domingo, dezembro 23, 2007

Fim das pilulas de vitaminicas de 2007



São duas da madrugada, acabei de voltar de um churrasco. E, sim, tenho que cumprir algo que todos fazem: escrever sobre o ano que passou!
Ora, vai dizer que você ainda não pensou na listinha dos melhores e piores de 2007?
Vou fazer a minha, rapidamente, pois estou pedindo absurdamente por uma cama aconchegante e limpa.
O que foi bom em 2007:
- shows que fui: Roger Waters (delírio total), Aerosmith, Velvet Revolver, Placebo, Bjork, The Killers, Tom Ze na Unesp, e mais.
- minha pesquisa de iniciação cientifica foi, finalmente, reconhecida: ficamos em terceiro lugar dentre as melhores pesquisas de iniciação cientifica do Brasil pelo Intercom 2007.
- Radiohed
- Greve na Unesp, ocupação da USP, rebeliões na universidades publicas.
- sinceridade, essa foi minha marca de 2007
- projetos, projetos, projetos de vida
- a volta da minha irmã
- viagens, participações em congressos e premiações

Mas, no geral, 2007 foi um ano ruim. Vamos lá:

- já pensou em morar em um local que você odeia? Sim, morei por um ano nesse lugar
- pressão imensa por causa da iniciação cientifica
- não se sentir bem com pessoas que você adorava
- mudança de cidade, mudança de paradigmas, mudanças.
- família e familiares: fonte de problemas em 2007
- nenhuma paz

Por favor: que venha 2008!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Japas loucos

Muito bom esse programa. Pior que todos são assim no Japão!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

MuDeI o TeMpLaTe

Ficou horrivel...nao sei o que fazer!

domingo, dezembro 16, 2007

O Estado da elite

É interessante notar como algumas coisas não mudam. A cidade de São Paulo, que se depara com um grave problema habitacional, abriga cada vez mais pessoas que, não tendo condições de pagar o aluguel e muito menos de pagar a casa própria, são obrigadas a morar nos barracos – ou favelas.

Até aí, é um problema de política pública que deve ser resolvido com urgência pelo Estado, uma vez que está na Constituição brasileira a garantia de moradia a todos.

Mas vamos aos fatos. Na última quarta (dia 13 de dezembro), moradores da Favela Real Parque foram desalojadas sem qualquer aviso prévio da Justiça, a qual alega que os moradores estão vivendo em terreno que pertencia à empresa ligada ao Estado. Assim, em pouco tempo, a Polícia Militar retirou, de forma violenta, os cidadãos que não têm condições financeiras de morar em um terreno próprio – em contraste ao crescente mercado imobiliário na maior cidade do país. Vide os anúncios ininterruptos de condomínios nas páginas dos grandes jornais impressos (mas isso é um outro assunto).

Obviamente, isso não ocorreu sem reação, e os moradores da Favela Real Parque protestaram, fechando vias públicas movimentadas de São Paulo.
Mas a cobertura da grande mídia a respeito do caso foi extremamente medíocre. O enfoque da Folha e do Jornal Nacional, só para falar dos maiores, foi estritamente o “caos” que os “favelados” geraram no trânsito, e esses veículos sequer mencionaram a violência da PM na reintegração de posse, a vulnerabilidade desses moradores e o que acontecerá a eles depois. Sim, só cobriram como recorte o “caos” no trânsito paulistano – que já é um caos, diga-se de passagem.

Para piorar a repercussão, o Estadão de domingo teve a proeza de publicar um editorial no dia 16 de dezembro, intitulado “A questão urbana”. Não só considerou o ato dos moradores da Favela Real Parque meramente como uma lesão à ordem estabelecida, como também enfocou o termo “invasores profissionais”. Isso mesmo que estão lendo, invasores profissionais, como o próprio Estado de São Paulo afirma: são indivíduos que “ocupam determinadas áreas para fazer loteamentos clandestinos, conseguir o “cheque-despejo” de R$ 5 mil da Prefeitura ou obter indenização dos proprietários para sair do local, e estimulam pessoas ingênuas e desinformadas a resistir à execução das ações de reintegração de posse, enfrentando a Polícia Militar e bloqueando vias públicas, com o objetivo de constranger politicamente as autoridades” (grifo nosso).
Para o jornal de ultra direita, a solução é, “obviamente”, “políticas de crédito para a população de baixa renda e construção de conjuntos habitacionais”. Mas o redator enfoca também a necessidade de “maior rigor das autoridades para coibir invasões e evitar que o cumprimento de mandatos de reintegração de posse em áreas ocupadas por invasores profissionais gere graves transtornos para a cidade” (mais um grifo nosso, só para enfatizar).

O mais frustrante vem agora. Após estudar por dois anos um jornal do interior de São Paulo – um impresso de Penápolis da década de 30 (O Penapolese) – notei neste uma vasta gama de editoriais reclamando a atuação dos “falsos mendigos”, ou seja, pessoas que têm como escolha de ocupação o ofício de mendigo, para explorar os “sujeitos de bem”.

Século XXI. Na revista Piauí, uma longa reportagem a respeito da trajetória do grupo Estado, comandado pela família Mesquita. Conquanto haja algumas críticas ao oligopólio comunicacional, na realidade o que a revista faz é tecer elogios de como o Estado se renovou, como a linguagem foi modificada, entre outros aspectos da derrocada do provinciano Estadão à modernidade. Mas será que mudou alguma coisa mesmo? Ou a mídia ainda é voz exclusiva da elite letrada, a mesma do fim do século XIX?

sábado, dezembro 15, 2007

À francesa



Fui embora e não avisei. De fato, não avisei mesmo, e acho que fui a primeira de jornalismo a deixar Bauru.
Meus últimos momentos foram os seguintes:
Terça à noite: termino de empacotar minhas coisas. Eu e meu namorado íamos comemorar nosso 1 ano e 4 meses de namoro, mas a chuva não permitiu sequer que saíssemos de casa.

Quarta de manhã: acordamos, tomamos café da manhã, e termino de arrumar minhas coisas. Despeço-me do Jaime, do Bruno e da Jú. Espero o circular junto ao Alberto. O ônibus chega, e com a garganta presa, nos despedimos.

Não cheguei a chorar, literalmente, mas fiquei bem triste no caminho para sampa. Fiquei mais triste ainda quando vi que teria de pegar um trânsito infernal na entrada para São Paulo, ou seja, fiquei mais de seis horas dentro do ônibus. Detesto me locomover nessa cidade, não sei como a gente agüenta isso.

Continuo confusa com tudo: a minha mudança ainda não chegou, ou seja, está tudo relativamente tranqüilo. Quando chegar, vou ter que caçar espaço para colocar minhas coisas (que não são poucas). Fora arrumar meu quarto, organizar minha vida, parar para pensar um pouco, tirar uma micro férias – de uma semana, ok.

De lembrança de Bauru, são muitas, mas ainda não tive tempo de ter saudades, porque na real eu estava é com saudades de São Paulo mesmo.

Mas sei lá, todos dizem que passa rápido, que não acredita que acabou...mas sinceramente, não sinto isso. Acho que, se eu ficasse mais um ano na faculdade, iria odiar essa idéia. Só continuo uma pós, e olhe lá, porque teria que ser em outra universidade. Fiz tantas coisas nestes quatro anos, aproveitei muito, sofri muito, e aprendi muito. Então, acho que teria poucas coisas a fazer na Unesp.
Um dia, o pessoal do quarto ano estava conversando sobre o quê tinha de arrependimento da faculdade. Sinceramente, não tenho grandes arrependimentos. Talvez eu me arrependa de não ter conhecido melhor meus professores, os quais, aposto, teriam muita coisa a me ensinar. Fora isso, me sinto satisfeita.

Quando a Milena e a Jú, do meu prédio em São Paulo, ficaram sabendo que eu voltei, elas me disseram:
- Mas você vai voltar com freqüência para Bauru, com certeza.

Nem eu parei para pensar nisso.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Assalto

Hoje de madrugada, fui assaltada. Quer dizer, eu e meu namorado fomos assaltados.

Vacilamos muito, é verdade: já passava das três da madrugada, nós nem olhávamos para os lados enquanto caminhávamos....enfim, foi um vacilo que acabou em assalto.

Eu nunca tinha sido assaltada em minha vida toda – e olha que sou de São Paulo, uma cidade teoricamente violenta. Mas foi aqui, em Bauru, nos meus últimos dias de cidade-sanduíche, que fui assaltada por três adolescentes amadores.
Digo amadores porque eles não estavam armados e levaram as coisas erradas, ou melhor, sem grande valor material e pessoal.

Eu e Alberto estávamos caminhando na avenida Nações Unidas (uma das principais de Bauru), quando olhei para trás. Os trombadinhas viram que eu os vi, e então correram em nossa direção e foram pedindo nossas coisas – minha bolsa, inicialmente.

O Alberto estava apenas com uma nota de dois reais no bolso, mas teve de dar também seu celular. Eles pegaram minha bolsa, tiraram os dez reais que tinha lá e eu pedi “pelo amor de Deus, deixem meus documentos!”. Eles deixaram. Pegaram meu celular velhíssimo (para quem não acompanhou, esse era meu quinto celular do ano), que não tinha sequer tela colorida, e largaram minha bolsa. Perguntaram:

- o que é isso?
- É meu aparelho.
- Aparelho de quê?
- De dente. Vocês não vão querer meu aparelho, não é?
- ...E isso?
- Lente de contato.
- Isso é bom, pode ir tirando aí.
- Meu filho, se eu tirar minha lente eu fico cegueta!

Eles não levaram nenhum dos dois itens.

Estava indo embora quando um dos adolescentes indagou:

- E esse tênis aí. É da hora. Pode ir tirando.

Eu respondo:

- Mas é falso!
(não era)

- Pode tirando aí! E você também, vai tirando o tênis!

Tiramos nossos tênis. Eu disse:

- Vai levar a meia também?

Me ignoraram.

- Fica quietinho aí, e se chamar a polícia vai levar tiro!!
Fiquei indignada, me senti o Luciano Huck e seu Rolex, mas obviamente não sou estúpida de escrever um artigo e mandá-lo para a Folha na mesma hora.

Mas hoje, após pensar um pouco sobre o assunto, fazer um BO online e conversar com a polícia, fiquei menos revoltada e mais desconfiada.

Só que, na real, pensei. Pior do que ser assaltada é ser assaltada nas pequenas coisas...como assim?

É você ir ao mercado e eles te cobrarem mais do que o devido, como aconteceu ainda hoje. No supermercado Confiança Max, cobraram-me a mais por um salame. Eu reclamei, e eles disseram que eu estava enganada.

Eu, enganada? Eu não estava enganada!
Fiquei tão revoltada quanto com o assalto, com a diferença de que todos no DesConfiança estavam contra mim. No Brasil, consumidor não tem vez – é a empresa (ou o sistema) que tem razão.

Senti-me duplamente assaltada hoje. E o pior: na segunda vez, não pude chamar a polícia...eu era a marginal.


...........

Ps: reparei que eles pegaram também meu Halls de morango! Ninguém merece.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Meu blog não é engraçado

Cansei de ouvir que meu blog é hilário, que “eu choro de rir com o seu blog”, etc, etc.
Mas sabiam que o Vitamina B não tem como objetivo final ser engraçado? Ou será que minha vida é uma tragédia ambulante?
Na verdade eu não tenho pretensão de ser engraçada, longe disso. Mas tento ser o mais fiel possível da minha realidade.

Engraçado mesmo são os meus diários reais, principalmente de minha infância, cujos problemas que eu enfrentava eram do tipo: “Deus, por favor, me ajude a passar na prova!”, ou “Eu tenho que tirar aquela figurinha do Rei Leão”. Juro: eu não consigo lê-los, porque me dá uma baita vergonha alheia. Vergonha de ser eu!

Acho que vou considerar a idéia de publicar algumas coisas que escrevi quando eu tinha sete anos (idade do meu primeiro diário, dado de presente pela Milena).

Lembrem-me disso, porque acho que até eu vou chorar de rir...
Sendo assim, tenho pretensões de tornar este blog um reduto de seriedade e de filosofia. Para que, daqui a alguns anos, eu não sinta a maior vergonha alheia do mundo.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Agora e pra valer

Oficial: a partir do dia 15, sou uma paulistana novamente. Ou antes, mas nao depois.
Se estou triste por ir embora? Estou, porque significa que uma etapa da minha vida acabou. Mas ao mesmo tempo sei que nao quero mais estar na graduacao. Cansa muito.

Agora, sou uma recem formada. Nova vida, novos problemas.
Sao Paulo, tremei.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Sem retorno

Estava olhando as fotos de antigos churrascos de nossa sala, e reparei como as coisas mudaram: se antes, as garotas usavam minissaias, hoje usam minishorts. Reparou a quantidade de garotas que estão usando shorts pelas ruas?
Há uns três anos atrás, eu só usava shorts para ficar em casa e para andar de bicicleta. Hoje, esses shorts que ficaram mofando em minha gaveta estão disponíveis para encarar inclusive uma balada...

Mas a questão que ficou também ao olhar essas mesmas fotos foi a seguinte: como mudaram as pessoas também! Uns ficaram mais gordos, outros mais magros, e a maioria....mudou de amigo. Mudou de turma, de convivência, de prioridade.

Não sei exatamente o que isso significa - se é um sinal da fragilidade das relações interpessoais, ou se as pessoas mudam tanto, mas tanto, que, em quatro anos, ninguém se reconhece mais.

O mais engraçado é que, daqui a uma semana, estará tudo acabado: TCC, trabalhos, faculdade.
Os supostos melhores anos da vida que vão e não voltam mais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Gosto

Tem alguns blogs que sempre frequento, alem daqueles que sao de meus amigos. Mas considero alguns blogs essenciais para nossa democracia: Conversa Fiada, de Paulo Henrique Amorim, e o Blog do Sakamoto. Ha um post no blog Conversa Fiada em que sao definidas as opinioes e diretrizes do blog. Faco o mesmo, em homenagem a um dos melhores jornalistas da atualidade, que nao tem medo de mostrar a cara.

O VitaminaB nao gosta de:


- Carne Moida, carne cozida e mal passada
- PSDB, DEM, PMDB e filiados
- Destilados
- pessoas apoliticas
- neoliberalismo
- pos modernidade
- Guns n Roses, Rolling Stone, Legiao Urbana e Bob Dylan
- Micareteiros
- kantianos
- fanaticos por carros, academias, raves
- jornal televisivo, principalmente Jornal Nacional
- midia golpista
- metodicos
- medrosos
- leite
- carro
- falar sobre a fajuta crise aerea

Ok, polemicas a parte, vamos a algumas coisas que o VitaminaB gosta:

- emails
- bicicleta
- queijo branco
- jornal impresso
- cinema brasileiro
- emprego publico
- Pink Floyd, Radiohead, Bjork, Nacao Zumbi, Talking Heads, etc
- dormir 8 horas por dia
- escolher pao
- viajar, sempre
- rever amigos
- sentir saudades
- Estado forte
- Carta Capital, Le Monde, Caros Amigos
- brechas no sistema
- nao ter que pentear o cabelo
- amendoim frito

quinta-feira, novembro 22, 2007

In Rainbows


Preciso de idéias, idéias para escrever neste espaço. Estou com um vazio mental, preenchido de coisas desinteressantes ou deprimentes demais para serem ditas aqui.




A única novidade é que estou viciada em Radiohead. Não sei qual é o melhor cd deles até agora – estou em dúvida entre The Bends, OK Computer, Hail to the Thief e In Rainbows.
Ontem eu ouvi duas vezes seguidas o The Bends – quando isso acontece, é sinal de que vai se tornar daquelas “bandas favoritas”, ou seja, nada passageiro.

Ás vezes eu confundo a sonoridade do OkComputer com a do Bends, ainda que eles sejam bem diferentes. Mas a real é que ambos são deprimentes, enérgicos e alegres ao mesmo tempo.

Vejo o quanto eles influenciam as bandas atuais, e como conseguem ser tão ingratos porque nunca vieram ao Brasil.
Pior é que, ano que vem, vou pagar entrada INTEIRA e, provavelmente, a ticketmaster vai cobrar uns 200 reais o lugar mais longe do palco. Só porque são mercenários ao extremo.
Estava no site do allmusic olhando o perfil do Radiohead, e eis que o editor coloca as principais influências do Radiohead:

Suede
The Smiths
Talking Heads
Pink Floyd
R.E.M.
Pixies
Queen
Jane's Addiction
Nirvana

Dessas, sete são bandas que estão entre minhas top, top, top.
Parece que estou sendo customizada..não! Preciso de outras influências musicais, mas não consigo.

terça-feira, novembro 20, 2007

Celulares


Eu ia me desculpar e dizer que faz tempo que não escrevo aqui mas, como 82% dos bloggeiros já fizeram isso - não o faço mais. Só escrevo e ponto.


Venho por meio desta porque não aguento mais os celulares. Nunca vi alguém trocar tanto de celular no mesmo ano do que eu. Este é o QUINTO celular do ano.


Vejamos minha trajetória:

1- meu celular, que tinha cerca de um ano e meio, pifou do nada (sem cair no chão, molhar, etc)

2- fiquei um mês sem celular, até que peguei um bem velho que eu tinha lá em casa e comecei a usá-lo. Quinze dias depois, fui ao Rio de Janeiro e esqueci o velhinho por lá. Fiquei dois meses sem celular.

3- Por conta disso, comprei um aparelho novo, número novo, operadora nova. Tirei da caixa o objeto reluzente. Não funcionava.

4- Troquei por um celular novo, e resolvi trocar ele com a minha irmã.

5- Fui ao Tim Festival, e perdi esse celular.

6- Finalmente, peguei o aparelho do meu pai. Ele é meio velho, mas funciona.

Eu não ligo para a aparência do aparelho, mas preciso de um com funcionalidades, como Tarefas, Despertador, Contador regressivo, Planilha, etc. Quer aparecer com um celular imenso, hightech, que faz tudo inclusive chamadas, então põe uma melancia na cabeça!


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domingo, novembro 11, 2007

Vai um queijinho aí?

Depois do leite adulterado, vem o queijo vendido com a data de validade vencida.
Pessoal, está mais do que na hora de desmistificar a máfia do consumismo!
A verdade é que a maioria dos produtos alimentícios podem, sim, ser comidos muitos dias após a data de validade. Eu sou um exemplo de pessoa que come alimentos vencidos há vários dias.

Olha só os alimentos que como com validade vencida em até um mês:

- queijo amarelo
- pão
- bolacha
- miojo
- suco em pó
- alho
- temperos em geral

E nunca passei mal. Esqueçam da data de validade para esses produtos: a não ser que estejam mofados e fedidos, está valendo - ou melhor, vencendo.
E se eu comesse tudo de acordo com a validade, teria de jogar metade fora - demoro muito para comer os alimentos.

Agora, não vá comer carne, leite, iogurte, frutas e legumes com aparência e data de validades vencidas.
Pode ser tarde demais...

terça-feira, novembro 06, 2007

Tomo leite sistemático


Essa campanha contra o leite me motiva a parar de vez de tomar o terrível líquido branco! Detesto leite desde que nasci, então, essa campanha contra Parmalat e suas comparsas me animam profundamente.

Mas, como em todo sistema há brechas, eu tomo leite, sim. E quase todos os dias! Mas ultimamente estou tomando somente o leite “Terra Viva”, da reforma agrária – leia-se do MST.

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Só que há todo um ritual para que eu tome o leite - e este ritual eu pratico há quase 10 anos. Como funciona?

Primeiro: só tomo leite desnatado das seguintes marcas – em ordem de preferência, respectivamente: Italac, Terra Viva, Lady, Parmalat (parei, parei), Paulista, Elegê. Não tomo de outras marcas.

Segundo: fervo o leite
Só eu, no mundo inteiro, ainda fervo o leite longa vida. Explico: só tomo leite na temperatura do leite fervido – ou seja, muito quente.

Terceiro: côo o leite
É desnatado, mas ainda assim tenho nojo da nata e tenho de coá-lo.

Quarto: coloco o Nescafé Forte. Duas colheres cheias (chá) de café solúvel.
Outras marcas: Café Iguaçu, Melita, etc. Não tenho tanta preferência.

Quinto: adiciono um sache de adoçante em pó. De preferência, Zero Cal.

Sexto: adiciono umas 30 gotas de adoçante líquido – somente Zero Cal.

Sétimo: misturo tudo.

Oitavo: pego duas fatias de pão na chapa e as coloco em um prato pequeno. Tem que ser pequeno, não pode ser normal.

Nono: levo para a mesa a xícara e o prato.

Décimo: finalmente, como e leio jornal ao mesmo tempo.

Ufa!
Só assim que eu tomo leite – nem adianta oferecer!

quarta-feira, outubro 31, 2007

Por uma TRiz treza

Fazia tempos que eu não chorava como chorei hoje. Pudera: junta tristeza, TPM, medo e etc – ataques de choro na certa. Eu não consigo chorar “mais ou menos”, tipo quando minha mãe, ao ver novela, chora: algo como “lagrimas de crocodilo”. Eu choro pra valer! Não tenha medo, essa é uma das sensações mais plenas e fortes: de tão ruim, você expele o sentimento em forma de lágrimas.

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Sabe o que é pior? Chorar e ouvir música deprimente. Não tem coisa pior do que isso! Mas eu, como todo masoquista, não agüento e coloco a musica da depressão. Claro que cada momento e situação têm sua música da depressão. Mas eis meu top 5 deste momento “tristeza”:

- Changes – Black Sabbatth
- Precious – Depeche Mode
- Sometimes – My Blood Valentine
- Whit a Little Help from my friends – Joe Cocker
- What it is - Mark Knopfler


….. PQP hoje é aquele maldito jogo do São Paulo! Não poderei curtir minha bad em paz?

segunda-feira, outubro 29, 2007

A verdade do Tim Festival

Postei várias coisas juntas. É que vou postar, rapidamente, a real do Tim Festival, sem linguagem jornalística, como o post anterior.

Saldos finais:

- as duas bandas que abriram, Hot Chip e Spank, são melhores do que The Killers e, especialmente, Arctic Monkeys e Juliette and the Licks.

- dou três anos para ninguém mais se lembrar de Juliette and the Licks (volta pro cinema, Juliette).

- dou no máximo, estourando, 4 anos para ninguém lembrar de Arctic Monkeys.

- quanto ao The Killers, dou cinco anos para vê-los tocar em algum cassino de Las Vegas por 1000 dólares a noite.

- a Bjork é sensacional, mas não sabe escolher repertório para Festivais. Faltou mais Post e Verpertine.

- nem tinha tanto indie assim no Tim. Tinha gente com camiseta do Pink Floyd, além de tiozinhos. Provavelmente, para ver a Bjork.

- a Juliette é uma poser. Cante mais, role menos no chão.

- Arctic Monkeys, muito estáticos. Tocar e cantar com aquela vontade...prefiro pegar o cd e deixar rolar.

- como eu fiquei na grade no show da Bjork, me perdi de todo mundo que estava andando comigo. Fiquei sem celular, o maior desespero. Mas liguei para o telefone da minha irmã usando celular de desconhecidos.

- tem gente que eu conheço que entrou na Área Vip (a escória dos Festivais) na miúda. Né ......?

Um congresso pela coxinha

A pedidos (não é Lara?), vou escrever rapidamente sobre o melhor Congresso da Unesp: o CIC, Congresso de Iniciação Cientifica da Unesp, realizado nos dias 25 e 26 de novembro.
A minha área, de Humanas, aconteceu em Araraquara.
Depois de lead burocrático, vamos ao que interessa: as coisas bizarras que aconteceram durante esses dois dias.
Eu, a Verônica e a Lara (personagens principais da trama. Conto por quê: além de fazermos pesquisas juntas no mesmo grupo, somos amigas) chegamos à Unesp às 4:40 da madrugada. Esqueci, a Lara não. Ela acordou atrasada e chegou de mototaxi, molhada de chuva.

Chegamos ä cidade de Zé Celso, morrendo de sono. A viagem de três horas até que foi rápida, considerando que todos no ônibus roncaram do começo ao fim da viagem.
E em Araraquara começa a confusão, porque estávamos todos com fome, sede, etc. Acontece que todos os 500 participantes de todos os campi da Unesp estavam com fome também.

Ainda bem que tinha o famoso coffee-break (por que a universidade pública adotou esse estrangeirismo ridículo? Não entendi) para alegrar a galera. E o coffe-break era estranho: tinha coxinha, quibe, torta de frango e laranjada. Não, eu não quis dizer que era um coffee-break de pobre, mas vocês não perceberam que coxinha, quibe e torta de frango não são alimentos a serem consumidos às oito da manha, são?
Enfim, mas a fome era grande, justificável. E os garçons foram literalmente atacados pelos estudantes que queriam comer.

Eu e minhas companheiras temos de admitir que, logo após a comilança (comi três coxinhas e um pedaço de bolo), voltamos ao ônibus para dormir. Justificativa: estava chovendo, frio, sono, e um pouco de desinteresse.

Acordamos, enrolamos um pouco pelo campus, e fomos almoçar no RU. Já desanimou, porque tinha uma fila de 40 minutos para comermos a seguinte refeição: espetinho de frango, polenta esquisita, arroz azedo, feijão sem tempero, um monte de tomates. E só.

O que os congressistas pensaram? “A comida do almoço é ruim, não vai ter janta incluída. O que fazer? Comer um monte de coxinhas no coffee-break!”.
Eu pensei isso, pelo menos. Acontece que não fui a única a pensar desse jeito. Às três da tarde, outro coffee-break. E o ataque às coxinhas foi mais violento: os garçons mal podiam passar que eram atacados pelos devoradores de coxinha. Dava para ver a irritação dos garçons diante da selvageria provocada pelos universitários.

Depois de um dia chato, fomos ao alojamento. Umas 350 pessoas para um chuveiro quente. Fiquei mais de uma hora na fila para tomar uma ducha com vários besouros voando em volta de mim.

Como ninguém é de ferro, eu, Verônica e Lara fomos tomar uma cerveja com amendoim frito e gorduroso. Conversamos sobre nossa pesquisa, astrologia, e etc. Fomos dormir, porque no dia seguinte teríamos de acordar às seis da manhã.

Acordamos, e o cardápio do café da manha? Pão com manteiga genérica, laranjada, bolo de caixinha e café azedo.
Ninguém comeu com vontade, imaginando que o coffe-break nos alimentasse devidamente (a Lara não pensou isso, porque ela é vegetariana. Aliás, parabéns à organização por fazer tudo com frango. Com certeza fizeram um acordo com um frigorífico para a alimentação do CIC, dispensando os vegetarianos).

Chegada a hora, uma surpresa: seguranças ao lado das mesas, para evitar que os estudantes se aproximassem antes de os garçons terem servido tudo. Palavras do segurança: “a gente vai gritar JÁ quando estiver liberado. Aí vocês vão poder disputar entre vocês”.

Parecia mais uma cena do Animal Planet. Animais famintos esperando atacar a presa (a coxinha, no caso). Ao soar do sinal, o ataque a coxinhas, torta de frango, quibe sem carne moída (como eu disse, o contrato com o frigorífico não incluía carne, obviamente) não durou mais de 1 minuto.

Nesses dois dias de vandalismo, eu, com minha destreza, só consegui pegar uma coxinha nesse último coffe-break. Mas teve gente que comia três salgados de uma vez, mordia um pedaço de bolo e segurava um copo de suco, tudo junto. Para não perder a boquinha, claro.

Após esse saldo alimentar tão negativo – ainda mais comparado ao Congresso de Extensão que eu tinha ido semana passada -, veio a boa: o trabalho da Verônica foi considerado um dos dez melhores!
Nossa pesquisa rendeu frutos!
Ah é, o parecerista da Fapesp curtiu também o nosso trabalho. Mas eu ainda não li o parecer, portanto, não posso comentá-lo.

Atrasos e shows rápidos marcam apresentações do Tim Festival




O calor daquela tarde de domingo estava beirando os 30 graus - mas parecia mais de 35 graus na arena Skol, local em que foi realizado o dia principal do Tim Festival deste ano. O início, marcado para as seis e meia da tarde, se deu tranquilamente, sem maiores atrasos.
Começa com Spank, grupo norte-americano que mistura rap com música eletrônica. A banda estava bem articulada e apresentou um show curto, mas bem interessante, daqueles que vale a pena baixar o álbum para conhecer melhor.




Meia hora depois, e entra o grupo britânico Hot Chip, com seu vocalista de voz andrógena e seus integrantes animados, que procuravam interagir com o público. A apresentação foi marcada pela música eletrônica aliada ao rock, mostrando no palco uma banda promissora, que não fica nem um pouco atrás das próximas e esperadas atrações. Os integrantes chegaram a afirmar que os paulistas são "bem melhores" do que os cariocas, uma maneira de alimentar a rixa regionalista e de prender a atenção dos presentes, que ansiavam pela próxima atração: Bjork.

A demora na montagem de palco, somada à música ambiente (provavelmente uma banda do Japão com um som digamos, um tanto destoante do clima do Tim), gerou certo desconforto para os presentes. No entanto, lá estava ela, às nove e meia da noite, quebrando tudo com "Earth Intruders". O palco, montado em estilo moderno e ao mesmo tempo étnico foi uma atração à parte, pois era a representação do novo álbum, Volta, lançado este ano. Bjork pulou, dançou, arriscou um gracioso "obrigatu" a cada fim de música, e agradou. Embora Bjork não tenha feito exatamente uma boa escolha de repertório, pontos altos como as músicas "Declare Independence" e "Wanderlust", do Volta, renderam efeitos visuais que hipnotizaram. A cantora ainda mostrou a voz poderosa nas canções "Pagan Poetry", "Five Years" e "Army of Me".

Mais um longo intervalo, e entra a outra integrante da ala feminina do Tim. Juliette Lewis entra no maior estilo índia "High Tech", mostrando que, sim, a banda é sua. O grupo que a acompanha, "Juliette and the Licks", mal aparecia no telão. A atriz-cantora exagerou na performance: rolou no chão, pulou o tempo todo e ofuscou o objetivo final – a música, um que era "mais do mesmo". Quem estava no fundo mal conseguia ouvir sua voz, de tão baixa.

Já era mais de uma da manhã, quando os Arctic Monkeys entraram. O som da banda que estourou em 2006 estava perfeito, idêntico aos dois álbuns lançados. Só que foi justamente essa semelhança que tornou o show seco, correto demais, ou seja, uma apresentação que fez o público pular, e nada além disso. Os hits, como "I bet that you look good on the dancefloor" e "Fluorescent Adolescent", levantaram o público já cansado.

A demora para o último show do Festival, dos norte-americanos do The Killers, irritou os presentes. Depois de uma hora de espera, a banda entra às quatro da madrugada. Foi o show com repertório bem escolhido, além de visual e banda impecáveis. O vocalista Brendon Flowers fez jus ao título de galã e agradou aos fãs – e às fãs, principalmente, que ficavam dando gritinhos. Várias músicas foram cantadas em coro, como "Sam´s Town", "When you were young" – do último cd, Sam´s Town –, além de "Mr. Brightside" e "Somebody Told me", do Hot Fuss. Após uma hora de show, a banda se despede, sem bis. E o público se conforma com a rápida apresentação – pudera, grande parte dos presentes ia trabalhar direto na segunda-feira, sem descansar nada.

Pontos fortes do Festival:
- havia muitos banheiros no local, o que diminuía a fila;
- a escolha das bandas deste ano superou a dos anos anteriores do Tim Festival;
- as mensagens via celular, mandadas pela platéia, apareciam no telão do Tim, fato que gerava risadas e constrangimentos;

Pontos Fracos do Festival:
- como a organização ousa em proibir máquinas fotográficas? Parece que a organização não entendeu ainda que quase todos os celulares de hoje em dia possuem câmeras digitais acopladas!

- filas imensas para comprar bebida e comida – com preços absurdamente caros. Um copo de água, por exemplo, saía a 5 reais.

- os atrasos entre as bandas, alguns de mais de uma hora, irritaram e cansaram os presentes. No show do The Killers, por exemplo, os técnicos ficaram passando o som às 3 e meia da madrugada!

- a área VIP, na qual por "módicos" 400 reais o indivíduo poderia desfrutar do melhor lugar, bem em frente ao palco, enquanto que a "ralé" (que pagou 200 reais pelo ingresso), ficou muito longe do palco. Essa prática quebra o conceito de festival, que integra as pessoas, tornando-se cada vez mais segregacionista. Daqui a pouco irão surgir outras divisões, cada vez mais caras e inacessíveis.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Mais uma viagem

Daqui a algumas horas irei a outro congresso, o CIC (Congresso de Iniciação Científica). Acho que é a primeira vez que apresentarei a minha pesquisa individualme, mas já estudei tanto a imprensa de Penápolis e etc que nem preciso fazer um roteiro antes...acho.

E daqui a uns 5 minutos um fotógrafo do jornal Bom Dia vem aqui onde estou para tirar uma foto minha. Explico: uma matéria sobre este blog - não é a primeira vez que apareço no jornal por conta dele.
Quando a repórter Suéllen me avisou da matéria, fiquei pensando: quem diria que um dia meu diário virtual se tornaria pauta de um jornal.
Se ficar disponível, coloco a foto aqui. O problema é que estou totalmente sem me arrumar, com cara de "acordei agora". Será que eles usam Photoshop...

terça-feira, outubro 23, 2007

Tropa de elite



Neste sábado, finalmente assisti (no cinema, não no piratão) ao filme “Tropa de Elite”. Assisti porque, além de estar com vontade (claro!), o Brasil hoje parece que se resume a quem viu X quem não viu ‘Tropa de Elite’. Confesso que saí do filme realmente impressionada com a qualidade da produção e da atuação dos atores. Além disso, a trilha sonora é um fator que fez o filme ficar melhor ainda.

Mas acho que a adulação ao "Tropa" está demais, porque, querendo ou não, o final é maniqueísta e babaca. Conto por quê:

- é comprovado cientificamente que a tortura não faz o torturado confessar a verdade, e sim qualquer coisa que o valha, no desespero da vítima. Li isso no livro “Brasil nunca mais”, que aborda as torturas da ditadura militar. Ou seja, essa idéia de que o Capitão Nascimento, com toda sua “valentia”, tenha torturado o jovem até que este confessasse tudo, nada mais é do que pura ficção à là Rambo.

- um erro incorrigível: os jovens “riquinhos” da universidade estão usando roupas da moda atual! Repare na garota Maria que fica com o aspira André. Ela usa roupas da moda 2007, e não 1997! Sem contar o corte modernoso de seu cabelo, com pontas desfiadas e irregulares. Reparem...um erro bizarro.

- A pior omissão do filme é a síndrome do pânico vivida pelo Capitão Nascimento. Não dá para entender que ele tem esse distúrbio psicológico durante o longa – provavelmente para enaltecer ainda mais a figura de nosso “herói”. Digo "herói" porque o suplemento da Folha, o Folhateen, praticamente pautou os jovens de que Nascimento é "o cara".

- o roteirista Rodrigo Pimentel disse em reportagem à Folha (eee assinante) que o filme é mero entretenimento. Então por que não usou elementos menos reais para retratar esse entretenimento? Será que o pessoal do BOPE achou que "Tropa" é entretenimento? Melhor seria se Pimentel dissesse que o filme é sensacionalismo puro.

- e a culpa é de quem? sim, de nós, universitários. Ora, não são somente os jovens que consomem droga! Pára com essa hipocrisia, a maioria das pessoas que conheço da Unesp só bebem uma cerveja e olhe lá (isso que estamos teoricamente "livres" de nossos pais). Além do mais, droga não é sintoma de "filhinho de papai", e sim de um sistema político e econômico que deixa qualquer um desacreditado e com vontade de "fugir" dos problemas. Assim como um pai de família que bebe, uma senhora que vai ao bingo, que também tentam sair da realidade entorpecente em que se encontram. São os vícios, meu caro.


Nossa, acabei com o filme. Mas o pior de tudo é que eu adorei "Tropa de Elite". Parabéns pela polêmica, José Padilha.

Ps: quanto à foto que coloquei, não foi aleatória. Pra mim, essa é a imagem que ficou na minha cabeça por longas horas.
Além de....
"tropa de elite
osso duro de roer
pega um, pega geral
também vai pegar você"
Quem diria que o Tihuana teria um status de banda cool.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Congresso


Acabei de chegar do Congresso de Extensão Universitária da Unesp, com a temática da violência. Foi um tema até que interessante, mas o melhor mesmo foi a estrutura do congresso:

- seis refeições diárias

- coffee break

- coquetel com bebidas e salgadinhos na faixa

- piscina, sauna, salão de jogos, etc
- show com Demônios da Garoa
Achei que ia ser chique, pois já tinha visto no site o hotel Majestic , em Águas de Lindóia. Mas foi muito mais chique do que eu pensava, e acabei lembrando dos gastos inúteis do dinheiro público...Embora meu projeto, o programa Raiz Social da Rádio Unesp Virtual, não tenha ganhado o prêmio, me diverti muito e até que aproveitei o congresso.

Semana que vem vou a outro congresso: o CIC, de iniciação científica. Outro trabalho, outra estrutura de congresso, pois, além de eu ficar em um alojamento com colchonete e etc, vou comer no RU.


Fiquei mal acostumada!...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Preguiça

Três nãos:
Não é possível: estou com muita preguiça esses tempos.
Não tenho a menor vontade de fazer coisas profissionais, como TCC, trabalhos da faculdade, etc. Não sei se é porque estou andando muito de bicicleta (mais ou menos uma hora por dia, todos os dias), ou se é porque estou jogando muito Mario Kart e lendo Harry Potter...

....
Por exemplo, ontem eu tinha um zilhão de coisas a fazer na net, como responder a uns 380 emails. Mas preferi ficar assistindo aos novos clipes de artistas que curto, como Velvet Revolver ou Silverchair.
Ou então, quando vi que tinha relatórios da Fapesp para ler, olhei para o lado e vi a Piauí. Tive dúvidas de qual escolher?
Ok, ok!
Amanhã vou descansar ainda mais: vou viajar para o Congresso de Extensão em Águas de Lindóia, que beleza. Como eu disse para o meu namorado: acho que é a primeira viagem que faço com a Unesp que não preciso levar colchonete, lençol, barraca, toalha e sabonete...

....

Acho que é uma fase de preguiça do pisciano: falei com minha amiga Carol hoje de manhã e ela me confessou que também está com preguiça em excesso. Viva la preguiça!

terça-feira, outubro 09, 2007

E Agora, Ferréz?

Mais uma da novela Huck: ontem, o Ferréz escreveu um artigo na Folha respondendo ao texto do nosso querido espertalhão Luciano Huck. Só que aí que a coisa fedeu, porque, sinceramente, o texto do Ferréz ficou péssimo. Não que eu tenha achado que o artigo incitasse ao crime, como muitos reacionários escreveram no Painel do Leitor do jornal. E sim porque Ferréz escreveu sem argumentos que favorecessem aos excluídos da sociedade. Apenas corroborou ao esquema toma-lá-dá-cá. Algo como "olho por olho, dente por dente" e, sinceramente, não é assim que as coisas funcionam!

A culpa é de quem? De fato, acho que Huck e seus amigos que frequentam a Ilha de Caras muito mais culpados pela situação atual de nosso país do que os assaltantes. Mas uma atitude Robin Hood não muda a situação vigente. Assim como o dono do Caldeirão de Lixo propôs que "lugar de bandido é na cadeia", Ferréz deveria ter proposto algo também.

Enfim, quando eu era fã da revista Caros Amigos, o primeiro texto que eu lia era do Ferréz. Até comprei um livro dele em uma palestra que ele proferiu. Mas o livro que comprei, Capão Pecado, é bem fraquinho...

Bom, mas antes um Ferréz na contracultura do que um Luciano Huck na Caras expondo seu novo filho à mídia.

Não acaba?

Não aguento mais ler o último livro do Harry Potter: estou na página 450 e ainda não aconteceu NADA no livro. Sinto muito para quem ainda não leu e quer ler, afinal, eu não disse nada a respeito, simplesmente porque não teve nenhuma emoção até agora.
Vi que, realmente, a Rowling deixou a desejar na obra: ela está pensando muito como se fosse um filme, roteirizando-o. Li isso ontem, na Folhateen, e notei que, de fato, é isso que acontece durante todas as páginas: descrições muito visuais e pouco aprofundadas.
Quero terminar de ler essa maldição de sete livros e finalmente poder ler Crime e Castigo, ou a Revolução dos Bichos.
........

E, por falar em fim, estou vendendo quase tudo que adquiri em Bauru: escrivaninha, cadeira, criados-mudos, cama, colchão, etc. Colocar o anúncio no mural da Unesp me fez pensar que só faltam dois meses pra acabar a faculdade.
Tenho que pensar em um novo texto para colocar no cabeçalho do meu blog. Pensar na mudança. Me despedir. Vai ser muito, mas muito estranho deixar Bauru. Não tenho a menor idéia do que me espera, e esse destino insólito é a maior novidade da minha vida, porque, até agora, eu tive um caminho a traçar: escolinha, colégio, vestibular, faculdade. E agora?

quinta-feira, outubro 04, 2007

Hum?

O artigo mais idiota da minha vida foi escrito por um cara no mínimo medíocre. Esse cara é o sensacionalista que promoveu "artistas" como Tiazinha, Feiticeira, Índia (era isso?), além das atrações como a imitação barata de Pimp My Ride e Soletrando.
Sim, esse é o cara "bondoso" que paga os impostos devidamente e que tem uma, ora ora, ONG! Ele merece ter um Rolex, né?
Ah sim, merece.
Senhor Luciano Hulk, papai de dois filhos "bem nascidos" e esposo de uma mulher "maravilhosa":
Por que não vai embora do país? Nos livraremos do pior programa de sábado à tarde...

terça-feira, setembro 25, 2007

Campanha por 1 centavo

Quantas vezes você não dispensou um, dois, três, até quatro centavos de troco em alguma compra? Pois é, essa pequena extorsão promovida em praticamente todos os estabelecimentos comerciais (ex: “Posso te dever dois centavos?”), gera lucros imensos a grandes empresas: lembra daquele ditado de que “de grão em grão a galinha enche o sopapo”? Então.
Pensemos: por que o Wal Mart coloca praticamente todos os preços de seus produtos de forma “quebrada”?

Exemplo: macarrão a R$ 1,48; shampoo R$ 4,89, etc.
O lucro dessas empresas por conta dessa prática é imenso, visto que a movimentação de consumidores praticamente não pára. Por isso, seria interessante se a comunidade blogueira fizesse uma campanha para que o troco fosse dado corretamente. Se falta um centavo, peça: é um direito seu.

Chega de extorsão, da pequena corrupção. Exija seus direitos, já.

Ontem eu comprei uma carne seca (porque meu pai pediu, ok? Eu não gosto de cozinhar) no Compre Bem. E a droga estava vencida há quase um mês! Como pode isso? Deveria processar uma empresa irresponsável como essa – que é do grupo Sendas.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Adivinha que banda e essa















Seria o Velvet Revolver?


Nao, a resposta esta ao final.
................................
Fazia tempo que eu não escrevia sobre musica aqui…O fato e que, pra quem nao sabe, foram lançados vários álbuns nesse segundo semestre. Eis os novos que estou ouvindo loucamente:


- Julliete and the Licks – Four on the floor
- Queens of the Stone Age – Era Vulgaris (não e tão novo)
- Nine inch nails – Year Zero (esse ai, nem falo nada, de tanto que eu ouço)
- Silverchair – Young Modern
-Velvet Revolver - Libertad

E outros mais antigos, como

Police
My Blood Valentine

Calma, calma, tem os nacionais. Alberto, cadê os cds do Tom Zé? Com você, Gabriel? Eu e o Bruno estamos querendo ouvir Danc-eh-sa!

Adivinhou a pergunta inicial?
...Sim, Silverchair. Confesso que não consigo deixar de gostar dessa banda. Faz dez anos que gosto dela, e sempre me surpreendo. O bom do silverchair e que ela se renova, da para perceber as diferenças e os amadurecimentos de Daniel Johns e sua trupe. Esse Young Modern esta uma mistura louca de Silverchair, indie rock, musica clássica, entre outros elementos. E para conferir a mistureba sem medo. E esqueça de Frogstomp.

Sim, sao eles





















Melhorou hein? Que criancada...


terça-feira, setembro 18, 2007

Nicolas Cage

O trocadilho infame para alguém que se acha do exterior, leciona de qualquer jeito e escreve "spready" em vez de "spread", e se acha o economista.
Acha que dá aula e que nós não queremos aula, estamos na picaretagem mesmo.
A carapuça serviu?
Fico triste em saber que doutores da alegria lecionam assim, alunos riem e fingem que aprendem. Por que essa droga de pseudo-docentes ainda resiste? Porque existem alunos que adoram fingir que aprendem.

domingo, setembro 16, 2007

Garçonete


Eis que minha saga do sem dinheiro continua. Eu, que desesperadamente precisava de um capital de giro (até parece, na verdade eu precisava é de dinheiro mesmo), procurei um emprego inusitado: em um restaurante japonês chamado Tayu - por sinal, o mais chique da cidade.
Só que, lendo os comentários deste blog, descubro tardiamente que tenho mais um mês de bolsa Fapesp, como a Lara felizmente me avisou. Acontece que já fechei um "contrato verbal" com o Toninho, chefe dos garçons, e agora tenho que trabalhar por, pelo menos, um mês. Um mês sem finais de semana, andando sete horas sem parar e carregando copos, pratos quentes, couverts e etc para a elite bauruense.

Até que gostei do trabalho, tirando o fato de que nem vejo mais ninguém, não consigo continuar a ler Harry Potter e meus pés latejam de tanta dor. Além disso, meus pés estão praticamente enfaixados, de tantos esparadrapos que coloco nos coitados (se meu ortopedista ler isso, ele me mata, porque tenho que fazer uma cirurgia nos dois pés).

MAIS

Não, ainda não derrubei nenhuma bandeja ou copo.
Sim, já comi sushi e sashimi.
Não, não dá a menor vontade de comer enquanto se está trabalhando, tamanha a correria.
Meus superiores são Ok.
Tem um bicho meu de Jornalismo que também está capengando.
Descobri como levar bandejas cheias.
Chego em casa, tomo banho e capoto.
Não sei se isso é vida - como eu aceito ser explorada desse jeito?

sexta-feira, setembro 14, 2007

Pernilongos!


Tem pernilongos saindo do meu armário!!
Sinceramente, não estou acreditando na quantidade de pernilongos que rondam Bauru ultimamente: eles saem do meu armário, estão no banheiro, nas ruas, embaixo da mesa. É um inferno!
O pior é que ele me picam insanamente, principalmente enquanto tomo banho, ou seja, enquanto estou pelada e sem qualquer repelente.
A coisa está tão feia que, em vez de usar hidratante, uso repelente Autan. Aposto que meu namorado não aguenta mais o cheiro do veneno em mim.
A única diversão real é quando fico tentando matar as desgraçadas(sim, as que picam são as fêmeas) no meu quarto. Dou pulos e me contorço para mata-las e, quando o faço, fico rindo à toa, me sentindo a mais mortal das assassinas. Pra quem tem nojo, toda vez que eu esmago um pernilongo, sai um pouco de sangue dele (provavelmente o meu mesmo, visto que eles moram no armário do meu quarto), o que torna a missão sanguinolenta.

Mas nada, nada é pior do que o zumbido desses insetos desgraçados: eles não me deixam dormir! Pior do que a mordida, é o barulho - como aqueles seres insignificantes conseguem me deixar tão enlouquecida a ponto de xingar o Criador por ter feito animais tão prejudiciais à minha paciência?

quinta-feira, setembro 13, 2007

Money Get Away

Acho que nunca passei tanto perrengue com dinheiro na minha vida, e nunca senti tanto na pele como é “estar sem grana”. Ok, gastei muito mês passado, minha bolsa Fapesp também acabou mês passado, e este mês estou capengando em dinheiro. No entanto, nunca tive de mudar tão radicalmente meus hábitos – o que me dá um certo deleite, pois tenho algum prazer em mudar minha vida, ainda que nos detalhes.

Algumas modificações significativas se deram neste mês, mas devo destacar as mudanças alimentares:

- estou comprando pão de forma tradicional, em vez do integral;

- estou priorizando o chá ao leite, uma vez que este está 50% mais caro;

- não compro mais futilidades, como doces, frutas caras e verduras que estragam rápido (demoro muito para comer as coisas, e elas acabam estragando);

- procuro comer sempre em casa, e já cheguei a ficar três dias almoçando e jantando arroz e feijão, sem me sentir subnutrida ou enjoada.

Quanto a este último tópico, sempre fui assim, desde criança. Lembro de ter ficado cerca de uma semana comendo somente arroz e feijão (no almoço e no jantar. Detalhe: eu não tomava café da manhã), sem qualquer enjôo no meu paladar.

Pensando um pouco com meus botões, percebo que praticamente só como a mesma coisa: pão na chapa, chá, café com leite, pão com queijo quente, arroz, feijão, suco em pó, maçã e banana. Eu simplesmente não vivo sem estes itens vegetarianos. Considerando que não são alimentos caros, posso sobreviver com certa tranqüilidade (ainda que subnutrida) com pouco dinheiro. Além do mais, lembrando a frase do milionário e corrupto Daniel Dantas, que saiu na Piauí, a respeito de “aprimorar o paladar”: “acho uma aporrinhação esse negócio de apurar o paladar. Se consigo gostar de um vinho que encontro em qualquer lugar, porque vou arrumar meu paladar e só ter prazer quando tomar uma coisa rara, de altíssima qualidade? È um contra-senso. É muito mais fácil eu gostar de qualquer coisa”. Concordo.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Dor de cabeça

A dor de cabeça é a dor mais subjetiva que existe, pois sua causa pode ser das mais diversas:
- ressaca
- enxaqueca
- stress
- cansaço
- nervosismo
- tumor (argh)
- meningite (urgh)
- arcada dentária

Este último caso refere-se ao meu, ou seja, ultimamente estou com dor de cabeças frequentes por conta da minha mandíbula. Tenho algo chamado PROBLEMAS NA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR, que requer um aparelho parecido com o de um boxeador.
Enfim, mas a questão é que a dor se manifesta somente quando como chiclete. E eu sou praticamente uma viciada em Trident. Só que não tem jeito: mastigou um Trident, é dor de cabeça na certa. Estou proibida de comer chicletes e afins, mas está difícil, porque gosto muito.
Agora mesmo estou com dor de cabeça, ainda que diminuta, em pleno calor de Bauru.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Arregaçaaa

Dentre as promessas diárias que eu faço, uma vem me prejudicando: a maldita escova de dentes. Nunca vi alguém trocar de escova em menos tempo do que eu - menos de 1 mês! Para ter uma idéia, comprei uma escova para usar em São Paulo, nas minhas "férias" de agosto. E não é que, no último dia, a minha escova estava toda "arregaçada"? Não dava mais para usar, literalmente.
Fiz tudo que foi necessário para aumentar a vida útil da minha escova: comprei a média, depois a dura, a pequena, a grande, a cara, a barata, a amostra grátis. E nada adiantou.
Fui à dentista (eu não tenho uma dentista fixa, sou literalmente uma cobaia exigente), ela olhou meu dente e disse:
- Você escova com força.
Ao que eu, já assustada, confessei:
- Sim, minhas escovas não duram nem um mês.
- Meu Deus, isso não pode continuar, você vai acabar perdendo as gengivas!!
Depois desse "aviso", entrei em pânico. Passei a escovar com o maior cuidado, para não forçar o objeto. Mesmo assim, em vão. Lá se vão as escovinhas...
Comecei a comprar escovas de dente no atacado. Comprava duas, três de uma vez, para ter uma reserva. Ainda que fosse um serviço inutilmente dispendioso, as escovas continuavam sendo estraçalhadas pela minha frenética limpeza bucal.
Depois de muito pensar o motivo de minha mania, descobri que, além de eu ser uma pessoa frenética como minhas escovações, é a minha boca que é pequena demais para os meus dentes, os quais são imensos. Dessa forma, quando quero escovar os dentes do fundo, tenho que estragar a escova, mesmo sem intenção.
Acho que essa desculpa é a melhor que tenho, mas a saga de tentar um aumento na durabilidade das minhas escovas dentais continuarão até que dure mais do que o "recomendado pelos dentistas": dois meses.

domingo, agosto 19, 2007

Assinatura



Em meus deleites de consumo, sonhei que recebi a seguinte carta:
“Prezada Tatiana,

Você acaba de ganhar a assinatura de dez revistas de qualquer lugar do mundo, por 10 anos, totalmente grátis!

Ass.: Gênio da lâmpada”

Eis as revistas que eu assinaria:
- Info
- Le mond
- Rolling Stone
- New Musical Express
- Mojo
- Piauí
- Caros Amigos
- Carta Capital
- TPM
- Saúde

Mas teria que pedir ao gênio que eu virasse uma dona de casa, para poder ler o dia inteiro, tomando suco de goiaba natural e usando moletom.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Gloria

Fazia tempo que eu não me deleitava em um livro, que o devorava, imaginando todas as cenas, sem precisar fazer fichamentos no computador. Fazia muito tempo mesmo – ate porque, sinceramente, romances ainda são meu estilo favorito.
Ontem fiquei lendo, lendo, o dia inteiro, e nem lembrei que tinha um monte de coisas a fazer. Mas foi legal, uma aventura individual, que me senti em Nova Iorque do início do século XX.
Comprei o livro meio sem querer, andando pela Paulista, numa daquelas barraquinhas em que se vendem livros bem baratos mesmo.
- Tem algum livro barato aí? – perguntei, um tanto desinteressada.
- Esse aqui é clássico – e me mostrou o livro Belos e Malditos, de Scott Fitzgerald.
Comprei pela barganha de 5 reais – sim, nem alugar um filme eu consigo com essa grana. Já tinha ouvido falar do autor, mas admito que tenho certo preconceito com autores norte-americanos (prático demais, populares demais, capitalistas demais).
Assim, indo para Suzano de trem, resolvi levar o livro. Li, devorei, em meio às paradas do trem. Li 81 páginas no caminho.
E descobri Gloria, uma personagem que me deu medo. Céus, como me identifiquei. Não fisicamente, até porque ela era loira, de olhos cinzas, ou seja, segundo o livro, a mulher mais linda da cidade. Mas o jeito dela, cada detalhe contado pelo autor, parecia que me desmascarava: desde suas profundas qualidades até seus incontidos defeitos.
Acho que outra personagem que eu me identifiquei de maneira realística-fantástica foi Remédios, do Cem anos de Solidão. Obviamente, o meu livro favorito. Mas Fitzgerald me surpreende em cada frase, e faz tempo que não notava como a construcao de um livro se faz nao somente pelo enredo, mas pela genialidade do autor.

quarta-feira, agosto 15, 2007

CANSACO

Sabe aquela estafa mental que te dá, tamanha a turbulência de coisas acontecendo? Pois é, minhas “férias” (tive alguns dias de contemplação, que passaram voando), já estão praticamente descendo ladeira abaixo, mas enfim, às vezes eu não sei o que é pior: não fazer nada ou fazer milhares de coisas. Ambos, de certa maneira, me deprimem.
Não gosto de ficar vendo TV sendo que poderia estar lendo algo de útil – por vezes me permito os pequenos prazeres: ficar deitada na cama lendo Piauí, Rolling Stone e a Vejinha. Tomar café da manha ao meio-dia, almoçar as cinco da tarde e esquecer-se de jantar. Dar um role pelas ruas, não fazer nada de especial e me divertir andando quilômetros sem parar pelas ruas de São Paulo.
Fora isso...cansa, ah se cansa ficar no msn, olhar clipes no You Tube e ouvir rádio o dia inteiro.

segunda-feira, agosto 13, 2007

1 ano!

Pensei em nao postar sobre isso, mas acho que vou falar sim: ontem fiz um ano de namoro.
Nem parece que, há pouco mais de um ano atrás, o Alberto (!) era apenas um conhecido. Isso é estranho, porque sei lá, na verdade já me passava pela cabeca que um dia eu namoraria ele.
..............
Antes dele, nunca tinha namorado. E dizem que os primeiros namoros nao duram muito...
Namorar é uma espécie de compromisso voluntário - a gente quer ser preso a alguém, mesmo que isso custe várias mudancas em sua vida...

Nao me considero uma pessoa romantica - achava que eu era, até comecar a namorar. Contudo, considero algumas coisas primordiais num relacionamento: lembrar as datas comemorativas, respeitar o prometido e dar satisfacao. Nao necessariamente nessa ordem.

Exercicio de jornalismo

Minha irma acha que é jornalista e quer postar no meu blog. Ela nao vai conseguir (que faca um ela mesma, ué).
Sabia que tenho mais dois blogs (em construcao)? Depois passo o endereco, mas estou pensando em montar uma equipe - quem estiver interessado, me dá um toque.

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sexta-feira, agosto 10, 2007

Sindrome do cabelo liso

Eu sei que cabelo liso e facil de cuidar, bla bla bla...mas a sindrome do cabelo liso esta demais! Todo mundo fazendo escova progressiva, chapinha, relaxamento, escova de chocolate. Eu, definitivamente, nao sei mais como e o cabelo de ninguem - e a artificialidade esta tao grande que ja da para notar os fios mais encaracolados nascendo na raiz alheia...

Falso, quebrado, arrepiado, curto, longo...o importante e ser liso.
Vamos ter mais personalidade galera?

quarta-feira, agosto 08, 2007

Ferias e buraco

Estou de celular novamente - esse primeiro semestre inteiro praticamente fiquei sem celular, o que nao deixa de ser uma grande experiencia...mas ja deu ne?
E bom voltar a ter celular, a ser "encontrada" a qualquer momento, mas agora eu esqueco de desligar o celular em momentos inoportunos, como cinema e afins.

E nessas ferias estou jogando buraco todos os dias, com a Gabi e a Fe. Velhinhas, se cuidem!

segunda-feira, agosto 06, 2007

Prova Estadao

Pergunta: qual o nome da rua da Casa Branca (sem olhar no Google)? E qual o nome do meio de Darwin?
Sim, esses foram alguns dos exemplos que apareceram na prova do Estado. Beleza, a concorrência ta forte, mas...e esse o critério de escolha? Quem pega os detalhes, por mais absurdos e inúteis que eles sejam? Pelo jeito, o melhor e ler e reler o livro Guia dos Curiosos para passar, em vez de ler jornal diariamente. A única coisa boa foi que, de 50 questões, NENHUMA era de esportes – ainda bem, porque esse e o único caderno que eu não encosto.
Para completar, os candidatos não podem levar o caderno de questões, ou seja, não pode conferir o gabarito, a não se que anote na mão as 50 letrinhas. Ah, e esqueci: a redação na realidade não conta praticamente nada, ela e apenas eliminatória – ou seja, não precisa saber escrever, mas precisa saber em que Estado a Gisele Bunchen nasceu...

Ta, ta, mudando de assunto. Hoje eu rodei tanto tempo no shopping para comprar o presente do meu namorado que eu quase fiquei tonta. Como cansa comprar coisas que não são para mim! No meio do caminho quase desisti e comprei um sapato pra mim mesmo, mas pensei bem e resolvi continuar minha luta incessante a fim de encontrar o presente ideal. Acho que agora vai.

Hum, e outra coisa: ontem eu estava comendo batatas assadas da padaria e, olha o que eu acho...um bicho!! Daquelas minhocas nojentas! Quase vomito no prato, mas mantive a pose.

No morango, na mexerica, na banana, na alface, no tomate, na berinjela, no limão, na laranja, eu já encontrei os danado e hoje os como com ressalvas. Mas na batata assada? Vou ficar longe delas por um tempo...

sábado, agosto 04, 2007

Damn Harry Potter


Tudo começou quando eu tinha uns 15 anos, e o Rodezio e o Lucas estavam comentando sobre o primeiro livro do Harry Potter. De um jeito leigo, perguntei o que tinha de mais esse tal de Harry Potter.
Rodezio se propôs a emprestar o livro para mim e, como uma colegiada que não tem grandes compromissos alem de ir ao colégio, prontamente aceitei.
Abri o livro, sem grandes perspectivas. Achei-o um tanto sem graça, ainda mais pela empolgação de como o Rod e o Lucas falavam da obra de J.K. Rowling. Li, nem curti muito, mas o desafio estava lançado – me mostraram o segundo livro.
Dessa vez, demorei certo tempo para ler, pois na realidade achei esse livro bem ruim. Pensei: “agora chega de ler essa saga tosca”. Ledo engano, os dois me mostram o terceiro: li, e gostei. Gostei muito.

O filme e lançado. Na maior expectativa de ver minhas imaginações a respeito das locações e dos personagens concretizadas, que em grande parte do filme me decepcionaram, assisti ao filme, digamos, tosco. Mas nada abalou o quarto livro, que consumi em apenas uma tarde, lendo e tomando Toddy em caixinha.
E assim foi se dando a saga de Harry Potter em minha vida: ate o quinto livro, o Rodezio me emprestou. Neste ultimo, estava me mudando para Bauru em 2004. Consumi o livro enquanto desempacotava caixas, roupas, e me estabelecia na nova cidade.
O sexto livro eu li em inglês, emprestado do Rafa. Descobri que Rowling escreve muito melhor que a tradutora, e me senti levemente arrependida de não ter explorado as obras na versão britânica.
E, finalmente, a saga chega ao fim. Foram seis anos lendo esse bruxinho que pentelha minha vida, consome horas e horas de leituras e discussões inúteis, sem contar os gastos com cinema e pipoca (sim, vi todos os filmes da saga no cinema).
Quem vai me emprestar esse ultimo livro, hein? Eu não vou quebrar o protocolo e comprá-lo: pelo menos me dou o prazer de dizer que não me rendi por completo a industria cultural...

Ferias

Depois de muito custo, chego em Sao Paulo, pego a passeata Fora Lula - e xingo esses babacas de Nike Shox que acham que politica e usar nariz de palhaco que esta tudo feito.

Aqui esta tudo bem, na realidade estou super cansada, com vontade de nao fazer nada por varios dias...
So quero comer, dormir, e ter sossego pelo menos uma vez no meu ano de 2007 - e que ano.

sábado, julho 28, 2007

Raiva

Estou com tanta, mas tanta raiva, que se o objeto da minha raiva estivesse nas minhas mãos...ah, eu quebrava.
Já passei do nível da tristeza, indignação, revolta, ódio, e agora só sinto raiva. Daqui a alguns dias, quero sentir apenas indiferença.

quarta-feira, julho 25, 2007

Emprego dos sonhos


Quase todo mundo que eu conheço não tem o emprego que sonhou: reclama que não aguenta mais, sonha com o final de semana, leva trabalho para casa e etc. Assim, fico com medo de ser mais uma frustrada no emprego e, como todo mundo, acho que não escolhi o emprego dos sonhos.
Porque na verdade o emprego que eu queria ter é ser música. Rock star mesmo: entrar no estúdio para gravar cd, pegar a estrada para fazer uma turnê e, porque não, pegar avião todos os dias e rodar o mundo no novo álbum...
É claro que essa carreira é a mais concorrida do mundo, e que todo mundo que gostaria de ser músico deve ouvir: "você nunca vai dar certo, desiste, faz Direito"...

O mundo está cada vez mais concorrido, cada vez mais assombroso. Uma escolha errada faz com que seu destino mude para sempre. Não, não vou virar rock star - no máximo vou cantar no videokê. Mas o que eu mais queria é fazer tudo que sempre sonhei, na minha profissão mesmo. Sem glamour, sem falso comprometimento: quero ser jornalista, no jornalismo ideal. Sem ter medo disso.

quinta-feira, julho 19, 2007

E o semestre acaba

Ontem eu estava no laboratório de jornalismo quando uma bixete veio perguntar algumas coisas para mim sobre o curso. Ao olhar para ela, pensei em quantas perspectivas ela deve estar passando: se vai trabalhar na Globo, se as aulas da Unesp são boas mesmo, etc.

Pensei um pouco e respondi que as melhores coisas que eu fiz na faculdade não foram necessariamente as aulas, mas o que a universidade me proporcionou: pesquisa, extensão, entre outros. Dei a dica, e espero que ela não tenha me levado a mal pensando que as aulas não prestam, etc. Pelo contrário, várias matérias mudaram totalmente minha forma de pensar o mundo.

O fato é que, agora, já era - a faculdade está acabando, daqui a alguns meses estarei com a minha vida completamente diferente - o que me deixa feliz e triste ao mesmo tempo.
Hoje eu não odeio mais Bauru; na verdade outras coisas me entristecem, como pessoas que estão na Unesp, sendo pagas pelo Estado para estudar, e ficam somente "curtindo a vida adoidado". Ao mesmo tempo que tenho pena, penso até que ponto a miséria do nosso ensino chegou. E estou saindo dele, aplicando o que aprendi nesses quatro marcantes anos.

Já falei diversas vezes que está acabando, que está chegando o dia...mas hoje, pela primeira vez, sinto que daqui a pouco mais de 4 meses minha vida vai ser outra.

quarta-feira, julho 11, 2007

Meu pescoço querido

Nunca escrevi tanto como estou escrevendo nessas últimas semanas, tudo para terminar meu relatório final. Sim, minha iniciação científica está acabando - bem como minha bolsa, meus dias em que meu melhor amigo era meu computador, entre outros aspectos.

Por conta disso, faz séculos que não visito blogs, não olho nem o meu próprio blog - que está às moscas, entendo...
Mas nada se compara ao meu pescoço: ele dói tanto que dá vontade de ficar de ponta cabeça para aliviar (já tentei fazer isso, mas não deu muito certo). Além disso, meus dedos estão com LER de tanto digitar, minha coluna dói estupidamente e eu durmo pensando em que escrever no relatório.
Eu sei de cor quem foram todas as pessoas mais importantes de Penápolis na década de 30, sei porque foram dados os nomes das ruas, das praças e das escolas da cidade. E sei qual a origem do nome da Sabrina Sato - ela é de Penápolis, sabia?

Minha overdose de Penápolis vai render uma LER, uma tendinite e muitas horas sem dormir.
(deixa eu voltar a escrever meu relatório, porque esse computador já está me dando ânsia).

segunda-feira, julho 02, 2007

Eu não acredito

Eu não acredito que mudei.
"Ah não mude Tati, gostava do seu jeito".
Não me venham com lorotas, pois eu adoro mudanças - é bom ver tudo...novo.

segunda-feira, junho 25, 2007

A praga da mexerica


Prestem atenção: de junho a agosto, as ruas são invadidas por cascas laranjas – são as mexericas (mais especificamente a mexerica poncã, cultivadas inicialmente pelos japoneses), que pipocam em todos os lugares nesses três meses.

A mexerica fica a menos de 1 real o quilo e, por isso, ela é distribuída como sobremesa nos restaurantes populares da cidade; crianças são obrigadas a come-las na hora do lanche; os guardadores de carro, operários, donas de casa, consomem a mexerica na rua mesmo, enquanto descansam.

Até aí tudo bem, eu também adoro mexerica. Mas o problema está no cheiro: fica nas mãos, não tem sabonete que tire aquele cheiro de mexerica. E os fiozinhos brancos que recobrem a fruta, grudam na mão e não saem mais? Ninguém merece...

Fica o pedido para os químicos deste país elaborarem um sabonete eficaz na retirada do cheiro de mexerica nas mãos.

Adeus à ocupação

Interessante a perspectiva da mídia e das pessoas contrárias a ocupações, greves, e qualquer outro tipo de manifestação contra o status quo. Afirmam que os manifestantes da USP, ao saírem após 50 dias, o fizeram porque querem férias em julho – e não porque estão desgastados física e psicologicamente, bem como abalados porque a polícia invadiu impunemente o campus da Unesp de Araraquara.

Essa afirmação de que a ocupação foi “férias” nada mais é do que um achismo: é divertido limpar um ambiente imenso, comer salsicha diariamente e conviver com a ameaça policial por 50 dias? Para os favoráveis à manutenção da ordem, férias é algo tão patético e tão mecânico quanto ir trabalhar, estudar: não quero pensar sobre um outro tipo de realidade. Tenho que ter minhas férias em julho – vou para Campos do Jordão gastar horrores em uma pracinha linda, contrastada com uma periferia – sim, Campos do Jordão tem periferia e (!) favelas.

Que tristeza saber que tem gente passando fome e comendo salsicha enquanto eu tomo meu chocolate quente nesse país tropical.

Como sugeriu um professor (não seria um tecnicista?) de Engenharia: vamos fazer um muro separando nós (os mantenedores da ordem) e eles (os arruaceiros). Façam, por favor! Uma mudança calcada por tijolos e cimentos.

segunda-feira, junho 18, 2007

Valor


Fizemos um bate e volta para Sampa, a fim de ir ao encontro nacional de estudantes. O encontro foi relativamente morno, uma vez que a coisa mais legal do dia situou-se entre o encontro entre estudantes da Unesp e a subida ao relógio, que me deixou com uma tremenda dor nas pernas.

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Mas acidentes acontecem quando a gente menos espera. Parece que isso foi um baque, daqueles que me dizem: Viu, você não é onipotente. As coisas não acontecem pelo simples racionalismo, nem tudo é somente matéria.

A sensação de impotência perante certas coisas, as coincidências acerca de certos fatos fazem qualquer um refletir a respeito da inevitabilidade da vida ou da morte.

Eu sempre quis abraçar o mundo, penso que ficar sem fazer nada é vagabundice. Mas quando a gente vai sentar, parar, e refletir sobre a própria existência?

sábado, junho 16, 2007

Daquiapouco

Bom, vou fazer um micro diário.
Daqui a três horas terei de acordar para ir a São Paulo na ocupação da USP. Um bate e volta com cerca de 10 horas de viagem, mas que vale a pena.

E daqui a seis meses me formo. É sé-ri-o.
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Agora estou sem celular - meus problemas com celulares ainda não acabaram. Foi o terceiro com problema este ano. Vou comprar um pager por aí.
hahaah..
há alguns anos eu usava walkman, windows 98, máquina fotográfica manual, video cassete...
e hoje nem lembro da existência desses aparatos tecnológicos.
Alguém aí se sente mais feliz por essa suposta evolução? Parece que me sinto pior.

segunda-feira, junho 11, 2007

Deixa eu brincar de ser feliz

Foi um show emocionante, simples, direto, sem rodeios, sem lágrimas perdidas dos integrantes da banda - mas muito chororô dos fãs.

Parece religião, tamanha a adoração que o Los Hermanos exerce no público. O pessoal imita tudo, tem orgulho em afirmar que só ouve essa banda e que chora toda vez que ouve a tal música. E é essa adulação absurda que me enoja - e, garanto, os próprios integrantes da banda devem odiar também.
Mas devo admitir uma coisa: os caras são bons. Um toque meio Weezer, meio Caetano, meio samba, meio ska, meio Radiohead. É evidente, meio pós moderno. Mas as letras, ah as letras.
Como não pensar que "O Vencedor", aparentemente despretensiosa, esconde uma ideologia ainda mais surpreendente? Que mobiliza multidões?
O forte da banda são, sim, as letras. E olha que eu nem levo tão em conta esse aspecto da música, pois acho que música e poesia são elementos conjuntos, mas não indissociáveis. Uma composição pode ser horrível e ter letra relativamente boa (caso da famigerada Legião Urbana), como pode ser ótima e simplesmente não ter nenhum verso relevante (vide a música eletrônica).
Mas Los Hermanos, fugindo do mercado, com um álbum anti-anti do anti - "Bloco do Eu Sozinho" - que foge totalmente do estereótipo da Ana Júlia do cd anterior, conquista os fãs fiéis, não os descartáveis que procuravam "Anas Júlias" para cantarolar no carro.
Não tinha banda assim no Brasil - em 2001, só dava Charlie Brown, Jota Quest e afiliados.

E, sim, Los Hermanos é minha banda nacional favorita. Acho triste admitir isso, porque não gostaria de ser mais uma chorona no último show dos caras.
Mas não deu, me emocionei nas duas primeiras músicas que tocaram, do "4".
Vai fazer falta a ausência...mas por outro lado, força os fãs mais fiéis a ouvirem pelo menos as influências mais diretas dos barbudos cariocas.

sexta-feira, junho 08, 2007

Her Name is Rio

Essa música é do Duran Duran e não tem nada a ver com o Rio de Janeiro. Mas enfim, estou antiga capital federal do país e por aqui está uma temperatura boa e amena...
Entretanto, o que eu tenho mesmo é um desabafo. Tô cansada, preciso de férias das pessoas - depois de certo tempo, elas só me desgastam. Meu maior desejo não é ver o "último" show do Los Hermanos, muito menos rever o Cristo, as preparações para o Pan e o Pão de Açúcar. Minha vontade é:
- ficar lendo um monte de coisas
- ser obrigada a ver filmes embaixo da coberta
- andar de bike na orla de uma praia
- ficar olhando o céu estrelado
- conversar com a minha irmã
- dormir, dormir, dormir
- comer bolachas de padaria sem me sentir culpada depois
- ficar sem lentes de contato

Quero ficar sozinha. Até me cansar e sair correndo atrás das pessoas que amo.

sábado, junho 02, 2007

Fotos passeata USP


Movimento

Não sei como definimos nossa posição política, mas considero que, pra alguém fazer jornalismo...sinto muito, você tem que ter pensamento crítico. Não só em relação ao senso comum, como também à própria mídia e a seu futuro local de trabalho.
Escolhi fazer jornalismo por quê? Meus objetivos foram mudando ao longo do curso, mas o que ficou em mim foi sempre esse pensamento de que as coisas nem sempre são assim por que são. Algo está por trás disso.

Para tanto, fico me questionando o que está acontencendo nesses últimos tempos. Greves, ocupações, reivindicações em massa, distorções, manipulações. Em quatro anos de universidade pública, nunca vi tanta mobilização da galera que se sente, sim, injustiçada e não quer ficar de braços cruzados.
Tenho certeza de que estamos vivendo um momento histórico na educação paulista (pelo menos) e nem estamos nos dando conta disso. Só agora percebo que um tema que pauta toda a mídia só pode ser importante.
Ficou a fim de participar? Olhem o blog Greve não é férias e vejam que nem só de revolucionários clichês o movimento estudantil é feito. Vide festa junina de ontem, organizado pela Comissão do Movimento Estudantil, que foi melhor do que muita festa tradicional da Unesp.
Pra que ficar em casa, acompanhando assiduamente o que está acontecendo só pela mídia? Vai ver de perto, todo mundo pode.

Parece um texto demagogo, mas quero só ver minha mãe lendo isso. Ela acha um absurdo eu ficar aqui por causa de uma greve em vez de me dedicar integralmente ao relatório final da Fapesp.
Calma mãe, vai dar tudo certo.

terça-feira, maio 29, 2007

Ato na quinta, festa, churrasco....

Primeiro ponto: estamos em greve. Ninguém gosta de greve, embora nosso querido Lulla insista na idéia de que para os servidores públicos greve seja sinônimo de férias.
Gente, não foi o mesmo Lulla que era o sindicalista das maiores greves do país?

Continuando: estamos em greve por tempo indeterminado. Não garanto que ficarei por aqui, depende de diversas circunstâncias. E sei que estou lotada de compromissos inadiáveis, portanto, devo me administrar um pouco antes de qualquer passo.
Mas quinta é dia de protestar em São Paulo, no Morumbi.

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E amanhã iremos tirar as fotos oficiais para a formatura. Isso assusta: estão acabando os melhores anos da minha vida. Se foram os melhores? Não sei, ainda estou vivenciando-os, então não consigo ser imparcial.
Mas o fato é que, daqui a pouquíssimos meses eu estarei fora de Bauru. Saindo da cidade sanduíche, que me fez passar muitos aperreios, felicidades e novidades.

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Pelo menos sábado tem churrasco da formatura. Esses sim, garanto que foram os melhores.


sexta-feira, maio 25, 2007

Terminei o Penapolense

Só quem já fez isso sabe o que é terminar o jornal de 1915 O Penapolense.

Marco histórico do meu semestre...
E hoje só na festa de Rádio pra comemorar. Comprei e mandei fazer a fantasia, tudo bonitinho. Mas quem disse que vai dar pra usar a roupa que eu mandei fazer?


quinta-feira, maio 24, 2007

Ocupação USP

Faz tempo que isso está acontecendo, não me manifestei ainda, mas o fato é que a ocupação da USp é legítima. Dou apoio à iniciativa dos alunos e vejo como a Unesp e sua fragmentação colaboram para a desmobilização das unidades.
A greve é iminente, mas não tenho a menor idéia de quanto tempo irá durar - não sei se é bom ou ruim uma greve duradoura, mas o fato é que as reivindicações devem ser atendidas.

Dou total apoio à USP e mostro meu repúdio à cobertura da grande imprensa - que distorceu, sim, as informações.


Estou relativamente inteirada das ocorrências, e sei o quanto a ocupação, o decreto do Serra e as medidas reacionárias de Lula estão sendo manipuladas pela grande imprensa.
O que mais me deixa indignada é: se este fato, de que tenho conhecimento, está sendo manipulado, o que dirá da política nacional, da economia, das operações da Polícia Federal, temas dos quais não saberia quase nada se não fosse a tal grande mídia? Pior: e a política internacional, cuja cobertura é baseada nas grandes agências de notícias, como a Reuters?

Estou indignada com a minha futura profissão. Temos direito à greve. Nas universidades públicas as PMs não podem entrar. E, pra piorar: como os reitores (indicados pelo governador) concordam com uma medida que não muda em nada a autonomia da universidade pública? Então por que foram feitos esses decretos?
A imprensa não está fazendo os questionamentos corretos.

terça-feira, maio 22, 2007

Bandas BOAS




Eu admito que gosto de umas bandas toscas. Estou ouvindo várias coisas que são o cúmulo da indústria cultural. Pega essa:





- Fall Out Boy - This Ain't A Scene, It's An Arms Race


- RBD - Salvame


Tem várias outras nesse nível de indústria cultural, que estão no meu mp3. Mas eu não ouço somente coisas boas:

Tô ouvindo:

- Bjork - Volta (o cd inteiro)

- Kings of leon - because of the times

- Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmirror

- Klaxons - Myths of the near future

- Nine inch nails - Year Zero

- Snow Patrol -Eyes Open

segunda-feira, maio 21, 2007

Achei minha agenda!



Meu quarto: que vergonha...







Meu quarto está uma zona: mil jornais, livros, revistas, xerox, cadernos, fichamentos, papéis e outros impressos espalhados pelo meu quarto. Diante disso, procuro minha agenda para anotar meus afazeres e me organizar quando, pasme, ela sumiu!

Cadê minha agenda?

Lá eu anotava tudo que tinha que fazer (se bem que eu anoto também no meu celular e no calendário de parede, bem como na minha mão e em papéis aleatórios). Depreende-se que eu não conto nunca com a minha memória – ela não é tão ruim assim, mas eu simplesmente anoto tudo que tenho que fazer, porque prefiro ter a certeza de que anotei meus afazeres.

Entretanto, durante esta semana, minha agenda querida simplesmente sumiu!

Procurei no laboratório da minha faculdade, no meu quarto, no “achados e perdidos” da Unesp, entre outras medidas. Em vão.

Eis que, num domingo à tarde, conversando com minha irmã pelo telefone, consto que minha agenda linda está no meio dos meus cds (tenho um monte de cds empilhados, porque não tenho um porta-cd que comporte todos os meus preciosos elementos da música mundial).

Fiquei tão feliz...porque, convenhamos: na minha agenda tem coisas (muitas vezes em códigos) que são muito mais confidenciais do que este blog. Nem te conto o que tem lá.

terça-feira, maio 15, 2007

Novo Hype

Eu procurei, procurei e procurei, mas não achei a maldita foto do mais novo hype da moda: a mochila do "Aluno Presente" - sim, aquela azul com a frase anteriormente citada em amarelo!
Todo mundo tem, mas o mais engraçado é que as crianças (teoricamente, a maioria dos alunos) não usam a tal mochila, apenas os adultos. Como eles conseguem aquele objeto de desejo? Eu quero uma pra mim.
Ando pelas ruas e só dá ela: você circula pela Barra Funda (estação de São Paulo) e o que mais tem são as mochilas azuis com o logo do governo de São Paulo. A questão é: quem distribui as mochilas? Vou averiguar em um próximo post e também vou tirar uma foto, pois não achei a mochila na Internet (apesar de estar nas costas de todo mundo).

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O post anterior é polêmico e tal, afinal, todo mundo achou uma graça o Miss Sunshine. É a geração MTV, que precisa de clichês, cores e identificações imediatas (e eu me incluo nessa categoria)