile.
Chegando lá, uma fila imensa, dividida em blocos: galera VIP, galera mais ou menos, imprensa e ralé. Meu convite era para a ralé.
Espero mais de uma hora para conseguir entrar no desfile. Quando entro, mais espera, e os jornalistas (sobretudo os fotógrafos) começam a gritar: “Ronaldãaaaao, cafoooona!” – o desfile era do Ronaldo Fraga.
Finalmente começa o desfile. Duraram dez minutos! Depois desse programa de índio (ou seria indie, ou fashionista, ou poser?), volto para casa, de ônibus. E não é que aquela organizadora arrogante que estava no SPFW também estava no ponto, na chuva, esperando o seu ônibus chegar?
A mina estava usando um sapato de 1000 reais, um corte de 300 reais e uma roupa que, no total, deveria ser uns 3000 reais. E pega ônibus? E mora com os pais, e não consegue se sustentar. Mas vai para a balada, organiza eventos fashions, trends (são as tendências, bem!).

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No dia seguinte, mais um evento: coletiva da Hilary Duff e show dela. Na coletiva, parecia que as respostas são programadas: tudo no maior estilo “não vou dizer nada de mais, ok?”. A única coisa que posso constatar, após assistir ao show, é o seguinte: as freqüentadoras do show dela são as possíveis consumidoras das músicas indies (tipo Snow Patrol, Arctic Monkeys, The Killers) e da PJ Harvey ou Norah Jones, saca?
É um círculo vicioso, que o mercado entende bem. Aí, por força maior, fui ouvir umas novidades no mundo teen: Jonas Brothers e Paramore.
São bandas indies para pessoas mais novas. Paramore: igual Julliete and the Licks.
Jonas Brothers: pior que não e igual ao Hanson (cujo som é mais pop). Parece mais...Putz, tudo que tem de mais pop no indie e no emo.

Estou no meu inferno astral, segundo a astrologia. Mas eles sempre acertam: começo de ano é sempre um porre para mim!







Para quem nao conhece a Hilary, tirei umas fotos dela - a do show e da minha irma.

sábado, janeiro 19, 2008

Eis a mudanca fatal!

Mudei tudo, hoje, num sábado de ócio. Mandei bem no Photoshop?

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Viver em São Paulo é vida loka

O prefeito Kassab resolveu limitar o trânsito dos motociclistas nas marginais. Para quem anda de carro, um alívio. Para os motoristas de ônibus e caminhão, também. Mas para os milhares de motoboys, tal medida vai ser um caos.

Depois que assisti o documentário Motoboys – vida loca (2003, de Caíto Ortiz), minha visão dos motoqueiros mudou drasticamente: eu também tinha aquela visão paulistana e deturpada de que os motoboys só atrapalhavam o trânsito, além do medo que eles provocam (sobretudo quando nós, pedestres, tentamos atravessar a rua fora da faixa).

Vale a pena ver esse documentário. Hoje, me policio totalmente quando vem aquele pensamento “que saco esses motoqueiros!”. Afinal, eles fazem parte daquela parcela da população com pouquíssimas perspectivas de um emprego decente e bem remunerado. Além do mais, como muitos falam no próprio filme, sem os motoboys, a cidade não anda. E não anda mesmo (já demorei 45 minutos para chegar a um trajeto que demoraria, no máximo, 10 minutos – a pé, demoraria uma meia hora).

Agora, vamos à minha experiência sob duas rodas: quando ando pela cidade, vejo raríssimas mulheres andando de bicicleta pela cidade. Mas eu, como amante de uma bike, não deixei de dar meus rolês pela cidade. E confesso que é tão, mas tão perigoso, que sempre conto as vezes em que quase morro atropelada. O mínimo foi duas vezes, e o máximo, oito vezes.

Para minha felicidade (e sobrevivência), meu namorado Alberto me deu um capacete para eu andar de bicicleta. Ainda não o estreei, porque normalmente ando de bicicleta somente nos finais de semana. Será o santo capacete que me salvará dos caminhões e ônibus loucos (esses sim, quase sempre são os responsáveis pelos aperreios que passo)!

E que saudades de Bauru, pois foi em cima da minha bike que eu conheci tudo que conheço na cidade mais quente que já morei.





Ps: todas as fotos sao tiradas por mim.






Eis meu capacete novissimo!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Enjoada...


Imagine a cena:

Você está cansado, voltando da casa de seu namorado (a) de trem.


Em São Paulo, andar de trem não é nada interessante: vagões lotados, pessoas desesperadas para sentar, etc. É o caos urbano de São Paulo que me entristece a cada dia.
Para passar o tempo (afinal, são mais de uma hora de viagem), você resolve ler um livro – mas tem que ter sangue de barata, porque o trem sacoleja muito.

Enquanto eu lia, uma garotinha ao meu lado comia pães de queijo. Considerando que eu adoro pão de queijo, pensei, com meus botões – nossa, que vontade de comer um (ela tinha um saquinho cheio deles).

Cinco minutos após essa constatação, vem a delícia: a menina VOMITA no meu pé! Fiquei com tanto nojo, que quase vomitei junto. Para piorar, o trem estava relativamente lotado, ou seja, depois da cena incrível, eu ainda tive que ficar lá, sentindo aquele cheiro delicioso de vomito por mais de 40 minutos.
Nem preciso falar como eu cheguei em casa, não é? Quase vomitei pelos cantos. Mas resisti, tanto que comi pão de queijo hoje de manha. É a falta de opção de se morar sozinha...
Ps: a foto é de um pao de queijo, feito pela minha tia. Comi ele hoje, e estava uma delícia!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Radio




Por que quando eu gosto de uma banda, fico obcecada por ela?









Estou completamente obcecada por Radiohead. É bom e ruim ao mesmo tempo porque eu fico alucinada: penso nas músicas o tempo todo, fico querendo vasculhar tudo sobre Radiohed na Internet, me emociono com todas as músicas, fico entrando nas comunidades do Orkut...

E o CD que mais ouço é o In Rainbows. As músicas são doces, suaves, depressivas e catárticas. A minha favorita é Weird Fishes/Arpeggi: ela fala sobre amor e, ao mesmo tempo, sobre suicídio, com uma doçura incrível. Outra é Bodysnatchers, que é mais rock, parecendo um pouco alguma faixa do OK Computer (para os saudosistas).
Sem contar a Reckoner, cuja melodia lembra, de fato, um arco-íris.

Feliz 2008.

Estou deprimida, não sei por quê. Acho que nunca senti tanto medo de um ano que se inicia, em toda a minha vida. Eu não sei pra onde vou, quando, nem como. Talvez o Radiohead esteja me deprimindo ainda mais, mas acho que, neste momento, nada me deixa mais satisfeita do que ouvir In Rainbows.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Celular, musica e merchand


Fazia muito tempo que eu não assistia a canais de clipes musicais (já descartei a MTV, diga-se de passagem. Essa emissora lixo parou de passar clipes há um bom tempo).
Ontem, dia 25, chovendo e sem ter vontade de fazer nada, resolvi ligar a TV.
Ate ai, era clipe da Fergie para cá, Avril Lavigne, Kayne West, Chris Brown, NX-0, Vanessa Hudgens, e mais um monte de lixo que vende e toca nas paradas. É patético, vergonha alheia, ver esses clipes. Além de serem extremamente parecidos esteticamente, esses vídeos terríveis estão utilizando a seguinte prática: merchandising de celulares. Apareceu Nokia, Motorola (principalmente), LG, Sony-Ericsson, e mais um monte de marcas – além de perfumes, tênis, carros...
Sabe aqueles merchans de novela, bem toscos, forçados, sem sentido? Bem nesse estilo, reparem. Por exemplo, a bizarra da Fergie, do nada, pega o celular e recebe uma mensagem, e aí aparece o logo, bem explicitamente, da Motorola. Dá uma vergonha alheia, pois fica bem claro que, sim, o videoclipe, como produto da indústria cultural, não é apenas promoção de pseudo-cantores: é promoção de marcas e produtos para “jovens” (na real, teens, porque, diga-se de passagem, quem curte Avril Lavigne só pode ter menos de 14 anos).

Isso me decepciona. Sei lá, como que a ganância chega a esse ponto? Esses indivíduos ganham milhões por mês e não estão satisfeitos? Nem quando divulgam seu trabalho conseguem deixar de divulgar uma marca? É como se Dostoiesvski escrevesse, em seu “Crime e Castigo”, a seguinte frase, sem nenhum contexto: “então, matei a velha, peguei meu Nokia e liguei para minha mãe...”. É uma mistura de vazio ideológico, com mercantilizaçao da arte e prostituição.

E é por isso que estou tentando abolir as roupas outdoor. Não quero me sentir um outdoor ambulante.



.....
Em que mundo estamos?
.....
Feliz Natal atrasado. Sempre esqueço do Natal. Eu excluo a data da minha mente e abstraio – a mesma coisa que faço no meu aniversário.

domingo, dezembro 23, 2007

Fim das pilulas de vitaminicas de 2007



São duas da madrugada, acabei de voltar de um churrasco. E, sim, tenho que cumprir algo que todos fazem: escrever sobre o ano que passou!
Ora, vai dizer que você ainda não pensou na listinha dos melhores e piores de 2007?
Vou fazer a minha, rapidamente, pois estou pedindo absurdamente por uma cama aconchegante e limpa.
O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações

Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:

- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz

Por favor: que venha 2008!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Japas loucos

Muito bom esse programa. Pior que todos são assim no Japão!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

MuDeI o TeMpLaTe

Ficou horrivel...nao sei o que fazer!

domingo, dezembro 16, 2007

O Estado da elite

É interessante notar como algumas coisas não mudam. A cidade de São Paulo, que se depara com um grave problema habitacional, abriga cada vez mais pessoas que, não tendo condições de pagar o aluguel e muito menos de pagar a casa própria, são obrigadas a morar nos barracos – ou favelas.

Até aí, é um problema de política pública que deve ser resolvido com urgência pelo Estado, uma vez que está na Constituição brasileira a garantia de moradia a todos.

Mas vamos aos fatos. Na última quarta (dia 13 de dezembro), moradores da Favela Real Parque foram desalojadas sem qualquer aviso prévio da Justiça, a qual alega que os moradores estão vivendo em terreno que pertencia à empresa ligada ao Estado. Assim, em pouco tempo, a Polícia Militar retirou, de forma violenta, os cidadãos que não têm condições financeiras de morar em um terreno próprio – em contraste ao crescente mercado imobiliário na maior cidade do país. Vide os anúncios ininterruptos de condomínios nas páginas dos grandes jornais impressos (mas isso é um outro assunto).

Obviamente, isso não ocorreu sem reação, e os moradores da Favela Real Parque protestaram, fechando vias públicas movimentadas de São Paulo.
Mas a cobertura da grande mídia a respeito do caso foi extremamente medíocre. O enfoque da Folha e do Jornal Nacional, só para falar dos maiores, foi estritamente o “caos” que os “favelados” geraram no trânsito, e esses veículos sequer mencionaram a violência da PM na reintegração de posse, a vulnerabilidade desses moradores e o que acontecerá a eles depois. Sim, só cobriram como recorte o “caos” no trânsito paulistano – que já é um caos, diga-se de passagem.

Para piorar a repercussão, o Estadão de domingo teve a proeza de publicar um editorial no dia 16 de dezembro, intitulado “A questão urbana”. Não só considerou o ato dos moradores da Favela Real Parque meramente como uma lesão à ordem estabelecida, como também enfocou o termo “invasores profissionais”. Isso mesmo que estão lendo, invasores profissionais, como o próprio Estado de São Paulo afirma: são indivíduos que “ocupam determinadas áreas para fazer loteamentos clandestinos, conseguir o “cheque-despejo” de R$ 5 mil da Prefeitura ou obter indenização dos proprietários para sair do local, e estimulam pessoas ingênuas e desinformadas a resistir à execução das ações de reintegração de posse, enfrentando a Polícia Militar e bloqueando vias públicas, com o objetivo de constranger politicamente as autoridades” (grifo nosso).
Para o jornal de ultra direita, a solução é, “obviamente”, “políticas de crédito para a população de baixa renda e construção de conjuntos habitacionais”. Mas o redator enfoca também a necessidade de “maior rigor das autoridades para coibir invasões e evitar que o cumprimento de mandatos de reintegração de posse em áreas ocupadas por invasores profissionais gere graves transtornos para a cidade” (mais um grifo nosso, só para enfatizar).

O mais frustrante vem agora. Após estudar por dois anos um jornal do interior de São Paulo – um impresso de Penápolis da década de 30 (O Penapolese) – notei neste uma vasta gama de editoriais reclamando a atuação dos “falsos mendigos”, ou seja, pessoas que têm como escolha de ocupação o ofício de mendigo, para explorar os “sujeitos de bem”.

Século XXI. Na revista Piauí, uma longa reportagem a respeito da trajetória do grupo Estado, comandado pela família Mesquita. Conquanto haja algumas críticas ao oligopólio comunicacional, na realidade o que a revista faz é tecer elogios de como o Estado se renovou, como a linguagem foi modificada, entre outros aspectos da derrocada do provinciano Estadão à modernidade. Mas será que mudou alguma coisa mesmo? Ou a mídia ainda é voz exclusiva da elite letrada, a mesma do fim do século XIX?

sábado, dezembro 15, 2007

À francesa



Fui embora e não avisei. De fato, não avisei mesmo, e acho que fui a primeira de jornalismo a deixar Bauru.
Meus últimos momentos foram os seguintes:
Terça à noite: termino de empacotar minhas coisas. Eu e meu namorado íamos comemorar nosso 1 ano e 4 meses de namoro, mas a chuva não permitiu sequer que saíssemos de casa.

Quarta de manhã: acordamos, tomamos café da manhã, e termino de arrumar minhas coisas. Despeço-me do Jaime, do Bruno e da Jú. Espero o circular junto ao Alberto. O ônibus chega, e com a garganta presa, nos despedimos.

Não cheguei a chorar, literalmente, mas fiquei bem triste no caminho para sampa. Fiquei mais triste ainda quando vi que teria de pegar um trânsito infernal na entrada para São Paulo, ou seja, fiquei mais de seis horas dentro do ônibus. Detesto me locomover nessa cidade, não sei como a gente agüenta isso.

Continuo confusa com tudo: a minha mudança ainda não chegou, ou seja, está tudo relativamente tranqüilo. Quando chegar, vou ter que caçar espaço para colocar minhas coisas (que não são poucas). Fora arrumar meu quarto, organizar minha vida, parar para pensar um pouco, tirar uma micro férias – de uma semana, ok.

De lembrança de Bauru, são muitas, mas ainda não tive tempo de ter saudades, porque na real eu estava é com saudades de São Paulo mesmo.

Mas sei lá, todos dizem que passa rápido, que não acredita que acabou...mas sinceramente, não sinto isso. Acho que, se eu ficasse mais um ano na faculdade, iria odiar essa idéia. Só continuo uma pós, e olhe lá, porque teria que ser em outra universidade. Fiz tantas coisas nestes quatro anos, aproveitei muito, sofri muito, e aprendi muito. Então, acho que teria poucas coisas a fazer na Unesp.
Um dia, o pessoal do quarto ano estava conversando sobre o quê tinha de arrependimento da faculdade. Sinceramente, não tenho grandes arrependimentos. Talvez eu me arrependa de não ter conhecido melhor meus professores, os quais, aposto, teriam muita coisa a me ensinar. Fora isso, me sinto satisfeita.

Quando a Milena e a Jú, do meu prédio em São Paulo, ficaram sabendo que eu voltei, elas me disseram:
- Mas você vai voltar com freqüência para Bauru, com certeza.

Nem eu parei para pensar nisso.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Assalto

Hoje de madrugada, fui assaltada. Quer dizer, eu e meu namorado fomos assaltados.

Vacilamos muito, é verdade: já passava das três da madrugada, nós nem olhávamos para os lados enquanto caminhávamos....enfim, foi um vacilo que acabou em assalto.

Eu nunca tinha sido assaltada em minha vida toda – e olha que sou de São Paulo, uma cidade teoricamente violenta. Mas foi aqui, em Bauru, nos meus últimos dias de cidade-sanduíche, que fui assaltada por três adolescentes amadores.
Digo amadores porque eles não estavam armados e levaram as coisas erradas, ou melhor, sem grande valor material e pessoal.

Eu e Alberto estávamos caminhando na avenida Nações Unidas (uma das principais de Bauru), quando olhei para trás. Os trombadinhas viram que eu os vi, e então correram em nossa direção e foram pedindo nossas coisas – minha bolsa, inicialmente.

O Alberto estava apenas com uma nota de dois reais no bolso, mas teve de dar também seu celular. Eles pegaram minha bolsa, tiraram os dez reais que tinha lá e eu pedi “pelo amor de Deus, deixem meus documentos!”. Eles deixaram. Pegaram meu celular velhíssimo (para quem não acompanhou, esse era meu quinto celular do ano), que não tinha sequer tela colorida, e largaram minha bolsa. Perguntaram:

- o que é isso?
- É meu aparelho.
- Aparelho de quê?
- De dente. Vocês não vão querer meu aparelho, não é?
- ...E isso?
- Lente de contato.
- Isso é bom, pode ir tirando aí.
- Meu filho, se eu tirar minha lente eu fico cegueta!

Eles não levaram nenhum dos dois itens.

Estava indo embora quando um dos adolescentes indagou:

- E esse tênis aí. É da hora. Pode ir tirando.

Eu respondo:

- Mas é falso!
(não era)

- Pode tirando aí! E você também, vai tirando o tênis!

Tiramos nossos tênis. Eu disse:

- Vai levar a meia também?

Me ignoraram.

- Fica quietinho aí, e se chamar a polícia vai levar tiro!!
Fiquei indignada, me senti o Luciano Huck e seu Rolex, mas obviamente não sou estúpida de escrever um artigo e mandá-lo para a Folha na mesma hora.

Mas hoje, após pensar um pouco sobre o assunto, fazer um BO online e conversar com a polícia, fiquei menos revoltada e mais desconfiada.

Só que, na real, pensei. Pior do que ser assaltada é ser assaltada nas pequenas coisas...como assim?

É você ir ao mercado e eles te cobrarem mais do que o devido, como aconteceu ainda hoje. No supermercado Confiança Max, cobraram-me a mais por um salame. Eu reclamei, e eles disseram que eu estava enganada.

Eu, enganada? Eu não estava enganada!
Fiquei tão revoltada quanto com o assalto, com a diferença de que todos no DesConfiança estavam contra mim. No Brasil, consumidor não tem vez – é a empresa (ou o sistema) que tem razão.

Senti-me duplamente assaltada hoje. E o pior: na segunda vez, não pude chamar a polícia...eu era a marginal.


...........

Ps: reparei que eles pegaram também meu Halls de morango! Ninguém merece.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Meu blog não é engraçado

Cansei de ouvir que meu blog é hilário, que “eu choro de rir com o seu blog”, etc, etc.
Mas sabiam que o Vitamina B não tem como objetivo final ser engraçado? Ou será que minha vida é uma tragédia ambulante?
Na verdade eu não tenho pretensão de ser engraçada, longe disso. Mas tento ser o mais fiel possível da minha realidade.

Engraçado mesmo são os meus diários reais, principalmente de minha infância, cujos problemas que eu enfrentava eram do tipo: “Deus, por favor, me ajude a passar na prova!”, ou “Eu tenho que tirar aquela figurinha do Rei Leão”. Juro: eu não consigo lê-los, porque me dá uma baita vergonha alheia. Vergonha de ser eu!

Acho que vou considerar a idéia de publicar algumas coisas que escrevi quando eu tinha sete anos (idade do meu primeiro diário, dado de presente pela Milena).

Lembrem-me disso, porque acho que até eu vou chorar de rir...
Sendo assim, tenho pretensões de tornar este blog um reduto de seriedade e de filosofia. Para que, daqui a alguns anos, eu não sinta a maior vergonha alheia do mundo.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Agora e pra valer

Oficial: a partir do dia 15, sou uma paulistana novamente. Ou antes, mas nao depois.
Se estou triste por ir embora? Estou, porque significa que uma etapa da minha vida acabou. Mas ao mesmo tempo sei que nao quero mais estar na graduacao. Cansa muito.

Agora, sou uma recem formada. Nova vida, novos problemas.
Sao Paulo, tremei.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Sem retorno

Estava olhando as fotos de antigos churrascos de nossa sala, e reparei como as coisas mudaram: se antes, as garotas usavam minissaias, hoje usam minishorts. Reparou a quantidade de garotas que estão usando shorts pelas ruas?
Há uns três anos atrás, eu só usava shorts para ficar em casa e para andar de bicicleta. Hoje, esses shorts que ficaram mofando em minha gaveta estão disponíveis para encarar inclusive uma balada...

Mas a questão que ficou também ao olhar essas mesmas fotos foi a seguinte: como mudaram as pessoas também! Uns ficaram mais gordos, outros mais magros, e a maioria....mudou de amigo. Mudou de turma, de convivência, de prioridade.

Não sei exatamente o que isso significa - se é um sinal da fragilidade das relações interpessoais, ou se as pessoas mudam tanto, mas tanto, que, em quatro anos, ninguém se reconhece mais.

O mais engraçado é que, daqui a uma semana, estará tudo acabado: TCC, trabalhos, faculdade.
Os supostos melhores anos da vida que vão e não voltam mais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Gosto

Tem alguns blogs que sempre frequento, alem daqueles que sao de meus amigos. Mas considero alguns blogs essenciais para nossa democracia: Conversa Fiada, de Paulo Henrique Amorim, e o Blog do Sakamoto. Ha um post no blog Conversa Fiada em que sao definidas as opinioes e diretrizes do blog. Faco o mesmo, em homenagem a um dos melhores jornalistas da atualidade, que nao tem medo de mostrar a cara.

O VitaminaB nao gosta de:


- Carne Moida, carne cozida e mal passada
- PSDB, DEM, PMDB e filiados
- Destilados
- pessoas apoliticas
- neoliberalismo
- pos modernidade
- Guns n Roses, Rolling Stone, Legiao Urbana e Bob Dylan
- Micareteiros
- kantianos
- fanaticos por carros, academias, raves
- jornal televisivo, principalmente Jornal Nacional
- midia golpista
- metodicos
- medrosos
- leite
- carro
- falar sobre a fajuta crise aerea

Ok, polemicas a parte, vamos a algumas coisas que o VitaminaB gosta:

- emails
- bicicleta
- queijo branco
- jornal impresso
- cinema brasileiro
- emprego publico
- Pink Floyd, Radiohead, Bjork, Nacao Zumbi, Talking Heads, etc
- dormir 8 horas por dia
- escolher pao
- viajar, sempre
- rever amigos
- sentir saudades
- Estado forte
- Carta Capital, Le Monde, Caros Amigos
- brechas no sistema
- nao ter que pentear o cabelo
- amendoim frito

quinta-feira, novembro 22, 2007

In Rainbows


Preciso de idéias, idéias para escrever neste espaço. Estou com um vazio mental, preenchido de coisas desinteressantes ou deprimentes demais para serem ditas aqui.




A única novidade é que estou viciada em Radiohead. Não sei qual é o melhor cd deles até agora – estou em dúvida entre The Bends, OK Computer, Hail to the Thief e In Rainbows.
Ontem eu ouvi duas vezes seguidas o The Bends – quando isso acontece, é sinal de que vai se tornar daquelas “bandas favoritas”, ou seja, nada passageiro.

Ás vezes eu confundo a sonoridade do OkComputer com a do Bends, ainda que eles sejam bem diferentes. Mas a real é que ambos são deprimentes, enérgicos e alegres ao mesmo tempo.

Vejo o quanto eles influenciam as bandas atuais, e como conseguem ser tão ingratos porque nunca vieram ao Brasil.
Pior é que, ano que vem, vou pagar entrada INTEIRA e, provavelmente, a ticketmaster vai cobrar uns 200 reais o lugar mais longe do palco. Só porque são mercenários ao extremo.
Estava no site do allmusic olhando o perfil do Radiohead, e eis que o editor coloca as principais influências do Radiohead:

Suede
The Smiths
Talking Heads
Pink Floyd
R.E.M.
Pixies
Queen
Jane's Addiction
Nirvana

Dessas, sete são bandas que estão entre minhas top, top, top.
Parece que estou sendo customizada..não! Preciso de outras influências musicais, mas não consigo.

terça-feira, novembro 20, 2007

Celulares


Eu ia me desculpar e dizer que faz tempo que não escrevo aqui mas, como 82% dos bloggeiros já fizeram isso - não o faço mais. Só escrevo e ponto.


Venho por meio desta porque não aguento mais os celulares. Nunca vi alguém trocar tanto de celular no mesmo ano do que eu. Este é o QUINTO celular do ano.


Vejamos minha trajetória:

1- meu celular, que tinha cerca de um ano e meio, pifou do nada (sem cair no chão, molhar, etc)

2- fiquei um mês sem celular, até que peguei um bem velho que eu tinha lá em casa e comecei a usá-lo. Quinze dias depois, fui ao Rio de Janeiro e esqueci o velhinho por lá. Fiquei dois meses sem celular.

3- Por conta disso, comprei um aparelho novo, número novo, operadora nova. Tirei da caixa o objeto reluzente. Não funcionava.

4- Troquei por um celular novo, e resolvi trocar ele com a minha irmã.

5- Fui ao Tim Festival, e perdi esse celular.

6- Finalmente, peguei o aparelho do meu pai. Ele é meio velho, mas funciona.

Eu não ligo para a aparência do aparelho, mas preciso de um com funcionalidades, como Tarefas, Despertador, Contador regressivo, Planilha, etc. Quer aparecer com um celular imenso, hightech, que faz tudo inclusive chamadas, então põe uma melancia na cabeça!


........

domingo, novembro 11, 2007

Vai um queijinho aí?

Depois do leite adulterado, vem o queijo vendido com a data de validade vencida.
Pessoal, está mais do que na hora de desmistificar a máfia do consumismo!
A verdade é que a maioria dos produtos alimentícios podem, sim, ser comidos muitos dias após a data de validade. Eu sou um exemplo de pessoa que come alimentos vencidos há vários dias.

Olha só os alimentos que como com validade vencida em até um mês:

- queijo amarelo
- pão
- bolacha
- miojo
- suco em pó
- alho
- temperos em geral

E nunca passei mal. Esqueçam da data de validade para esses produtos: a não ser que estejam mofados e fedidos, está valendo - ou melhor, vencendo.
E se eu comesse tudo de acordo com a validade, teria de jogar metade fora - demoro muito para comer os alimentos.

Agora, não vá comer carne, leite, iogurte, frutas e legumes com aparência e data de validades vencidas.
Pode ser tarde demais...

terça-feira, novembro 06, 2007

Tomo leite sistemático


Essa campanha contra o leite me motiva a parar de vez de tomar o terrível líquido branco! Detesto leite desde que nasci, então, essa campanha contra Parmalat e suas comparsas me animam profundamente.

Mas, como em todo sistema há brechas, eu tomo leite, sim. E quase todos os dias! Mas ultimamente estou tomando somente o leite “Terra Viva”, da reforma agrária – leia-se do MST.

.......

Só que há todo um ritual para que eu tome o leite - e este ritual eu pratico há quase 10 anos. Como funciona?

Primeiro: só tomo leite desnatado das seguintes marcas – em ordem de preferência, respectivamente: Italac, Terra Viva, Lady, Parmalat (parei, parei), Paulista, Elegê. Não tomo de outras marcas.

Segundo: fervo o leite
Só eu, no mundo inteiro, ainda fervo o leite longa vida. Explico: só tomo leite na temperatura do leite fervido – ou seja, muito quente.

Terceiro: côo o leite
É desnatado, mas ainda assim tenho nojo da nata e tenho de coá-lo.

Quarto: coloco o Nescafé Forte. Duas colheres cheias (chá) de café solúvel.
Outras marcas: Café Iguaçu, Melita, etc. Não tenho tanta preferência.

Quinto: adiciono um sache de adoçante em pó. De preferência, Zero Cal.

Sexto: adiciono umas 30 gotas de adoçante líquido – somente Zero Cal.

Sétimo: misturo tudo.

Oitavo: pego duas fatias de pão na chapa e as coloco em um prato pequeno. Tem que ser pequeno, não pode ser normal.

Nono: levo para a mesa a xícara e o prato.

Décimo: finalmente, como e leio jornal ao mesmo tempo.

Ufa!
Só assim que eu tomo leite – nem adianta oferecer!

quarta-feira, outubro 31, 2007

Por uma TRiz treza

Fazia tempos que eu não chorava como chorei hoje. Pudera: junta tristeza, TPM, medo e etc – ataques de choro na certa. Eu não consigo chorar “mais ou menos”, tipo quando minha mãe, ao ver novela, chora: algo como “lagrimas de crocodilo”. Eu choro pra valer! Não tenha medo, essa é uma das sensações mais plenas e fortes: de tão ruim, você expele o sentimento em forma de lágrimas.

..........

Sabe o que é pior? Chorar e ouvir música deprimente. Não tem coisa pior do que isso! Mas eu, como todo masoquista, não agüento e coloco a musica da depressão. Claro que cada momento e situação têm sua música da depressão. Mas eis meu top 5 deste momento “tristeza”:

- Changes – Black Sabbatth
- Precious – Depeche Mode
- Sometimes – My Blood Valentine
- Whit a Little Help from my friends – Joe Cocker
- What it is - Mark Knopfler


….. PQP hoje é aquele maldito jogo do São Paulo! Não poderei curtir minha bad em paz?

segunda-feira, outubro 29, 2007

A verdade do Tim Festival

Postei várias coisas juntas. É que vou postar, rapidamente, a real do Tim Festival, sem linguagem jornalística, como o post anterior.

Saldos finais:

- as duas bandas que abriram, Hot Chip e Spank, são melhores do que The Killers e, especialmente, Arctic Monkeys e Juliette and the Licks.

- dou três anos para ninguém mais se lembrar de Juliette and the Licks (volta pro cinema, Juliette).

- dou no máximo, estourando, 4 anos para ninguém lembrar de Arctic Monkeys.

- quanto ao The Killers, dou cinco anos para vê-los tocar em algum cassino de Las Vegas por 1000 dólares a noite.

- a Bjork é sensacional, mas não sabe escolher repertório para Festivais. Faltou mais Post e Verpertine.

- nem tinha tanto indie assim no Tim. Tinha gente com camiseta do Pink Floyd, além de tiozinhos. Provavelmente, para ver a Bjork.

- a Juliette é uma poser. Cante mais, role menos no chão.

- Arctic Monkeys, muito estáticos. Tocar e cantar com aquela vontade...prefiro pegar o cd e deixar rolar.

- como eu fiquei na grade no show da Bjork, me perdi de todo mundo que estava andando comigo. Fiquei sem celular, o maior desespero. Mas liguei para o telefone da minha irmã usando celular de desconhecidos.

- tem gente que eu conheço que entrou na Área Vip (a escória dos Festivais) na miúda. Né ......?

Um congresso pela coxinha

A pedidos (não é Lara?), vou escrever rapidamente sobre o melhor Congresso da Unesp: o CIC, Congresso de Iniciação Cientifica da Unesp, realizado nos dias 25 e 26 de novembro.
A minha área, de Humanas, aconteceu em Araraquara.
Depois de lead burocrático, vamos ao que interessa: as coisas bizarras que aconteceram durante esses dois dias.
Eu, a Verônica e a Lara (personagens principais da trama. Conto por quê: além de fazermos pesquisas juntas no mesmo grupo, somos amigas) chegamos à Unesp às 4:40 da madrugada. Esqueci, a Lara não. Ela acordou atrasada e chegou de mototaxi, molhada de chuva.

Chegamos ä cidade de Zé Celso, morrendo de sono. A viagem de três horas até que foi rápida, considerando que todos no ônibus roncaram do começo ao fim da viagem.
E em Araraquara começa a confusão, porque estávamos todos com fome, sede, etc. Acontece que todos os 500 participantes de todos os campi da Unesp estavam com fome também.

Ainda bem que tinha o famoso coffee-break (por que a universidade pública adotou esse estrangeirismo ridículo? Não entendi) para alegrar a galera. E o coffe-break era estranho: tinha coxinha, quibe, torta de frango e laranjada. Não, eu não quis dizer que era um coffee-break de pobre, mas vocês não perceberam que coxinha, quibe e torta de frango não são alimentos a serem consumidos às oito da manha, são?
Enfim, mas a fome era grande, justificável. E os garçons foram literalmente atacados pelos estudantes que queriam comer.

Eu e minhas companheiras temos de admitir que, logo após a comilança (comi três coxinhas e um pedaço de bolo), voltamos ao ônibus para dormir. Justificativa: estava chovendo, frio, sono, e um pouco de desinteresse.

Acordamos, enrolamos um pouco pelo campus, e fomos almoçar no RU. Já desanimou, porque tinha uma fila de 40 minutos para comermos a seguinte refeição: espetinho de frango, polenta esquisita, arroz azedo, feijão sem tempero, um monte de tomates. E só.

O que os congressistas pensaram? “A comida do almoço é ruim, não vai ter janta incluída. O que fazer? Comer um monte de coxinhas no coffee-break!”.
Eu pensei isso, pelo menos. Acontece que não fui a única a pensar desse jeito. Às três da tarde, outro coffee-break. E o ataque às coxinhas foi mais violento: os garçons mal podiam passar que eram atacados pelos devoradores de coxinha. Dava para ver a irritação dos garçons diante da selvageria provocada pelos universitários.

Depois de um dia chato, fomos ao alojamento. Umas 350 pessoas para um chuveiro quente. Fiquei mais de uma hora na fila para tomar uma ducha com vários besouros voando em volta de mim.

Como ninguém é de ferro, eu, Verônica e Lara fomos tomar uma cerveja com amendoim frito e gorduroso. Conversamos sobre nossa pesquisa, astrologia, e etc. Fomos dormir, porque no dia seguinte teríamos de acordar às seis da manhã.

Acordamos, e o cardápio do café da manha? Pão com manteiga genérica, laranjada, bolo de caixinha e café azedo.
Ninguém comeu com vontade, imaginando que o coffe-break nos alimentasse devidamente (a Lara não pensou isso, porque ela é vegetariana. Aliás, parabéns à organização por fazer tudo com frango. Com certeza fizeram um acordo com um frigorífico para a alimentação do CIC, dispensando os vegetarianos).

Chegada a hora, uma surpresa: seguranças ao lado das mesas, para evitar que os estudantes se aproximassem antes de os garçons terem servido tudo. Palavras do segurança: “a gente vai gritar JÁ quando estiver liberado. Aí vocês vão poder disputar entre vocês”.

Parecia mais uma cena do Animal Planet. Animais famintos esperando atacar a presa (a coxinha, no caso). Ao soar do sinal, o ataque a coxinhas, torta de frango, quibe sem carne moída (como eu disse, o contrato com o frigorífico não incluía carne, obviamente) não durou mais de 1 minuto.

Nesses dois dias de vandalismo, eu, com minha destreza, só consegui pegar uma coxinha nesse último coffe-break. Mas teve gente que comia três salgados de uma vez, mordia um pedaço de bolo e segurava um copo de suco, tudo junto. Para não perder a boquinha, claro.

Após esse saldo alimentar tão negativo – ainda mais comparado ao Congresso de Extensão que eu tinha ido semana passada -, veio a boa: o trabalho da Verônica foi considerado um dos dez melhores!
Nossa pesquisa rendeu frutos!
Ah é, o parecerista da Fapesp curtiu também o nosso trabalho. Mas eu ainda não li o parecer, portanto, não posso comentá-lo.

Atrasos e shows rápidos marcam apresentações do Tim Festival




O calor daquela tarde de domingo estava beirando os 30 graus - mas parecia mais de 35 graus na arena Skol, local em que foi realizado o dia principal do Tim Festival deste ano. O início, marcado para as seis e meia da tarde, se deu tranquilamente, sem maiores atrasos.
Começa com Spank, grupo norte-americano que mistura rap com música eletrônica. A banda estava bem articulada e apresentou um show curto, mas bem interessante, daqueles que vale a pena baixar o álbum para conhecer melhor.




Meia hora depois, e entra o grupo britânico Hot Chip, com seu vocalista de voz andrógena e seus integrantes animados, que procuravam interagir com o público. A apresentação foi marcada pela música eletrônica aliada ao rock, mostrando no palco uma banda promissora, que não fica nem um pouco atrás das próximas e esperadas atrações. Os integrantes chegaram a afirmar que os paulistas são "bem melhores" do que os cariocas, uma maneira de alimentar a rixa regionalista e de prender a atenção dos presentes, que ansiavam pela próxima atração: Bjork.

A demora na montagem de palco, somada à música ambiente (provavelmente uma banda do Japão com um som digamos, um tanto destoante do clima do Tim), gerou certo desconforto para os presentes. No entanto, lá estava ela, às nove e meia da noite, quebrando tudo com "Earth Intruders". O palco, montado em estilo moderno e ao mesmo tempo étnico foi uma atração à parte, pois era a representação do novo álbum, Volta, lançado este ano. Bjork pulou, dançou, arriscou um gracioso "obrigatu" a cada fim de música, e agradou. Embora Bjork não tenha feito exatamente uma boa escolha de repertório, pontos altos como as músicas "Declare Independence" e "Wanderlust", do Volta, renderam efeitos visuais que hipnotizaram. A cantora ainda mostrou a voz poderosa nas canções "Pagan Poetry", "Five Years" e "Army of Me".

Mais um longo intervalo, e entra a outra integrante da ala feminina do Tim. Juliette Lewis entra no maior estilo índia "High Tech", mostrando que, sim, a banda é sua. O grupo que a acompanha, "Juliette and the Licks", mal aparecia no telão. A atriz-cantora exagerou na performance: rolou no chão, pulou o tempo todo e ofuscou o objetivo final – a música, um que era "mais do mesmo". Quem estava no fundo mal conseguia ouvir sua voz, de tão baixa.

Já era mais de uma da manhã, quando os Arctic Monkeys entraram. O som da banda que estourou em 2006 estava perfeito, idêntico aos dois álbuns lançados. Só que foi justamente essa semelhança que tornou o show seco, correto demais, ou seja, uma apresentação que fez o público pular, e nada além disso. Os hits, como "I bet that you look good on the dancefloor" e "Fluorescent Adolescent", levantaram o público já cansado.

A demora para o último show do Festival, dos norte-americanos do The Killers, irritou os presentes. Depois de uma hora de espera, a banda entra às quatro da madrugada. Foi o show com repertório bem escolhido, além de visual e banda impecáveis. O vocalista Brendon Flowers fez jus ao título de galã e agradou aos fãs – e às fãs, principalmente, que ficavam dando gritinhos. Várias músicas foram cantadas em coro, como "Sam´s Town", "When you were young" – do último cd, Sam´s Town –, além de "Mr. Brightside" e "Somebody Told me", do Hot Fuss. Após uma hora de show, a banda se despede, sem bis. E o público se conforma com a rápida apresentação – pudera, grande parte dos presentes ia trabalhar direto na segunda-feira, sem descansar nada.

Pontos fortes do Festival:
- havia muitos banheiros no local, o que diminuía a fila;
- a escolha das bandas deste ano superou a dos anos anteriores do Tim Festival;
- as mensagens via celular, mandadas pela platéia, apareciam no telão do Tim, fato que gerava risadas e constrangimentos;

Pontos Fracos do Festival:
- como a organização ousa em proibir máquinas fotográficas? Parece que a organização não entendeu ainda que quase todos os celulares de hoje em dia possuem câmeras digitais acopladas!

- filas imensas para comprar bebida e comida – com preços absurdamente caros. Um copo de água, por exemplo, saía a 5 reais.

- os atrasos entre as bandas, alguns de mais de uma hora, irritaram e cansaram os presentes. No show do The Killers, por exemplo, os técnicos ficaram passando o som às 3 e meia da madrugada!

- a área VIP, na qual por "módicos" 400 reais o indivíduo poderia desfrutar do melhor lugar, bem em frente ao palco, enquanto que a "ralé" (que pagou 200 reais pelo ingresso), ficou muito longe do palco. Essa prática quebra o conceito de festival, que integra as pessoas, tornando-se cada vez mais segregacionista. Daqui a pouco irão surgir outras divisões, cada vez mais caras e inacessíveis.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Mais uma viagem

Daqui a algumas horas irei a outro congresso, o CIC (Congresso de Iniciação Científica). Acho que é a primeira vez que apresentarei a minha pesquisa individualme, mas já estudei tanto a imprensa de Penápolis e etc que nem preciso fazer um roteiro antes...acho.

E daqui a uns 5 minutos um fotógrafo do jornal Bom Dia vem aqui onde estou para tirar uma foto minha. Explico: uma matéria sobre este blog - não é a primeira vez que apareço no jornal por conta dele.
Quando a repórter Suéllen me avisou da matéria, fiquei pensando: quem diria que um dia meu diário virtual se tornaria pauta de um jornal.
Se ficar disponível, coloco a foto aqui. O problema é que estou totalmente sem me arrumar, com cara de "acordei agora". Será que eles usam Photoshop...

terça-feira, outubro 23, 2007

Tropa de elite



Neste sábado, finalmente assisti (no cinema, não no piratão) ao filme “Tropa de Elite”. Assisti porque, além de estar com vontade (claro!), o Brasil hoje parece que se resume a quem viu X quem não viu ‘Tropa de Elite’. Confesso que saí do filme realmente impressionada com a qualidade da produção e da atuação dos atores. Além disso, a trilha sonora é um fator que fez o filme ficar melhor ainda.

Mas acho que a adulação ao "Tropa" está demais, porque, querendo ou não, o final é maniqueísta e babaca. Conto por quê:

- é comprovado cientificamente que a tortura não faz o torturado confessar a verdade, e sim qualquer coisa que o valha, no desespero da vítima. Li isso no livro “Brasil nunca mais”, que aborda as torturas da ditadura militar. Ou seja, essa idéia de que o Capitão Nascimento, com toda sua “valentia”, tenha torturado o jovem até que este confessasse tudo, nada mais é do que pura ficção à là Rambo.

- um erro incorrigível: os jovens “riquinhos” da universidade estão usando roupas da moda atual! Repare na garota Maria que fica com o aspira André. Ela usa roupas da moda 2007, e não 1997! Sem contar o corte modernoso de seu cabelo, com pontas desfiadas e irregulares. Reparem...um erro bizarro.

- A pior omissão do filme é a síndrome do pânico vivida pelo Capitão Nascimento. Não dá para entender que ele tem esse distúrbio psicológico durante o longa – provavelmente para enaltecer ainda mais a figura de nosso “herói”. Digo "herói" porque o suplemento da Folha, o Folhateen, praticamente pautou os jovens de que Nascimento é "o cara".

- o roteirista Rodrigo Pimentel disse em reportagem à Folha (eee assinante) que o filme é mero entretenimento. Então por que não usou elementos menos reais para retratar esse entretenimento? Será que o pessoal do BOPE achou que "Tropa" é entretenimento? Melhor seria se Pimentel dissesse que o filme é sensacionalismo puro.

- e a culpa é de quem? sim, de nós, universitários. Ora, não são somente os jovens que consomem droga! Pára com essa hipocrisia, a maioria das pessoas que conheço da Unesp só bebem uma cerveja e olhe lá (isso que estamos teoricamente "livres" de nossos pais). Além do mais, droga não é sintoma de "filhinho de papai", e sim de um sistema político e econômico que deixa qualquer um desacreditado e com vontade de "fugir" dos problemas. Assim como um pai de família que bebe, uma senhora que vai ao bingo, que também tentam sair da realidade entorpecente em que se encontram. São os vícios, meu caro.


Nossa, acabei com o filme. Mas o pior de tudo é que eu adorei "Tropa de Elite". Parabéns pela polêmica, José Padilha.

Ps: quanto à foto que coloquei, não foi aleatória. Pra mim, essa é a imagem que ficou na minha cabeça por longas horas.
Além de....
"tropa de elite
osso duro de roer
pega um, pega geral
também vai pegar você"
Quem diria que o Tihuana teria um status de banda cool.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Congresso


Acabei de chegar do Congresso de Extensão Universitária da Unesp, com a temática da violência. Foi um tema até que interessante, mas o melhor mesmo foi a estrutura do congresso:

- seis refeições diárias

- coffee break

- coquetel com bebidas e salgadinhos na faixa

- piscina, sauna, salão de jogos, etc
- show com Demônios da Garoa
Achei que ia ser chique, pois já tinha visto no site o hotel Majestic , em Águas de Lindóia. Mas foi muito mais chique do que eu pensava, e acabei lembrando dos gastos inúteis do dinheiro público...Embora meu projeto, o programa Raiz Social da Rádio Unesp Virtual, não tenha ganhado o prêmio, me diverti muito e até que aproveitei o congresso.

Semana que vem vou a outro congresso: o CIC, de iniciação científica. Outro trabalho, outra estrutura de congresso, pois, além de eu ficar em um alojamento com colchonete e etc, vou comer no RU.


Fiquei mal acostumada!...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Preguiça

Três nãos:
Não é possível: estou com muita preguiça esses tempos.
Não tenho a menor vontade de fazer coisas profissionais, como TCC, trabalhos da faculdade, etc. Não sei se é porque estou andando muito de bicicleta (mais ou menos uma hora por dia, todos os dias), ou se é porque estou jogando muito Mario Kart e lendo Harry Potter...

....
Por exemplo, ontem eu tinha um zilhão de coisas a fazer na net, como responder a uns 380 emails. Mas preferi ficar assistindo aos novos clipes de artistas que curto, como Velvet Revolver ou Silverchair.
Ou então, quando vi que tinha relatórios da Fapesp para ler, olhei para o lado e vi a Piauí. Tive dúvidas de qual escolher?
Ok, ok!
Amanhã vou descansar ainda mais: vou viajar para o Congresso de Extensão em Águas de Lindóia, que beleza. Como eu disse para o meu namorado: acho que é a primeira viagem que faço com a Unesp que não preciso levar colchonete, lençol, barraca, toalha e sabonete...

....

Acho que é uma fase de preguiça do pisciano: falei com minha amiga Carol hoje de manhã e ela me confessou que também está com preguiça em excesso. Viva la preguiça!

terça-feira, outubro 09, 2007

E Agora, Ferréz?

Mais uma da novela Huck: ontem, o Ferréz escreveu um artigo na Folha respondendo ao texto do nosso querido espertalhão Luciano Huck. Só que aí que a coisa fedeu, porque, sinceramente, o texto do Ferréz ficou péssimo. Não que eu tenha achado que o artigo incitasse ao crime, como muitos reacionários escreveram no Painel do Leitor do jornal. E sim porque Ferréz escreveu sem argumentos que favorecessem aos excluídos da sociedade. Apenas corroborou ao esquema toma-lá-dá-cá. Algo como "olho por olho, dente por dente" e, sinceramente, não é assim que as coisas funcionam!

A culpa é de quem? De fato, acho que Huck e seus amigos que frequentam a Ilha de Caras muito mais culpados pela situação atual de nosso país do que os assaltantes. Mas uma atitude Robin Hood não muda a situação vigente. Assim como o dono do Caldeirão de Lixo propôs que "lugar de bandido é na cadeia", Ferréz deveria ter proposto algo também.

Enfim, quando eu era fã da revista Caros Amigos, o primeiro texto que eu lia era do Ferréz. Até comprei um livro dele em uma palestra que ele proferiu. Mas o livro que comprei, Capão Pecado, é bem fraquinho...

Bom, mas antes um Ferréz na contracultura do que um Luciano Huck na Caras expondo seu novo filho à mídia.

Não acaba?

Não aguento mais ler o último livro do Harry Potter: estou na página 450 e ainda não aconteceu NADA no livro. Sinto muito para quem ainda não leu e quer ler, afinal, eu não disse nada a respeito, simplesmente porque não teve nenhuma emoção até agora.
Vi que, realmente, a Rowling deixou a desejar na obra: ela está pensando muito como se fosse um filme, roteirizando-o. Li isso ontem, na Folhateen, e notei que, de fato, é isso que acontece durante todas as páginas: descrições muito visuais e pouco aprofundadas.
Quero terminar de ler essa maldição de sete livros e finalmente poder ler Crime e Castigo, ou a Revolução dos Bichos.
........

E, por falar em fim, estou vendendo quase tudo que adquiri em Bauru: escrivaninha, cadeira, criados-mudos, cama, colchão, etc. Colocar o anúncio no mural da Unesp me fez pensar que só faltam dois meses pra acabar a faculdade.
Tenho que pensar em um novo texto para colocar no cabeçalho do meu blog. Pensar na mudança. Me despedir. Vai ser muito, mas muito estranho deixar Bauru. Não tenho a menor idéia do que me espera, e esse destino insólito é a maior novidade da minha vida, porque, até agora, eu tive um caminho a traçar: escolinha, colégio, vestibular, faculdade. E agora?

quinta-feira, outubro 04, 2007

Hum?

O artigo mais idiota da minha vida foi escrito por um cara no mínimo medíocre. Esse cara é o sensacionalista que promoveu "artistas" como Tiazinha, Feiticeira, Índia (era isso?), além das atrações como a imitação barata de Pimp My Ride e Soletrando.
Sim, esse é o cara "bondoso" que paga os impostos devidamente e que tem uma, ora ora, ONG! Ele merece ter um Rolex, né?
Ah sim, merece.
Senhor Luciano Hulk, papai de dois filhos "bem nascidos" e esposo de uma mulher "maravilhosa":
Por que não vai embora do país? Nos livraremos do pior programa de sábado à tarde...

terça-feira, setembro 25, 2007

Campanha por 1 centavo

Quantas vezes você não dispensou um, dois, três, até quatro centavos de troco em alguma compra? Pois é, essa pequena extorsão promovida em praticamente todos os estabelecimentos comerciais (ex: “Posso te dever dois centavos?”), gera lucros imensos a grandes empresas: lembra daquele ditado de que “de grão em grão a galinha enche o sopapo”? Então.
Pensemos: por que o Wal Mart coloca praticamente todos os preços de seus produtos de forma “quebrada”?

Exemplo: macarrão a R$ 1,48; shampoo R$ 4,89, etc.
O lucro dessas empresas por conta dessa prática é imenso, visto que a movimentação de consumidores praticamente não pára. Por isso, seria interessante se a comunidade blogueira fizesse uma campanha para que o troco fosse dado corretamente. Se falta um centavo, peça: é um direito seu.

Chega de extorsão, da pequena corrupção. Exija seus direitos, já.

Ontem eu comprei uma carne seca (porque meu pai pediu, ok? Eu não gosto de cozinhar) no Compre Bem. E a droga estava vencida há quase um mês! Como pode isso? Deveria processar uma empresa irresponsável como essa – que é do grupo Sendas.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Adivinha que banda e essa















Seria o Velvet Revolver?


Nao, a resposta esta ao final.
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Fazia tempo que eu não escrevia sobre musica aqui…O fato e que, pra quem nao sabe, foram lançados vários álbuns nesse segundo semestre. Eis os novos que estou ouvindo loucamente:


- Julliete and the Licks – Four on the floor
- Queens of the Stone Age – Era Vulgaris (não e tão novo)
- Nine inch nails – Year Zero (esse ai, nem falo nada, de tanto que eu ouço)
- Silverchair – Young Modern
-Velvet Revolver - Libertad

E outros mais antigos, como

Police
My Blood Valentine

Calma, calma, tem os nacionais. Alberto, cadê os cds do Tom Zé? Com você, Gabriel? Eu e o Bruno estamos querendo ouvir Danc-eh-sa!

Adivinhou a pergunta inicial?
...Sim, Silverchair. Confesso que não consigo deixar de gostar dessa banda. Faz dez anos que gosto dela, e sempre me surpreendo. O bom do silverchair e que ela se renova, da para perceber as diferenças e os amadurecimentos de Daniel Johns e sua trupe. Esse Young Modern esta uma mistura louca de Silverchair, indie rock, musica clássica, entre outros elementos. E para conferir a mistureba sem medo. E esqueça de Frogstomp.

Sim, sao eles





















Melhorou hein? Que criancada...


terça-feira, setembro 18, 2007

Nicolas Cage

O trocadilho infame para alguém que se acha do exterior, leciona de qualquer jeito e escreve "spready" em vez de "spread", e se acha o economista.
Acha que dá aula e que nós não queremos aula, estamos na picaretagem mesmo.
A carapuça serviu?
Fico triste em saber que doutores da alegria lecionam assim, alunos riem e fingem que aprendem. Por que essa droga de pseudo-docentes ainda resiste? Porque existem alunos que adoram fingir que aprendem.

domingo, setembro 16, 2007

Garçonete


Eis que minha saga do sem dinheiro continua. Eu, que desesperadamente precisava de um capital de giro (até parece, na verdade eu precisava é de dinheiro mesmo), procurei um emprego inusitado: em um restaurante japonês chamado Tayu - por sinal, o mais chique da cidade.
Só que, lendo os comentários deste blog, descubro tardiamente que tenho mais um mês de bolsa Fapesp, como a Lara felizmente me avisou. Acontece que já fechei um "contrato verbal" com o Toninho, chefe dos garçons, e agora tenho que trabalhar por, pelo menos, um mês. Um mês sem finais de semana, andando sete horas sem parar e carregando copos, pratos quentes, couverts e etc para a elite bauruense.

Até que gostei do trabalho, tirando o fato de que nem vejo mais ninguém, não consigo continuar a ler Harry Potter e meus pés latejam de tanta dor. Além disso, meus pés estão praticamente enfaixados, de tantos esparadrapos que coloco nos coitados (se meu ortopedista ler isso, ele me mata, porque tenho que fazer uma cirurgia nos dois pés).

MAIS

Não, ainda não derrubei nenhuma bandeja ou copo.
Sim, já comi sushi e sashimi.
Não, não dá a menor vontade de comer enquanto se está trabalhando, tamanha a correria.
Meus superiores são Ok.
Tem um bicho meu de Jornalismo que também está capengando.
Descobri como levar bandejas cheias.
Chego em casa, tomo banho e capoto.
Não sei se isso é vida - como eu aceito ser explorada desse jeito?

sexta-feira, setembro 14, 2007

Pernilongos!


Tem pernilongos saindo do meu armário!!
Sinceramente, não estou acreditando na quantidade de pernilongos que rondam Bauru ultimamente: eles saem do meu armário, estão no banheiro, nas ruas, embaixo da mesa. É um inferno!
O pior é que ele me picam insanamente, principalmente enquanto tomo banho, ou seja, enquanto estou pelada e sem qualquer repelente.
A coisa está tão feia que, em vez de usar hidratante, uso repelente Autan. Aposto que meu namorado não aguenta mais o cheiro do veneno em mim.
A única diversão real é quando fico tentando matar as desgraçadas(sim, as que picam são as fêmeas) no meu quarto. Dou pulos e me contorço para mata-las e, quando o faço, fico rindo à toa, me sentindo a mais mortal das assassinas. Pra quem tem nojo, toda vez que eu esmago um pernilongo, sai um pouco de sangue dele (provavelmente o meu mesmo, visto que eles moram no armário do meu quarto), o que torna a missão sanguinolenta.

Mas nada, nada é pior do que o zumbido desses insetos desgraçados: eles não me deixam dormir! Pior do que a mordida, é o barulho - como aqueles seres insignificantes conseguem me deixar tão enlouquecida a ponto de xingar o Criador por ter feito animais tão prejudiciais à minha paciência?

quinta-feira, setembro 13, 2007

Money Get Away

Acho que nunca passei tanto perrengue com dinheiro na minha vida, e nunca senti tanto na pele como é “estar sem grana”. Ok, gastei muito mês passado, minha bolsa Fapesp também acabou mês passado, e este mês estou capengando em dinheiro. No entanto, nunca tive de mudar tão radicalmente meus hábitos – o que me dá um certo deleite, pois tenho algum prazer em mudar minha vida, ainda que nos detalhes.

Algumas modificações significativas se deram neste mês, mas devo destacar as mudanças alimentares:

- estou comprando pão de forma tradicional, em vez do integral;

- estou priorizando o chá ao leite, uma vez que este está 50% mais caro;

- não compro mais futilidades, como doces, frutas caras e verduras que estragam rápido (demoro muito para comer as coisas, e elas acabam estragando);

- procuro comer sempre em casa, e já cheguei a ficar três dias almoçando e jantando arroz e feijão, sem me sentir subnutrida ou enjoada.

Quanto a este último tópico, sempre fui assim, desde criança. Lembro de ter ficado cerca de uma semana comendo somente arroz e feijão (no almoço e no jantar. Detalhe: eu não tomava café da manhã), sem qualquer enjôo no meu paladar.

Pensando um pouco com meus botões, percebo que praticamente só como a mesma coisa: pão na chapa, chá, café com leite, pão com queijo quente, arroz, feijão, suco em pó, maçã e banana. Eu simplesmente não vivo sem estes itens vegetarianos. Considerando que não são alimentos caros, posso sobreviver com certa tranqüilidade (ainda que subnutrida) com pouco dinheiro. Além do mais, lembrando a frase do milionário e corrupto Daniel Dantas, que saiu na Piauí, a respeito de “aprimorar o paladar”: “acho uma aporrinhação esse negócio de apurar o paladar. Se consigo gostar de um vinho que encontro em qualquer lugar, porque vou arrumar meu paladar e só ter prazer quando tomar uma coisa rara, de altíssima qualidade? È um contra-senso. É muito mais fácil eu gostar de qualquer coisa”. Concordo.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Dor de cabeça

A dor de cabeça é a dor mais subjetiva que existe, pois sua causa pode ser das mais diversas:
- ressaca
- enxaqueca
- stress
- cansaço
- nervosismo
- tumor (argh)
- meningite (urgh)
- arcada dentária

Este último caso refere-se ao meu, ou seja, ultimamente estou com dor de cabeças frequentes por conta da minha mandíbula. Tenho algo chamado PROBLEMAS NA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR, que requer um aparelho parecido com o de um boxeador.
Enfim, mas a questão é que a dor se manifesta somente quando como chiclete. E eu sou praticamente uma viciada em Trident. Só que não tem jeito: mastigou um Trident, é dor de cabeça na certa. Estou proibida de comer chicletes e afins, mas está difícil, porque gosto muito.
Agora mesmo estou com dor de cabeça, ainda que diminuta, em pleno calor de Bauru.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Arregaçaaa

Dentre as promessas diárias que eu faço, uma vem me prejudicando: a maldita escova de dentes. Nunca vi alguém trocar de escova em menos tempo do que eu - menos de 1 mês! Para ter uma idéia, comprei uma escova para usar em São Paulo, nas minhas "férias" de agosto. E não é que, no último dia, a minha escova estava toda "arregaçada"? Não dava mais para usar, literalmente.
Fiz tudo que foi necessário para aumentar a vida útil da minha escova: comprei a média, depois a dura, a pequena, a grande, a cara, a barata, a amostra grátis. E nada adiantou.
Fui à dentista (eu não tenho uma dentista fixa, sou literalmente uma cobaia exigente), ela olhou meu dente e disse:
- Você escova com força.
Ao que eu, já assustada, confessei:
- Sim, minhas escovas não duram nem um mês.
- Meu Deus, isso não pode continuar, você vai acabar perdendo as gengivas!!
Depois desse "aviso", entrei em pânico. Passei a escovar com o maior cuidado, para não forçar o objeto. Mesmo assim, em vão. Lá se vão as escovinhas...
Comecei a comprar escovas de dente no atacado. Comprava duas, três de uma vez, para ter uma reserva. Ainda que fosse um serviço inutilmente dispendioso, as escovas continuavam sendo estraçalhadas pela minha frenética limpeza bucal.
Depois de muito pensar o motivo de minha mania, descobri que, além de eu ser uma pessoa frenética como minhas escovações, é a minha boca que é pequena demais para os meus dentes, os quais são imensos. Dessa forma, quando quero escovar os dentes do fundo, tenho que estragar a escova, mesmo sem intenção.
Acho que essa desculpa é a melhor que tenho, mas a saga de tentar um aumento na durabilidade das minhas escovas dentais continuarão até que dure mais do que o "recomendado pelos dentistas": dois meses.

domingo, agosto 19, 2007

Assinatura



Em meus deleites de consumo, sonhei que recebi a seguinte carta:
“Prezada Tatiana,

Você acaba de ganhar a assinatura de dez revistas de qualquer lugar do mundo, por 10 anos, totalmente grátis!

Ass.: Gênio da lâmpada”

Eis as revistas que eu assinaria:
- Info
- Le mond
- Rolling Stone
- New Musical Express
- Mojo
- Piauí
- Caros Amigos
- Carta Capital
- TPM
- Saúde

Mas teria que pedir ao gênio que eu virasse uma dona de casa, para poder ler o dia inteiro, tomando suco de goiaba natural e usando moletom.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Gloria

Fazia tempo que eu não me deleitava em um livro, que o devorava, imaginando todas as cenas, sem precisar fazer fichamentos no computador. Fazia muito tempo mesmo – ate porque, sinceramente, romances ainda são meu estilo favorito.
Ontem fiquei lendo, lendo, o dia inteiro, e nem lembrei que tinha um monte de coisas a fazer. Mas foi legal, uma aventura individual, que me senti em Nova Iorque do início do século XX.
Comprei o livro meio sem querer, andando pela Paulista, numa daquelas barraquinhas em que se vendem livros bem baratos mesmo.
- Tem algum livro barato aí? – perguntei, um tanto desinteressada.
- Esse aqui é clássico – e me mostrou o livro Belos e Malditos, de Scott Fitzgerald.
Comprei pela barganha de 5 reais – sim, nem alugar um filme eu consigo com essa grana. Já tinha ouvido falar do autor, mas admito que tenho certo preconceito com autores norte-americanos (prático demais, populares demais, capitalistas demais).
Assim, indo para Suzano de trem, resolvi levar o livro. Li, devorei, em meio às paradas do trem. Li 81 páginas no caminho.
E descobri Gloria, uma personagem que me deu medo. Céus, como me identifiquei. Não fisicamente, até porque ela era loira, de olhos cinzas, ou seja, segundo o livro, a mulher mais linda da cidade. Mas o jeito dela, cada detalhe contado pelo autor, parecia que me desmascarava: desde suas profundas qualidades até seus incontidos defeitos.
Acho que outra personagem que eu me identifiquei de maneira realística-fantástica foi Remédios, do Cem anos de Solidão. Obviamente, o meu livro favorito. Mas Fitzgerald me surpreende em cada frase, e faz tempo que não notava como a construcao de um livro se faz nao somente pelo enredo, mas pela genialidade do autor.

quarta-feira, agosto 15, 2007

CANSACO

Sabe aquela estafa mental que te dá, tamanha a turbulência de coisas acontecendo? Pois é, minhas “férias” (tive alguns dias de contemplação, que passaram voando), já estão praticamente descendo ladeira abaixo, mas enfim, às vezes eu não sei o que é pior: não fazer nada ou fazer milhares de coisas. Ambos, de certa maneira, me deprimem.
Não gosto de ficar vendo TV sendo que poderia estar lendo algo de útil – por vezes me permito os pequenos prazeres: ficar deitada na cama lendo Piauí, Rolling Stone e a Vejinha. Tomar café da manha ao meio-dia, almoçar as cinco da tarde e esquecer-se de jantar. Dar um role pelas ruas, não fazer nada de especial e me divertir andando quilômetros sem parar pelas ruas de São Paulo.
Fora isso...cansa, ah se cansa ficar no msn, olhar clipes no You Tube e ouvir rádio o dia inteiro.

segunda-feira, agosto 13, 2007

1 ano!

Pensei em nao postar sobre isso, mas acho que vou falar sim: ontem fiz um ano de namoro.
Nem parece que, há pouco mais de um ano atrás, o Alberto (!) era apenas um conhecido. Isso é estranho, porque sei lá, na verdade já me passava pela cabeca que um dia eu namoraria ele.
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Antes dele, nunca tinha namorado. E dizem que os primeiros namoros nao duram muito...
Namorar é uma espécie de compromisso voluntário - a gente quer ser preso a alguém, mesmo que isso custe várias mudancas em sua vida...

Nao me considero uma pessoa romantica - achava que eu era, até comecar a namorar. Contudo, considero algumas coisas primordiais num relacionamento: lembrar as datas comemorativas, respeitar o prometido e dar satisfacao. Nao necessariamente nessa ordem.

Exercicio de jornalismo

Minha irma acha que é jornalista e quer postar no meu blog. Ela nao vai conseguir (que faca um ela mesma, ué).
Sabia que tenho mais dois blogs (em construcao)? Depois passo o endereco, mas estou pensando em montar uma equipe - quem estiver interessado, me dá um toque.

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sexta-feira, agosto 10, 2007

Sindrome do cabelo liso

Eu sei que cabelo liso e facil de cuidar, bla bla bla...mas a sindrome do cabelo liso esta demais! Todo mundo fazendo escova progressiva, chapinha, relaxamento, escova de chocolate. Eu, definitivamente, nao sei mais como e o cabelo de ninguem - e a artificialidade esta tao grande que ja da para notar os fios mais encaracolados nascendo na raiz alheia...

Falso, quebrado, arrepiado, curto, longo...o importante e ser liso.
Vamos ter mais personalidade galera?

quarta-feira, agosto 08, 2007

Ferias e buraco

Estou de celular novamente - esse primeiro semestre inteiro praticamente fiquei sem celular, o que nao deixa de ser uma grande experiencia...mas ja deu ne?
E bom voltar a ter celular, a ser "encontrada" a qualquer momento, mas agora eu esqueco de desligar o celular em momentos inoportunos, como cinema e afins.

E nessas ferias estou jogando buraco todos os dias, com a Gabi e a Fe. Velhinhas, se cuidem!